Federação de Paternidade Planejada da América

A Federação de Paternidade Planejada da América (PPFA), ou Paternidade Planejada (em inglês: Planned Parenthood), é uma organização sem fins lucrativos que fornece cuidados de saúde reprodutiva nos Estados Unidos e em todo o mundo. A entidade tem suas raízes no Brooklyn, Nova Iorque, onde Margaret Sanger abriu a primeira clínica de controle de natalidade nos EUA em 1916. Sanger fundou a Liga Americana de Controle de Natalidade em 1921, que mudou seu nome para Paternidade Planejada em 1942.[1]

Federação de Paternidade Planejada da América
Federação de Paternidade Planejada da América
Website oficial www.plannedparenthood.org
Protesto de simpatizantes da PPFA, em 2015

A PPFA é composta por 159 afiliados médicos e não médicos, que operam mais de 650 clínicas de saúde nos Estados Unidos. A organização fornece diretamente uma variedade de serviços de saúde reprodutiva e educação sexual, contribui para a pesquisa em tecnologia reprodutiva e defende a proteção e expansão dos direitos reprodutivos.[2]

A entidade é o maior provedor de serviços de saúde reprodutiva, incluindo o aborto, nos Estados Unidos. Por ano, a PPFA faz cerca de 324 mil abortos. Sua receita anual combinada é de US$ 1,3 bilhão, incluindo aproximadamente US$ 530 milhões em fundos governamentais, como reembolsos da Medicaid.[3][4] Ao longo de sua história, a PPFA e suas clínicas receberam apoio, controvérsias, protestos e ataques violentos.[5][6]

Críticas, eugenismo e elitismo

Frequentemente, Sanger, fundadora da PLanned Parenthood, foi alvo de críticas por suas visões eugenistas e elitistas, por conta disso, a filial de Nova York da organização que ela fundou (PPGNY) anunciou que sua sede, que levava o nome de Sanger, será rebatizada. A retirada do nome da fundadora é: "uma necessidade e uma medida tardia para acertar as contas com nosso legado e reconhecer as contribuições danosas da Planned Parenthood nas comunidades não-brancas”, disse a presidente da PPGNY em um comunicado. “As preocupações e a defesa de Margaret Sanger da saúde reprodutiva são claramente documentadas, mas também o é seu legado racista”. Essa acusação se culmina com o fato de nos EUA 20 milhões de bebês negros foram abortados desde 1973.[7] Outro fato, compilado pelo site "Protecting Black Lifes", é que a maioria das clínicas dessa instituição estão em bairros de maioria negra e/ou hispânica.[8]

Referências

  1. «Planned parenthood». Enciclopédia Britânica. Consultado em 8 de julho de 2017
  2. «Planned Parenthood at a Glance». Planned Parenthood. Consultado em 8 de julho de 2017
  3. Brad Mattes (17 de março de 2017). «Sock It to Planned Parenthood». Life Issues Institute. Consultado em 8 de julho de 2017
  4. Janell Ross (4 de agosto de 2015). «How Planned Parenthood actually uses its federal funding». The Washington Post. Consultado em 8 de julho de 2017
  5. Corrie MacLaggan (1 de julho de 2013). «Opponents of Texas abortion restrictions rally at Capitol». Reuters. Consultado em 8 de julho de 2017
  6. Julie Turkewitz e Jack Healy (27 de novembro de 2015). «3 Are Dead in Colorado Springs Shootout at Planned Parenthood Center». The New York Times. Consultado em 8 de julho de 2017
  7. National Right do Life (2017). «Abortion Statistics - United States Data and Trends» (PDF). National Right do Life
  8. www.protectingblacklife.org https://www.protectingblacklife.org/pp_targets/index.html. Consultado em 25 de fevereiro de 2022 Em falta ou vazio |título= (ajuda)

Ligações externas

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