San Pellegrinetto

San Pellegrinetto foi uma comuna italiana nos Alpes da Garfagnana, região histórica da Toscana, província de Lucca. Foi dependente muitos anos da comune de Trassilico, situação em que por um tempo adotou o nome de Alpe di Trassilico até a construção de sua própria paróquia. Quando Trassilico foi incorporada como fração de Gallicano, assim também foi San Pellegrinetto. Posteriormente, acabou sendo incorporada na comune de Fabbriche di Vergemoli, onde atualmente é uma de suas frações. Sua população atual é de 15 habitantes [1], sendo uma das comunes históricas italianas que está fadada à extinção, o que aos poucos tenta ser revertido com o plano de "Casas a um Euro", instituída pela comune de Fabbriche di Vergemoli em 2017. [3]

San Pellegrinetto 
  Comuna  
Símbolos

Brasão de armas
Localização

San Pellegrinetto
Localização de San Pellegrinetto na Itália
Coordenadas 44° 01' 17.7" N 10° 23' 01.4" E
Região Toscana
Província Lucca
Características geográficas
População total 15 [1] hab.
Altitude 953 [2] m
Outros dados
Comunas limítrofes Fabbriche di Vallico, Gallicano, Molazzana, Pescaglia, Stazzema
Código postal 55021 [1]
Prefixo telefônico 0583 [1]
Padroeiro San Pellegrino delle Alpi
Feriado 1 de agosto
Sítio Fabbriche di Vergemoli (Comune)

Etimologia

Anterior à atual denominação do município a cidade teve o nome de Alpe di Trassilico. [2] Assim como todas as cidades montanhosas, construídas no cume das montanhas da Garfagnana, também foi influenciada pela lenda do Santo Pellegrino delle Alpi, que se tornou o padroeiro da cidade. As histórias mostram que ele era o príncipe de um rei escocês durante o final do Império Romano, que, apesar de dotado com uma grande fortuna, abandonou tudo e buscou uma existência como eremita em uma caverna nas montanhas da Garfagnana, morrendo lá até que suas relíquias fossem milagrosamente descobertas juntamente com seus restos mortais e o de seu parceiro e discípulo convertido, San Bianco, onde ergueu-se o Santuário de San Pellegrino in Alpe.[4][5] A principal mudança de nomenclatura surgiu por parte dos líderes da cidade em 1680 quando decidiram elevar uma Paróquia dedicada a San Pellegrino [2], estes líderes eram os descendentes dos devotos de San Pellegrino e Bianco, do escultor Matteo Civitali, que inclusive construiu o túmulo do Santuário dedicado a este santo, e os do ramo da Família Corsi que havia sido responsável pela criação do feudo em 1436 e que financiou a construção da Igreja, descendentes de Antonio di Francesco Corsi, conhecido como il Corso, um pintor e grande amigo de Civitali, também adepto das suas crenças. [6] [7]

História

O primeiro assentamento se deu em uma madrugada do ano de 1400 por pastores de ovelhas. [8] O local, que era dotado de diversas nascentes e pradarias propiciou e facilitou a pecuária, que transformou as locações em pequenas casas residenciais não aglomeradas, separadas por diversos núcleos espalhados nos lugares onde as ovelhas ficavam. [8]

Corso di Lapo Corsi, fundador de San Pellegrinetto, por Andrea del Verrocchio.

Em 1433, em Florença, Corso di Lapo Corsi, um exímio guerreiro que fazia parte dos Otto di Guardia e Balia se casou com Bartolommea Albizzi e liderou a facção Anti-Medici da família Albizzi juntamente com Rinaldo di Maso degli Albizzi para a derrubada de Cosme de Médici, exilando-o de Florença no mesmo ano. [9] Quando Cosme retomou o poder da cidade em 1434, exilou a família Albizzi e os líderes responsáveis pela sua deposição, sendo um destes Corso di Lapo Corsi em 1435. [10] Corso primeiramente refugiou-se na cidade de Pietrasanta no cantone de Seravezza, comprando uma grande casa na cidade, mas quando começou a ser perseguido pela corte da Família Medici, decidiu mudar-se para um lugar em que realmente ficasse protegido, situação em que, sob a proteção do Clero de Trassilico realocou-se em uma pequena vila de pastores de ovelhas próximo a cidade, lugar que batizou de Alpe di Trassilico em homenagem a este primeiro lugar, onde recebia suas correspondências e mensagens de aliados de Florença. [11] Muito embora financiou o desenvolvimento da vila e a casa de seus moradores nesta época, Corso não pretendia fixar moradia permanente na vila, isto porque pretendia atacar novamente Florença juntamente com a família Albizzi e retomar o poder perdido. Para tanto, aos poucos retomou sua presença em Florença com a ajuda de seus irmãos Tommaso e Simone, lutando na Batalha de Anghiari e participando da derrotada conspiração de Piero Ricci para deposição do governo em 1457. [12] Esta última tentativa havia sido o golpe final para a decisão de expulsar Corso de vez de Florença em 1458, aos 63 anos, sendo condenado a um exílio de 25 anos. Sem escolhas, Corso teve de retornar para Pietrasanta onde passou seus últimos anos de vida, falecendo em 23 de setembro de 1478. A carreira de Corso como guerreiro e sua paixão por Florença, no entanto, ficou eternizada em uma homenagem feita pelo seu amigo, o artista Andrea del Verrocchio, que pouco depois de 1458 fez uma escultura em sua homenagem e acabou sendo um dos artistas, juntamente com seus alunos, comissionados pela família para outras esculturas. [10] O Filho de Corso, Francesco, foi um importante comerciante de Seda em Pietrasanta [6], dito "setaiolo" em italiano, e foi visto mantendo negócios em Florença, além de uma vida política ativa na cidade, tendo sido o responsável por divulgar o nome de um dos Priores em 15 de novembro de 1502. [13] Francesco casou-se duas vezes, em primeiras núpcias com Giovanna Altoviti, e em segunda com Lucrezia da linhagem de Ser Bartolo, tendo ao menos três filhos conhecidos. Filippo e Pierfilippo, catalogados por Luigi Passerini, foram filhos de Lucrezia, e Antonio Corsi, dito il Corso, filho de Giovanna. Este último foi o responsável por reestabelecer morada permanente em Pietrasanta, juntamente com um de seus grandes amigos, o escultor Matteo Civitali, de quem recebeu diversas esculturas. [6] [7] Sendo um renomado pintor, Antonio foi responsável pela decoração e pintura da tribuna da Paróquia de San Martino em Pietrasanta em 17 de abril de 1493, qual teve influências e dedicatórias ao Santo Pellegrino, a quem era devoto. [14]

Maria de' Medici, a Pellegrinosa, por Alessandro Allori.

De fato, a família só voltou a habitar San Pellegrinetto por volta de 1542, quando Lorenzino de' Medici foi recebido por Corso, filho de Antonio, em Pietrasanta. Lorenzino, em nome da República, e em uma tentativa de reinserir famílias antes exiladas de Florença, havia assassinado a sangue frio Alessandro de' Medici em 1537 e estava sendo perseguido. Para tanto pediu que Corso cuidasse de sua filha Maria, de pouco menos de dois anos, que havia tido com uma camponesa chamada Elena Barozzi, até que travasse uma última batalha com a família Medici e recuperasse seu poder. Corso, que via em Lorenzino um herói, prontamente aceitou, mas a prospectiva do sonho de retomada nunca se concretizou, haja vista o assassinato de Lorenzino em 26 de fevereiro de 1548. [15] Para proteger Maria, Corso mudou para San Pellegrinetto com sua família, levando boa parte dos bens e esculturas que tinha em Pietrasanta. Com medo de que Cosme I de Médici, Grão-Duque da Toscana reclamasse Maria, ou que especificamente mandasse seus soldados para buscá-la, casou-a ainda jovem com um de seus filhos, Antonio, estabelecendo vida na cidade. De fato, Maria não apresentou nenhuma ameaça ao governo de Cosme I e foi ainda apelidada jocosamente pela corte como Maria Pellegrinosa, fazendo referência a uma pessoa que sempre precisaria estar fugindo, correndo e se escondendo. Uma pintura de Alessandro Allori de 1565, comissionada pela família Corsi remonta a aparência de Maria já adulta e vivendo em San Pellegrinetto. [15]

Após a mudança definitiva da família Corsi para a cidade, muitas construções e inovações chegaram para a Vila, que deixava, cada vez mais, sua dependência inicial com a cidade e principalmente com a Paróquia de Trassilico. Financiado por Antonio, que havia se casado com Giovanna Boni, foi construída uma Paróquia na cidade dedicada a San Pellegrino, o que motivou a mudança de seu nome de Alpe di Trassilico para, enfim, San Pellegrinetto, atraindo ainda mais moradores que se fixavam na cidade. [8] A família também financiou a construção de um espaço aberto em Monte Tre, um dos bairros da cidade, e a reforma da igreja e sua expansão em 1734. Em 1772 foi adicionada a cidade uma fonte de batismo, e em 1786 foi erguida a torre do sino. Em 1882 é criado um corredor esquerdo na estrutura, sendo elevada à função de Paróquia, tornada independente, então, apenas em 1947. [8] O decréscimo da população começa a ocorrer por volta do século XVII, quando a população começa a se dissipar para outras cidades da Toscana, incluindo sua família fundadora. Giovanni Corsi, o expoente da família nesta geração, casou-se com Maria Domenica Fini e se mudou novamente para uma das suas propriedades localizadas em Pietrasanta, adquirindo fazendas na região de Stazzema, onde até então residia em Pruno. O Registro de nascimento de sua filha mais velha, Maria Annuziata, em 8 de Março de 1790, realizado na Paróquia de San Martino em Pietrasanta, revela que em alguns lugares San Pellegrinetto ainda era referenciada como Alpe di Trassilico, enquanto que o óbito de Andrea Corsi, por exemplo, feito em 1807, mencionava San Pellegrinetto como dependente da comune de Gallicano.

Marquesado de San Pellegrinetto

Corso Corsi, primeiro Marquês de San Pellegrinetto, por Alessandro Allori em 1596.

Em 1617 Bardo Corsi comprou por 11.700 ducados o feudo de Caiazzo do Reino de Nápoles, sendo elevado e condecorado pelo rei Filipe III de Espanha, que concedeu o título de Marquês a toda à Família. Com a concessão do título, Corso Corsi, nascido em 1577, foi considerado o primeiro Marquês de San Pellegrinetto, juntamente com sua esposa, Filippa Pucci. [16] [17] Depois dele ascendeu Antonio Corsi, que se casou com Giovanna Boni e foi um dos maiores financiadores da Vila de San Pellegrinetto, construindo a igreja da cidade e outras estruturas cruciais para a sua expansão, como uma sala de arquivo localizada à esquerda da paróquia e um cemitério centralizado próximo a ela. [8] Sob o comando de Giovanni Corsi, filho de Antonio, que ampliou-se a construção de casas utilizando a pedra e madeira e a capitalização de pessoas para a vila. Foi sob sua supervisão que as famílias Baldi, Bataglia, Benelli, Celeri, Frati, Galanti, Pelletti e Pierotti foram aceitas para a prática da pecuária próximo à Via alla Fontana. Antonio, filho deste Giovanni, ampliou a comunidade para as regiões chamadas Vetriceto e Ruderi di Vispereglia, hoje famosas por serem cidades fantasmas e por construir um grande conglomerado de estruturas e novas casas em Monte Tre, mais próximas ao Rio Corrente de Gallicano. Giovanni Corsi, filho deste último, financiou a reforma da Igreja S. Pellegrino e sua expansão para suportar uma maior demanda de pessoas, já que a cidade havia crescido em um número expressivo de pessoas. É nesta época que surgem os novos bairros de Gallatoio e Col di Luco. Marco Corsi, filho deste último Giovanni, retomou as reformas deixadas pelo pai, que havia falecido precocemente aos 47 anos, e dobrou o financiamento, adicionando uma fonte de batismo à paróquia em 1772 e uma torre do sino na parte posterior da Igreja em 1786. Giovanni, filho deste Marco, buscou expandir as relações e o comércio de San Pellegrinetto com outras comunes, mudando-se para Seravezza, e, posteriormente para Pietrasanta, onde a família tinha propriedades adquiridas desde o século XIV. Ali angariou recursos com comércio, principalmente de animais, e comprou novas fazendas na região de Pruno, em Stazzema, tendo revertido boa parte destes investimentos para o desenvolvimento de San Pellegrinetto. Giovanni foi assassinado em 21 de outubro de 1843 juntamente com sua esposa de segunda núpcias, Elisabetta Donatini, recebendo grandes homenagens da Paróquia Santa Maria Assunta de Stazzema, onde os dois eram grandes financiadores. A morte de Giovanni impactou tremendamente a família, que decidiu Arcangiolo, seu filho, desfazer-se de boa parte dos seus bens, ficando apenas com um Casarão principal na cidade de Pietrasanta. Têm-se que o assassinato foi feito por seus parentes da família Rossini, que ainda residiam em San Pellegrinetto, o que motivou o distanciamento da família na cidade. Após a família Corsi deixar San Pellegrinetto, a cidade passou então a ser administrada exclusivamente pelo Clero da Igreja de S. Pellegrino, mas passou dificuldades, porque não havia mais o suporte econômico dos Corsi que financiavam as reformas e construção de novas casas, bem como sua influência no giro comercial. Isso fez com que a cidade entrasse em um recesso da qual nunca se recuperou, vindo à dispersão de seu povo pouquíssimas décadas depois, por volta de 1860, impulsionados principalmente pela Emigração italiana. A diáspora atingiu diversas famílias, incluindo os Corsi, que com dinheiro disponível das vendas dos bens de Giovanni, viram uma oportunidade de recomeço e de construção de um novo império. Angiolo, filho de Arcangiolo, alistou-se como Colono, esperando uma oportunidade de investimento no exterior, o que nunca se concretizou. Seus filhos, no entanto, se dispersaram para diversos países da América, sendo destacado os países dos Estados Unidos, Brasil, Uruguai e Colômbia. Pietro, seu herdeiro, emigrou ao Brasil com sua mulher Teresa Graziani em 31 de agosto de 1896, pelo vapor Assiduità, chegando em Santos um mês depois, cadastrando sua família na Hospedaria de Imigrantes em setembro do mesmo ano. No Brasil, Pietro se estabeleceu na cidade de Ribeirão Preto na Fazenda Emboaba, posterior Núcleo Colonial Antonio Prado e posterior sanatório Santa Tereza, hoje um hospital, catalogado nos Núcleos Coloniais em São Paulo, sendo também um dos maiores financiadores da Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto. Uma das filhas de Pietro, Irma, se casou com o italiano Mario Rinaldini de Arezzo, um dos investidores e gerentes da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, assim como casou Olga com Nazzareno Matricardi, outro investidor. Iole, a filha mais velha, se casou com Hermenegildo Marinho. Dos três filhos homens de Pietro, apenas um deles permaneceu em Ribeirão Preto, sendo este seu sucessor, Pilade Corsi. Pilade teve dez filhos, sendo destes dez, oito mulheres. A única que manteve sua cidadania italiana foi a Marquesa Olga Corsi, sucessora de Pilade, que se casou com Alfredo da família Marciano e trabalhou nas Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo na década de 1950. Olga por sua vez teve quatro filhos, e dos quatro, três foram mulheres. Almir, seu filho mais velho, se casou em 1994 com Angela Capalbo, filha de Antonio Capalbo, uma família italiana da região de Calábria. Almir teve dois filhos, um homem e uma mulher. O filho homem não manteve a cidadania italiana, o que resultou em mais uma sucessão feminina. A mais velha e sucessora de Almir, Gislaine, nasceu em 1977 e foi uma grande empresária, com negócios em Ribeirão Preto, sua cidade natal, e Londres na Inglaterra. De Gislaine nasceram Marcos Vinícius e Matheus, os atuais Marqueses do ramo. Por serem regidos pela Monarquia de Espanha, Reino que concedeu o título de Marqueses à família em 1617, respondem diretamente ao Rei, que atualmente é Filipe VI de Espanha, a quem dotam fidelidade.

Coleções de Arte

A Coleção de Arte de San Pellegrinetto foi um conjunto de pinturas e esculturas pertencentes ao ramo da Família Corsi, ditos Marqueses de San Pellegrinetto, que foram vendidas pela família no século XVIII e XIX.

Bustos

A Coleção conta com três bustos realizados pelo escultor Andrea del Verrocchio. A primeira foi feita como um presente e homenagem a Corso di Lapo Corsi em 1459, após sua segunda sentença de exílio da cidade de Florença. Andrea buscou enaltecer a carreira militar de seu amigo, a quem nutriu grande respeito e cumplicidade. [10] A segunda foi comissionada pela família em 1460, de sua esposa, Bartolommea Albizzi, e foi entregue em 1461. Em 1466 foi efetuada a terceira e última obra, uma estátua de Giovanna di Tommaso Altoviti, esposa de Francesco Corsi (filho de Corso di Lapo).

Pinturas

Ao todo foram quinze pinturas, grande parte dos alunos de Andrea del Verrocchio: uma de Filippino Lippi, uma de Raffaellino del Garbo, seis de Agnolo Bronzino, duas de Alessandro Allori, uma de Cristofano Allori e quatro de Alessandro di Cristofano Allori.

Referências

  1. Chiesa di San Pellegrino (em italiano). [S.l.: s.n.] 19 de setembro de 2021
  2. Chiesa di San Pellegrino (em italiano). Fabbriche di Vergemoli: Comune di Fabbriche di Vergemoli. 4 de novembro de 2016. p. 1
  3. PROJECT 1€ HOUSES (em italiano). Fabbriche di Vergemoli: Comune di Fabbriche di Vergemoli. 14 de junho de 2017. p. 1
  4. Tourism in the Garfagnana.
  5. official site by commune.
  6. Ferri, Claudio (1988). I Pittori Rinascimentali a Lucca. Vita, Opere, Committenza (em italiano). Lucca: Cassa di Risparmio di Lucca. p. 265
  7. Concioni, Graziano (2001). Matteo Civitali nei documenti d'archivio (em italiano). Lucca: Accademia lucchese di scienze, lettere e arti. p. 222
  8. San Pellegrinetto (em italiano). Fabbriche di Vergemoli: Comune di Fabbriche di Vergemoli. 4 de novembro de 2013. p. 1
  9. Arany, Krisztina (2014). Floretine Families in Hungary in the First Half of the Fifteenth Century (PDF) (em inglês). Budapeste: Central European University. p. 310
  10. Connell, William J. (2002). Society and Individual in Renaissance Florence (em inglês). Los Angeles: University of California. p. 437. ISBN 0-520-23254-2
  11. Kent, Dale V. (1978). The Rise of the Medici: Faction in Florence, 1426-1434 (em inglês). Oxford: Oxford University Press. p. 389
  12. Parks, Tim (2008). La fortuna dei Medici: finanza, teologia e arte nella Firenze del Quattrocento, a cura di Silvia Artoni (em italiano). Milão: Oscar Mondadori. ISBN 978-88-04-57218-3
  13. Razzi, Silvani (1737). Vita di Piero Soderini gonfaloniere perpetuo della repubblica fiorentina (em italiano). Florença: Monastero Camaldolese. p. 312
  14. Annali della Scuola normale superiore di Pisa, Classe di lettere e filosofia (em italiano). Pisa: Scuola normale superiore di Pisa. 1986
  15. Dall'Aglio, Stefano (2015). The Duke's Assassin. Exile and Death of Lorenzino de' Medici (em inglês). London: Yale University Press. ISBN 978-0-3001-8978-0
  16. Pegazzano, Donatella (2010). Committenza e collezionismo nel Cinquecento La famiglia Corsi a Firenze tra musica e scultura (PDF) (em italiano). Florença: Rivista Edifir Edizioni Firenze s.r.l., Le Voci del Museo nº. 22, Collana di Museologia e Museografia. p. 80. ISBN 978-88-7970-451-9
  17. Bacchi, Andrea (2016). The Patronage of Domenico Maria Corsi, Volume 1 (PDF) (em inglês). Milão: Collana di Museologia e Museografia. p. 46. ISBN 9788894112016
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