So Big (1932)

So Big é um filme pre-Code estadunidense de 1932, do gênero drama, dirigido por William A. Wellman e estrelado por Barbara Stanwyck. O roteiro de J. Grubb Alexander e Robert Lord é baseado no romance homônimo de Edna Ferber, vencedor do Prêmio Pulitzer de 1924.

So Big
So Big (1932)
Publicação da revista Screenland (1932).
 Estados Unidos
1932 p&b •  81 min 
Direção William A. Wellman
Produção Jack L. Warner
Roteiro J. Grubb Alexander
Robert Lord
Baseado em So Big
romance de 1924
de Edna Ferber
Elenco Barbara Stanwyck
Gênero drama
Música W. Franke Harling
Cinematografia Sidney Hickox
Edição William Holmes
Companhia(s) produtora(s) Warner Bros.
Distribuição Warner Bros.
Lançamento
  • 30 de abril de 1932 (1932-04-30) (Estados Unidos)
Idioma inglês
Orçamento US$ 228.000[1]
Receita US$ 473.000[1]

O filme foi a segunda adaptação cinematográfica do romance de Ferber. O primeiro foi um filme mudo homônimo de 1924, dirigido por Charles Brabin e estrelado por Colleen Moore. A refilmagem de 1953 foi dirigida por Robert Wise e estrelada por Jane Wyman. A história também foi transformada em um curta em 1930, com Helen Jerome Eddy.

Sinopse

Após ficar órfã e ser deixada sem nenhum dinheiro, Selina Peake (Barbara Stanwyck), apesar de seu gosto pela arte, se casa com o fazendeiro Pervus DeJong (Earle Foxe), no qual conheceu ao conseguir um emprego como professora em uma pequena comunidade. Selina e Pervus têm um filho chamado Dirk "So Big" DeJong (Dickie Moore e Hardie Albright) que, ao demonstrar grandes habilidades artísticas, faz sua mãe desejar que se torne um arquiteto. Quando Dirk conhece Dallas O'Mara (Bette Davis), se apaixona e a pede em casamento, as coisas começam a desandar. se

Elenco

  • Barbara Stanwyck como Selina Peake DeJong
  • George Brent como Roelf Pool
  • Dickie Moore como Dirk DeJong (jovem)
  • Bette Davis como Srta. Dallas O'Mara
  • Mae Madison como Julie Hempel
  • Hardie Albright como Dirk DeJong
  • Alan Hale, Sr. como Klass Poole
  • Earle Foxe como Pervus DeJong
  • Robert Warwick como Simeon Peake, um apostador
  • Dorothy Peterson como Maartje Pool
  • Noel Francis como Mabel, uma "mulher chique"
  • Dick Winslow como Roelf (jovem)
  • Lionel Belmore como Reverendo Dekker (não-creditado)
  • Olin Howland como Jacob Pogadunk (não-creditado)
  • John Larkin como Jeff (não-creditado)
  • Elizabeth Patterson como Sra. Tebbit (não-creditada)

Produção

Depois que "Cimarron" se tornou o filme de maior bilheteria de 1931 e ganhou vários Oscares, um novo interesse foi estimulado no cinema histórico estadunidense – particularmente o de Ferber. Considerado "material digno de bilheteria", a Warner Bros. decidiu refazer "So Big" como um filme sonoro, pagando a Ferber um adicional de US$ 20.000 pelos direitos de som.[2] Apesar de Hollywood ainda estar se recuperando de seu pior ano após a Grande Depressão, o filme foi produzido em 1932 com um orçamento de US$ 228.000 e um elenco sólido, incluindo a conhecida atriz e estrela do filme Barbara Stanwyck. O título de crédito foi compartilhado entre Ferber, que recebeu a aprovação do diretor e Wellman como a criadora de "So Big". O filme foi gravado de 11 de janeiro a 3 de fevereiro, e terminou em pouco menos de um mês.[3]

Este filme distinguiu-se da adaptação de 1924, estrelado por Colleen Moore, porque os roteiristas J. Grubb Alexander e Robert Lord mantiveram o tema artístico de Ferber contra o materialismo. Uma questão predominante em 1932, as dificuldades que os agricultores enfrentaram como resultado da queda do mercado de ações foi retratada com precisão pelo filme, conquistando o apoio do público. Tudo isso, juntamente com uma nova onda de filmes históricos estadunidenses ("Abraham Lincoln", de 1930; "Cimarron", de 1931; "Silver Dollar", de 1932) e a popularidade de Ferber, fizeram do filme um sucesso.[3]

Recepção

Andre Sennwald, do The New York Times, chamou o filme de "um tratamento fiel e metódico do romance de Srta. Ferber, mas sem fogo ou drama ou a vitalidade do original". Ele acrescentou: "Uma boa atriz, a senhorita Stanwyck parece inadequada para um papel que a leva em passos bruscos da infância à velhice; um papel no qual ela é convidada a expressar a grandeza áspera e a beleza de uma vida bem vivida por trás de uma máscara de tinta graxa ... O pequeno Dickie Moore está encantador como o mais novo So Big. Bette Davis ... é excepcionalmente competente."[4]

A revista Variety notou: "O esforço de Wellman no caleidoscópico pisca na vida de Selina DeJong ... fazendo uma continuidade agitada ... Assim como é, os 83 minutos são excessivamente longos, mas no total, é um caso desarticulado".[5]

The New Yorker considerou a atuação de Barbara Stanwyck "o melhor trabalho que ela já nos mostrou",[5] enquanto o The New York Daily Mirror chamou-a de "exótica", e acrescentou: "Seu grande talento como uma atriz nunca foi demonstrado mais brilhantemente. Um desempenho brilhante. Ela é magnífica".[5]

Críticos do Motion Picture Herald comentaram: "A Warner refez So Big de Edna Ferber para o cinema sonoro com Barbara Stanwyck na parte viril de uma típica mãe estadunidense cujo épico da vida simples é a espinha dorsal da grandeza dos Estados Unidos ... O clássico de Ferber não deveria decepcionar quem gostou da versão muda..."[3]

O filme foi considerado não apenas por seu grande elenco e adaptação detalhada do romance, mas por seu enredo incomum para filmes de Hollywood típicos da época. Comentaristas elogiaram o filme por sua "caracterização ... revelação de pessoas simples fazendo as coisas que pensam, sempre se esforçando para um objetivo útil de cidadania ... Remonta aos tempos em que a vida na fazenda era penosa, mas remonta à época do trator, do rádio, do automóvel, das estradas pavimentadas e de tantas outras conveniências que alteraram radicalmente a vida rural".[6]

Bilheteria

"So Big" não foi tão bem quanto esperado nas bilheterias. Com um orçamento de US$ 228.000, o filme faturou US$ 394.000 nacionalmente e US$ 79.000 no mercado exterior, totalizando US$ 473.000 mundialmente.[1]

Notas

  • Bette Davis, escalada para o papel relativamente pequeno de Dallas O'Mara, filmou "So Big" simultaneamente com "The Rich Are Always with Us".[7][8] Seguindo "O Homem Deus", foi seu segundo filme para Warner Bros., e o primeiro em que ela apareceu com George Brent, que co-estrelou com ela em mais onze filmes. Davis considerou sua escalação em uma prestigiosa produção de Barbara Stanwyck um sinal de que Jack L. Warner estava reconhecendo seu valor. Em sua autobiografia de 1962, "A Lonely Life", ela lembrou: "Foi uma fonte de tremenda satisfação e me encorajou a sonhos desconhecidos de glória".[7]

Ligações externas

Referências

  1. Sedgwick, John (1 de novembro de 2000). Popular Filmgoing in 1930s Britain: A Choice of Pleasures. Inglaterra: University of Exeter Press. p. 206. ISBN 978-0859896603
  2. Jacob Wilk to Morris Ebenstrin, November 20, 1931, series 1.7, box 65, folder A355, United Artists Collection.
  3. Smyth, J. E. Edna Ferber's Hollywood. University Of Texas Press, 2011.
  4. Senwald, Andre. "So Big (1932): An Edna Ferber Novel" The New York Times (April 30, 1932)
  5. Landazuri, Margarita. "So Big! (1932)" TCM.com
  6. review in the Motion Picture Herald, March 19, 1932.
  7. Davis, Bette, A Lonely Life. New York: G.P. Putnam's Sons 1962. ISBN 0-425-12350-2, pp. 150-151.
  8. Chandler, Charlotte, The Girl Who Walked Home Alone: Bette Davis, A Personal Biography. New York: Simon & Schuster 2006. ISBN 0-7432-6208-5, p. 79.
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