Pertita

As pertitas são constituídas de misturas íntimas entre si de feldspato potássico — microclina ou ortoclásio — e um plagioclásio rico em sódio que ocorre como corpos microscópicos em massas macroscópicas, dentro do feldspato potássico[1][2] Se o feldspato sódico é a fase dominante, o resultado é um antipertita e onde os feldspatos estão em proporções aproximadamente iguais, o resultado é um mesopertita.

Crescimento antipertítico de veias de feldespato potássico intercaladas com veias de feldespato sódico.

Durante o processo, as pertitas se dispõem de forma paralela em bandas mais ou menos sinuosas. Muitas pertitas são formadas quando feldspatos potássicos e sódicos de alta temperatura em composições adequadas são resfriados de tal forma que a fase de solução sólida original se separa (isto é, segrega, de forma que um mineral homogéneo se separa em dois ou mais minerais diferentes) para formar uma mistura entre si de duas fases. No entanto, algumas pertitas, parecem terem sido formadas como resultado da substituição parcial de feldspato potássico original pelo sódio. Em qualquer caso, a pertita é o nome aplicado corretamente as misturas íntimas em que o feldspato potássico predomina sobre o plagioclásio, enquanto antipertita é o nome dado as misturas íntimas em que o componente plagioclásio é predominante. As pertitas são comuns, enquanto antipertitas são relativamente raras.[3]

Referências

  1. College of Science and Technology. Central Michigan University. «Perthite» (em inglês). Consultado em 13 de julho de 2009. Cópia arquivada em 8 de junho de 2007
  2. Mindat.org. «Perthite» (em inglês). Consultado em 13 de julho de 2009
  3. Feldspar. Feldspar. Encyclopædia Britannica. E. B. Online, 2010.
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