Picassos Falsos
Picassos Falsos é uma banda brasileira surgida em 1985 no Rio de Janeiro. A banda foi uma das pioneiras, na geração dos anos 1980, em misturar rock, soul e funk com baião, afoxé, maracatu e samba, algo que só viria a ser comum na música brasileira a partir dos anos 1990, com artistas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. A banda fez sucesso com canções como "Carne e Osso", "Quadrinhos", "Supercarioca" e "O homem que não vendeu sua alma".
Biografia
A banda nasceu com o nome de O Verso, em 1985, no bairro carioca da Tijuca, apresentando-se em espaços undergrounds e bares na cidade do Rio de Janeiro. Na primeira formação pós O Verso, constavam Humberto Effe (voz), Abílio Azambuja (bateria), Gustavo Corsi (guitarra) e Zé Henrique Alves (baixo). Alvin L. foi quem sugeriu o nome Picassos Falsos ao grupo e produziu a segunda fita demo com três músicas. Em 1986, duas composições do grupo, "Carne e Osso" (Abílio, Caíca, Luiz Gustavo e Humberto Effe) e "Quadrinhos" (Pequinho e Humberto Effe), foram muito executadas em várias emissoras de rádios alternativas.
A banda viria a gravar a sua primeira fita demo com as canções "Carne e osso", "Quadrinhos" e "Idade Média" em 1987. A rádio Fluminense FM passou a tocar as três canções. Ao ouvir as canções da banda na rádio, o jornalista e produtor José Emílio Rondeau interessou-se pelo som do Picassos Falsos e fez a banda assinar, em 1987, um contrato com o Plug, selo dedicado ao rock criado pela RCA. Nesse ano, lançou o primeiro disco, "Picassos Falsos", pelo selo Plug. As duas composições originais do grupo, já com o apoio da gravadora, voltaram a estourar nas rádios. Ainda neste disco, foram incluídas "Que horas são?" (Humberto Effe), "Últimos carnavais" (Zé Henrique, Abílio, Luiz Gustavo e Humberto Effe) e "Idade média" (Abílio, Caíca, Luiz Gustavo e Humberto Effe), entre outras. A música "Quadrinhos" entrou para a trilha sonora do programa Armação Ilimitada, da Rede Globo. A música "Carne e osso" incluía uma citação do samba "Se você Jurar", de Ismael Silva.[1]
Com o segundo álbum, "Supercarioca", a banda radicalizou o conceito de misturar rock com música brasileira. Apesar de não ter feito o mesmo sucesso que o disco anterior, esse álbum é tido até hoje pela crítica e por artistas como um dos trabalhos mais inovadores da sua geração. Ainda pelo selo Plug e BMG Ariola, contou com o novo baixista Luiz Henrique Romanholli. O disco incluiu composições inspiradas em problemas ocasionados pelas chuvas de verão que assolaram a cidade do Rio de Janeiro naquele ano. O LP trouxe também citações de composições de Noel Rosa e ainda de Jimi Hendrix: "Third Stone from the Sun", em ritmo de bolero. Outras composições que se destacaram deste mesmo disco foram: "Wolverine" (Luiz Henrique, Abílio, Luiz Gustavo e Humberto Effe), "O homem que não vendeu sua alma" (Luiz Henrique, Abílio, Luiz Gustavo e Humberto Effe), "Rio de Janeiro" (Luiz Gustavo e Humberto Effe) e a faixa-título, "Supercarioca", também de autoria de Humberto Effe.
Em 1990, após o lançamento de dois álbuns pela RCA (atual BMG), o grupo se separou. Considerado um dos melhores grupo do Rock no Brasil dos anos 1980, ao lado de Barão Vermelho, Titãs e Hojerizah, e mesmo com dois discos bem-sucedidos na curta carreira, foi dispensado da gravadora e o grupo desfez-se logo em seguida. No ano de 1999, a BMG Brasil compilou 21 músicas da banda no CD "Hot 20", em homenagem ao grupo.
A banda volta à atividade em 2001[2][3] e, após 16 anos, grava o terceiro álbum, "Novo mundo", lançado em junho de 2004 pelo selo Psicotrônica.[4][5] Em novembro do mesmo ano, a banda participou do TIM Festival, um dos mais importantes eventos de música do Brasil, tocando no palco principal, abrindo a noite do dia 6, sábado, para a cantora PJ Harvey e o grupo Primal Scream.[6]
Em 2003, a banda apresentou o show "Novo Mundo' na Boite Melt, no Leblon, na Zona sul do Rio de Janeiro. Na ocasião, recebeu os convidados Roberto Frejat, Luís Capucho, Cris Braun, Zé Otávio, Fausto Fawcett e Maurício Valladares. Voltou à boate no show "Hipercarioca", no qual interpretou "O x do problema" (Noel Rosa) e "Morena de Angola", de Chico Buarque.
Neste mesmo ano, lançou o CD "Novo mundo", com sucessos da banda, além de composições inéditas e participações especiais das atrizes Isabel Guerón, Carolina Sá e Maria Luz no DVD. No ano de 2004, fez o lançamento do CD "Novo mundo" no Teatro Rival Br, no Rio de Janeiro.[7]
Integrantes
- Humberto Effe (voz e violão)
- Gustavo Corsi (guitarra, violão e cavaquinho)
- Romanholli (baixo)
- Abílio Azambuja (bateria)
Ex-integrantes
- Caíca (baixo)
- Zé Henrique (baixo)
- BomBom (baixo)
- Kiki (baixo)
Discografia
- Picassos Falsos (1987)
- Supercarioca (1988)
- Picassos + Hojerizah (1994)
- Picassos Falsos Hot 20 (1999)
- Novo Mundo (2004)
- Supercarioca 25 Anos (2014)
- Nem Tudo Se Pode Ver (2017)
Referências
- «Picassos Falsos». CliqueMusic. Consultado em 4 de março de 2011
- Fonte: Site externo
- Outro site
- «Picassos Falsos retorna após 16 anos de silêncio». Terra Networks. Consultado em 4 de março de 2011
- Novo Mundo - Picassos Falsos 4.5 no Omelete
- http://www.dicionariompb.com.br/picassos-falsos/dados-artisticos