Spray (futebol)
No futebol, o spray é usado pela arbitragem para manter a barreira a nove metros e quinze centímetros do local da cobrança de falta. O árbitro conta os 9m15cm e faz uma marcação na grama, ajudando-o a ver se a barreira andou ou não.

O spray foi batizado de Spuni no Brasil, e 9-15 na Argentina.[1] [2]
O Spray
O spray é feito de uma espuma volátil biodegradável que pode durar por até um minuto sobre a grama.[1]
História
O adiantamento da barreira sempre gerou reclamações da equipe adversária, uma vez que, ao andar, a mesma não respeitava a distância delimitada nas regras do esporte. Assim, para tentar eliminar esse problema, em 2000, Heine Allemagne, um inventor brasileiro, criou o spray (batizado por ele de Spuni) inspirado em uma espuma de barbear.
| “ | "Eu estava assistindo a um jogo, quando o comentarista Galvão Bueno falou sobre esse problema da barreira. Pensei em algo provisório e que fizesse uma linha reta. Então, lembrei da espuma de barbear, fiz o teste e deu certo. Mas pensei que não me dariam muita atenção."[1] | ” |
Durante a Taça BH de Juniores de 2000, o spray foi usado em caráter experimental. Ainda no mesmo ano, a CBF autorizou o uso do spray na Copa João Havelange, mas os árbitros deveriam fazer um relatório. Como houve unanimidade entre os árbitros, o spray passou a ser usado em todas as competições no Brasil desde então.
Em 2012, a FIFA aprovou o uso do equipamento.[1] O spray foi usado como teste no Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 2013 e no Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 2013. Como seu uso foi bem sucedido, foi usado pela primeira vez em uma competição oficial da FIFA na Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2013.[3]
Controvérsia
Em 2009, o jornalista argentino Pablo Silva alegou para si a invenção do equipamento. Segundo ele, a idéia surgiu em 2001, em uma partida com colegas. "Perdíamos por 1 a 0 e tivemos uma boa chance para empatar em cobrança de falta aos 43 do segundo tempo, mas a barreira se adiantou e a bola bateu nela. Fui protestar e o árbitro me expulsou." No fim de 2007, ele apresentou o projeto ao presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, que gostou da idéia.[4] [2] Desde então, o equipamento passou a ser usado em competições de futebol da Argentina. As patentes de Pablo Cesar Silva nunca foram concedidas,[5] Heine Allemagne patenteou o invento em 2001 em 48 paises, todas as patentes foram reconhecidas, concedidas e mantidas.[6]
Referências
- globoesporte.globo.com/ Após 12 anos, spray inventado por mineiro é aprovado pela FIFA
- Pablo Silva, "History of the invention", La Nueva News - Spanish, December 3, 2013.
- «Fifa aprova spray no Mundial de Clubes e quer levar ideia à Copa». Globoesporte.com. 19 de Novembro de 2013
- globoesporte.globo.com/ Argentino assume autoria do spray para árbitros
- Patente del aerosol evanescente - Pablo Cesar Silva (AR) Latipat - Espacenet
- Patente del aerosol evanescente - CHEMIKER DO BRASIL PRODUTOS AU (BR); DIAS HEINE ALLEMAGNE VILARINHO (BR) Latipat - Espacenet