Semidemocracia

O termo semidemocracia AO 1990 é usado para se referir a um estado que compartilha características democráticas e autoritárias.[1]

O termo "semidemocrático" é reservado para regimes estáveis que combinam elementos democráticos e autoritários.[2][3] A maioria deles é composta de sistemas de partido dominante—isto é, estados onde os partidos de oposição são permitidos e existem eleições livre. Às vezes, o partido dominante mantém o poder através de fraude eleitoral, enquanto outras vezes as eleições são justas, mas as campanhas eleitorais não são. Uma jovem e instável democracia lutando para a melhoria e consolidação não é normalmente classificada como um país semidemocrático.[carece de fontes?]

O final da década de 1980 e início da década de 1990 viu a morte de muitos tipos diferentes de governos autoritários: ditaduras militares na América latina, e várias outras, na África. Muitas vezes, os governos que os sucederam declararam a sua fidelidade à democracia e implementaram reformas democráticas genuínas no início, mas eventualmente se transformaram em regimes semidemocráticos.[carece de fontes?]

O Brasil é uma semidemocracia. A sua instabilidade está na falta de controle da violência e de suas forças armadas. O conceito é melhor trabalhado em Mainwaring et al (2001) e que Nóbrega Jr (2010) utiliza para analisar o regime político brasileiro: 1. eleições livres, limpas, periódicas e com direito à alternância; 2. direitos civis e políticos garantidos, não apenas formalmente; 3. Sufrágio universal; 4. controle efetivo dos civis eleitos sobre as forças armadas.[carece de fontes?]

No Brasil, há eleições conforme a teoria e o sufrágio é extensivo. No entanto, faltam garantias institucionais para o controle da violência, que lesa direitos civis, e as forças armadas mantiveram espaços reservados no poder não obstante a redemocratização ocorrida no século passado. Os homicídios estão em descontrole desde a redemocratização, mais de 50 mil indivíduos são assassinados por ano sem que o Estado consiga solucionar os casos. Vige no Brasil um parco estado de direito. As violações a esses critérios classifica o Brasil como regime semidemocrático.[carece de fontes?]

Ver também


Referências

  1. Carroll Quigley (1983). Weapons systems and political stability: a history. [S.l.]: University Press of America. p. 307. ISBN 978-0-8191-2947-5. Consultado em 20 de maio de 2013
  2. Montesquieu, Spirit of the Laws, Bk. II, ch. 2–3.
  3. William R. Everdell.

Bibliografia

This article is issued from Wikipedia. The text is licensed under Creative Commons - Attribution - Sharealike. Additional terms may apply for the media files.