Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino Alexandre dos Santos (Rio de Janeiro, 4 de julho de 1976) é um economista, comentarista, colunista e escritor brasileiro ideólogo de extrema-direita e teórico da conspiração,[2][3][4][5] que desde 2015 reside nos Estados Unidos, na cidade de Weston, na Florida.[6][7]
| Rodrigo Constantino | |
|---|---|
![]() Rodrigo Constantino | |
| Nascimento | 4 de julho de 1976 (46 anos) Rio de Janeiro, Brasil |
| Ocupação | Colunista Escritor |
| Religião | Agnosticismo [1] |
Trajetória
Carreira
Formado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1998. Presidente do Instituto Liberal e um dos fundadores do Instituto Millenium,[8] foi considerado em 2012 pela revista "Época" um dos "novos trombones da direita" brasileira.[9][3] Foi diretor da Graphus Capital entre 2005 e 2013.[10]
Mídia
Foi um articulista da revista "Voto"[11] e escreveu regularmente para os jornais "Valor Econômico" e "O Globo" e da revista "IstoÉ".[12][13]. Apesar da ligação com os ideais liberais, adota posturas conservadoras como a oposição à regulamentação das drogas.[14]
Em agosto de 2013, passou a escrever para a revista "Veja".[15] Em 2015 foi demitido pela Editora Abril e posteriormente teve todos os artigos de seu blog, produzidos durante dois anos, removidos do site da revista.[16]
Defensor do impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, passou de posturas mais moderadas[17] a adotar posturas mais radicais[18] com a aproximação das eleições de 2018, eventualmente apoiando o então candidato e atual presidente da república, Jair Bolsonaro.[19]
Em novembro de 2020, o comentarista foi demitido da Jovem Pan após declarações polêmicas sobre o caso Mariana Ferrer, que ganhou repercussão nacional.[20] As falas davam a entender uma possível apologia ao estuprador, além de rebaixar a vítima.[21] No dia seguinte, também foi demitido do Grupo Record, onde possuía uma coluna no portal R7, além de ser comentarista da Record News.[22] A Rádio Guaíba e o jornal Correio do Povo também confirmaram a demissão.[23] Em janeiro de 2021, Constantino foi novamente convidado pela rádio Joven Pan, desta vez para compor o quadro de comentaristas do programa Os Pingos nos Is, durante as férias de Augusto Nunes e de José Maria Trindade,[24] e logo depois foi recontratado.
Premiações
Venceu o Prêmio Libertas em 2009, no XXII Fórum da Liberdade.[25]
Obra
- Esquerda caviar: a hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo;[26]
- Contra a maré vermelha: Um liberal sem medo de patrulha;[26]
- O brasileiro é otário? O alto custo da nossa malandragem.[26]
Investigação do STF
Entre 2022 e 2023, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, os perfis de Constantino nas redes sociais YouTube, Twitter, Facebook, Telegram e Instagram foram todos suspensos. A decisão também atingiu os comentaristas Guilherme Fiúza e Paulo Figueiredo Filho.[27]
Segundo a CNN Brasil, a decisão – ainda sob sigilo - foi tomada devido a uma investigação dos três citados por divulgação de discurso de ódio e antidemocrático. Na Corte tramitam inquéritos relacionados a fake news, financiamento de milícias digitais e atos antidemocráticos.
Segundo a Revista Oeste, página da internet associada ao bolsonarismo, Constantino e Figueiredo, além das contas bloqueadas nas redes sociais, sofreram outro revés: o cancelamento dos passaportes da dupla e ainda bloqueio de contas bancárias. O magistrado estaria tentando, no âmbito dessas investigações, descobrir se existe alguém financiando os comentaristas.[28]
Ver também
Referências
- «Espiritualidade e pensamento liberal». gazetadopovo.com.br. Consultado em 8 de agosto de 2022
- Messenberg, Débora (2017). «A direita que saiu do armário: a cosmovisão dos formadores de opinião dos manifestantes de direita brasileiros». Sociedade e Estado. 32 (3): 621–648. ISSN 0102-6992. doi:10.1590/s0102-69922017.3203004
- Rodrigues (2018). «Uma revolução conservadora dos intelectuais (Brasil/2002–2016)». Política & Sociedade. 17 (39): 277–312. ISSN 2175-7984. doi:10.5007/2175-7984.2017v17n39p277
- Camila Rocha (5 de fevereiro de 2019), 'Menos Marx, mais Mises': uma gênese da nova direita brasileira (2006-2018), doi:10.11606/T.8.2019.TDE-19092019-174426, Wikidata Q98074045
- João Filho (7 de novembro de 2020). The_Intercept, ed. «Constantino foi demitido pelos mesmos veículos de imprensa que normalizaram suas barbaridades». Consultado em 22 de novembro de 2021
- Constantino, Rodrigo. «Os enormes riscos de quem mora em Weston, a pacata cidade da Flórida». Gazeta do Povo. Consultado em 22 de maio de 2021
- «Outline - Read & annotate without distractions». outline.com. Consultado em 22 de maio de 2021
- «Quem Somos». Instituto Millenium. Consultado em 10 de outubro de 2013. Arquivado do original em 11 de fevereiro de 2009
- Nogueira, Paulo (19 de abril de 2012). Globo, ed. «Os novos trombones da direita». Época. Consultado em 20 de novembro de 2013
- Graphus Capital (ed.). «Equipe». Consultado em 20 de novembro de 2013. Arquivado do original em 20 de fevereiro de 2014
- «Rodrigo Constantino lança livro Privatize Já». Revista Voto. 15 de novembro de 2012. Consultado em 20 de novembro de 2013. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2013
- Gabriela Ferigato (22 de julho de 2016). «Ex-"Veja", Rodrigo Constantino estreia como colunista na "IstoÉ"». Portal imprensa. Consultado em 31 de julho de 2016
- «Rodrigo Constantino». IstoÉ. Consultado em 31 de julho de 2016
- Rodrigo Constantino (5 de janeiro de 2018). Gazeta do Povo, ed. «A conversa fiada da liberação das drogas». Consultado em 22 de novembro de 2021
- Constantino, Rodrigo (1 de agosto de 2013). «Texto inaugural – uma apresentação». Veja. Consultado em 20 de novembro de 2013
- «O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A VEJA? ELA SUCUMBIU AO PT?». Rodrigo Constantino. 16 de dezembro de 2015. Consultado em 10 de abril de 2016. Arquivado do original em 11 de abril de 2017
- Paula Barra (12 de novembro de 2014). InfoMoney, ed. «Dilma vive um cenário propício para impeachment». Consultado em 22 de novembro de 2021
- Consuelo Dieguez (1 de janeiro de 2019). Folha, ed. «Juventude Bolsonarista: a extrema-direita sai do armário». Consultado em 22 de novembro de 2021
- Rodrigo Constantino (9 de outubro de 2018). Gazeta do Povo, ed. «"O fenômeno Bolsonaro, por Rodrigo Constantino». Consultado em 22 de novembro de 2021
- Martins', 'Thays (4 de novembro de 2020). «Caso Mari Ferrer: o que se sabe sobre o processo que inocentou André Aranha». Brasil. Consultado em 5 de novembro de 2020
- «Após opinião sobre caso Mariana Ferrer, Jovem Pan demite Rodrigo Constantino». ISTOÉ Independente. 4 de novembro de 2020. Consultado em 5 de novembro de 2020
- «Constantino demitido: Record também desliga comentarista». www.uol.com.br. Consultado em 5 de novembro de 2020
- «Constantino é demitido do jornal Correio do Povo e da Rádio Guaíba». www.correiobraziliense.com.br. Consultado em 6 de novembro de 2020
- «Rodrigo Constantino volta à Jovem Pan, mas ficará por apenas 5 dias». tvefamosos.uol.com.br. Consultado em 6 de janeiro de 2021
- «Opinião: Rodrigo Constantino». r7. Consultado em 26 de julho de 2021
- https://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2016/12/1797778-rodrigo-constantino-ataca-o-jeitinho-brasileiro-em-novo-livro.shtml
- «Perfis de Rodrigo Constantino, Guilherme Fiúza e Paulo Figueiredo Filho são suspensos». www.cartacapital.com.br. Consultado em 4 de janeiro de 2023
- «Cerco se fecha contra Constantino e Paulo Figueiredo nos EUA». www.revistaforum.com.br. Consultado em 4 de janeiro de 2023
