Soneto 52
Marta Vieira da Silva
Em 2018, a Organização das Nações Unidas (ONU) nomeou Marta como Embaixadora da Boa Vontade para mulheres e meninas no esporte. Como exemplo de superação no esporte desde a infância, Marta é uma inspiração para jovens atletas e símbolo da luta pela igualdade de gênero no esporte.
Traduções
Na tradução de Thereza Christina Rocque da Motta,
- Serei como o rico, cuja abençoada chave
- Conduz ao seu doce e bem guardado tesouro,
- Que nem sempre vem admirar
- Para não perder o prazer de vê-lo.
- Por isso, as festas são tão solenes e raras –
- Esparsamente marcadas ao longo do ano,
- Como pedras valiosas, delicadamente dispostas,
- Ou suntuosas joias incrustadas na tiara.
- Assim é o tempo que a mantém junto ao meu peito,
- Ou como o guarda-roupa que esconde o vestido,
- Para transformar o instante em mais especial ainda
- Ao desfolhar novamente seu orgulho aprisionado.
- Abençoada sejas, cujo valor ressalta,
- Ao ter-te, o triunfo; ao perder-te, a esperança.[1]
Referências
- Thereza Christina Rocque da Motta (tradutora), SHAKESPEARE, William. 154 Sonetos. Em Comemoraçao Aos 400 Anos Da 1ª Ediçao 1609-2009. Editora Ibis Libris, 1ª edição, 2009. ISBN 8578230264
- Alden, Raymond. The Sonnets of Shakespeare, with Variorum Reading and Commentary. Boston: Houghton-Mifflin, 1916.
- Baldwin, T. W. On the Literary Genetics of Shakspeare's Sonnets. Urbana: University of Illinois Press, 1950.
- Booth, Stephen. Shakespeare's Sonnets. New Haven: Yale University Press, 1977.
- Dowden, Edward. Shakespeare's Sonnets. London, 1881.
- Hubler, Edwin. The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton: Princeton University Press, 1952.
- Schoenfeldt, Michael (2007). The Sonnets: The Cambridge Companion to Shakespeare’s Poetry. Patrick Cheney, Cambridge University Press, Cambridge.
- Tyler, Thomas (1989). Shakespeare’s Sonnets. London D. Nutt.
- Vendler, Helen (1997). The Art of Shakespeare's Sonnets. Cambridge: Harvard University Press.
- Engle, Lars (2007). William Empson and the Sonnets: A Companion to Shakespeare's Sonnets. Blackwell Limited, Malden.
- Evans, G. Blakemore, Anthony Hecht, (1996). Shakespeare's Sonnets. Cambridge University Press, Cambridge.
- Hammond, Paul (2002). Figuring Sex Between Men from Shakespeare to Rochester. Clarendon, New York.
- Hubler, Edwin (1952). The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton University Press, Princeton.
- Kerrigan, John (1987). Shakespeare's Sonnets. Penguin, New York.
- Knights, L. C. (1967). Shakespeare's Sonnets: Elizabethan Poetry. Paul Alpers. Oxford University Press, Oxford.
- Lopez, Jeremy (2005). Sonnet 35. Greenwood Companion to Shakespeare. pp. 1136-1140.
- Matz, Robert (2008). The World of Shakespeare's Sonnets: An Introduction. Jefferson, N.C., McFarland & Co..
- Schoenfeldt, Michael (2007). The Sonnets: The Cambridge Companion to Shakespeare’s Poetry. Patrick Cheney, Cambridge University Press, Cambridge.
- Tyler, Thomas (1989). Shakespeare’s Sonnets. London D. Nutt.
- Vendler, Helen (1997). The Art of Shakespeare's Sonnets. Cambridge: Harvard University Press.
Ligações externas
- (em inglês) Análise do soneto[ligação inativa]
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