Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia

A Metrópole da Amazônia é uma unidade de conservação do tipo Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) de proteção Integral criado em 2010 (por Decreto Estadual 2 211), localizado na Região Metropolitana de Belém (RMB), estando à 23 Km da capital paraense Belém, localizado na antiga fábrica da Pirelli na Fazenda Guamá, ao lado do Território Quilombola do Abacatal, em uma área de 6 367.27 hectares,[1] abrangendo quatro municípios brasileiro do estado do Pará: Ananindeua, Benevides, Marituba e, Santa Isabel do Pará.[2][3]

Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia
Tipo
Características
Superfície
63 690 000 m2
Composto de
Concepção
Data
Retenção
Localização

O refúgio é integrante do Projeto AgroVárzea,[3] tendo como principais objetivos: contribuir para a manutenção dos processos ecológicos naturais, através da proteção dos ambientes assegurar condições para moradia e reprodução de espécies da flora e da fauna (parte dos 31% de floresta primária da Região Metropolitana);[2] desenvolver técnicas produtivas no Viveiro Florestal das comunidades.[3] Esta possui 15 km de trilhas para passeios de caminhada e bicicleta.[4]

História

Na década de 1800, na região de localização da REVIS inicialmente chamada de Taperinha,[5] o então conde Coma Mello iniciou o processo dos engenhos de maré, que processavam cana-de-açúcar movidos pela força das marés, criando a “Fazenda Oriboca” ou “Engenho do Uriboca”.[6][7]

O conde teve filhos com a escrava chamada Olímpia,[6] conhecidas como as “Três Marias”, posteriormente estas transformaram uma parte da fazenda no Quilombo do Abacatal (308,19 hectares), a outra parte foi adquirida pela à empresa italiana Pirelli em 1950, sendo chamada popularmente como a “Fazenda da Pirelli” com a finalidade de montar um seringal para extração da borracha.[5] Esse período encerra-se quando a empresa Guamá Agro-Industrial transformou o seringal em pastagem dada à baixa produtividade registrada do latex,[5] criando a “Fazenda Guamá”, até o fechamento de suas atividades no final da década de 1980.

A preocupação com a ocupação desordenada da Região Metropolitana, a viabilidade de projetos estruturais de mobilidade e uso do solo, a degradação ambiental dos mananciais de abastecimento de água e das áreas remanescentes de florestas fez com que o Governo do Estado em 1997 declara a área como “de utilidade pública para fins de desapropriação”, destinando-o à preservação racional do uso do solo urbano e viabilização de projetos estruturais, com o objetivo de contribuir com a reestruturação da Região Metropolitana de Belém.[7]

Biomas

A Unidade tem como principal objetivo proteger ambientes naturais para que sejam asseguradas condições de existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora e da fauna.[8]

Formado por bioma de Formações Pioneiras em três tipos de ecossistemas: aquáticos de 6,5%, que contemplam o rio Guamá, furos e igarapés; terra firme de 25,7% formada por capoeiras, pastagens, plantações de seringueira e urucum, e; de várzea com 67,8% de florestas.[2] Também contem espécies da flora ameaçadas de extinção, como: acapu, angelim, cedro, ucuúba branca.[2] Conservando parte dos 31% de florestas primárias presente na RMB.[4]

O REVIS tem acesso no Km 14 da rodovia BR-316, seguindo por mais 4 quilômetros na Estrada da Pirelli.[9] Aberto diariamente com entrada é gratuita para visitação mediante autorização do instituto Ideflor-Bio, que pode ser solicitada por: pessoa física, instituições de ensino/pesquisa, entidades públicas, projetos sociais.[10]

Referências

  1. «Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia |». Consultado em 15 de setembro de 2021
  2. «Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia». Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio). Consultado em 8 de maio de 2018
  3. «RVS Metrópole da Amazônia». Instituto Socioambiental. Consultado em 8 de maio de 2018
  4. «Marituba oferece turismo de natureza e aventura, bem perto da capital!». Prefeitura Municipal de Marituba - PA. 1 de agosto de 2021. Consultado em 27 de setembro de 2021
  5. Jorge Evandro Santos Gomes, Jorge Evandro (2005). «INTERVENÇÃO E EXPLORAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS EM COMUNIDADE QUILOMBOLA: O CASO DE ABACATAL» (PDF). UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA. NÚCLEO DE ESTUDOS INTEGRADOS SOBRE AGRICULTURA FAMILIAR: 60. Consultado em 28 de setembro de 2021
  6. GIFFONI, JOHNY FERNANDES (26 de agosto de 2019). «QUILOMBO DO ABACATAL E O SEU PROTOCOLO DE CONSULTA PRÉVIA». Revista PUB - Revista de Direito e Política. Instituto Brasileiro de Advocacia Pública. Consultado em 28 de setembro de 2021
  7. GRALA BARBOSA, LEONARD JÉFERSON (2019). COMUNIDADES RIBEIRINHAS NO PROCESSO DE CONSOLIDAÇÃO FUNDIÁRIA DO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE METRÓPOLE DA AMAZÔNIA – PA (PDF) (Tese de mestrado). Belém do Pará: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
  8. GRALA BARBOSA, LEONARD JÉFERSON (2019). COMUNIDADES RIBEIRINHAS NO PROCESSO DE CONSOLIDAÇÃO FUNDIÁRIA DO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE METRÓPOLE DA AMAZÔNIA – PA (PDF) (Tese de mestrado). Belém do Pará: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
  9. «Revis Metrópole da Amazônia». Prefeitura Municipal de Marituba - PA. Consultado em 15 de setembro de 2021
  10. «Visite o Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia». Prefeitura Municipal de Marituba - PA. 11 de julho de 2019. Consultado em 15 de setembro de 2021

Ver também

Ligações externas

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