Terebridae

Terebridae (nomeadas, em inglês, auger -sing.[2] e, em português e espanhol, terebra -sing.)[6] é uma família de moluscos gastrópodes marinhos predadores,[7] classificada por Otto Andreas Lowson Mörch, em 1852, e pertencente à subclasse Caenogastropoda, na ordem Neogastropoda.[5] Sua distribuição geográfica abrange principalmente os oceanos tropicais da Terra (particularmente nas costas dos oceanos Pacífico e Índico).[2][6][8] São cerca de 20[5] gêneros viventes e mais de 250 espécies conhecidas, nesta família.[6]

Terebridae

Duas vistas da concha de Cinguloterebra pretiosa (Reeve, 1842), ex Terebra pretiosa,[3] uma espécie do leste da Ásia.[2]

Cinco vistas da concha de Terebra subulata (Linnaeus, 1767), encontrada no Indo-Pacífico, em habitat arenoso de águas rasas.[2] Esta é a espécie-tipo do seu gênero.[4]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Neogastropoda
Superfamília: Conoidea
Família: Terebridae
Mörch, 1852[5]
Distribuição geográfica

Os moluscos da família Terebridae são particularmente bem distribuídos nas costas e oceanos das regiões de clima tropical da Terra.[6]
Gêneros
ver texto
Cinco vistas da concha de Terebra dislocata (Say, 1822), encontrada no oeste do Atlântico, do sudeste dos Estados Unidos ao Brasil.[2]

Descrição

Compreende, em sua totalidade, caramujos ou búzios de conchas em forma de torre alta, com espiral pontiaguda, longa e com numerosas voltas (em Triplostephanus triseriatus, ex Terebra triseriata, chegando a 50 voltas); com a superfície lustrosa e colorida ou de voltas finamente esculpidas e monocromáticas. As espécies do Indo-Pacífico geralmente podem atingir tamanhos superiores aos 10 centímetros de comprimento; com apenas Terebra taurina chegando a tais dimensões no Atlântico. Possuem lábio externo fino e anguloso, canal sifonal curto e opérculo córneo.[2][4][6][7][8][9][10]

Alimentação e habitat

Pertencendo à superfamília Conoidea e possuindo glândulas de veneno para caçar, assim como os Conus, os Terebridae não são capazes de inocular suas toxinas em humanos.[5][6] Vivem enterradas sob a areia,[8] desde a zona entremarés até mais de 1.000 metros.[2]

Classificação de Terebridae: gêneros viventes

De acordo com o World Register of Marine Species, suprimidos os sinônimos e gêneros extintos.[5]

Ligações externas


Referências

  1. «Cinguloterebra pretiosa» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 1 de janeiro de 2019
  2. ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 273-277. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0
  3. «Cinguloterebra pretiosa» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 1 de janeiro de 2019
  4. RIOS, Eliézer (1994). Seashells of Brazil (em inglês) 2ª ed. Rio Grande, RS. Brazil: FURG. p. 179. 492 páginas. ISBN 85-85042-36-2
  5. «Terebridae» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 1 de janeiro de 2019
  6. FERRARIO, Marco (1992). Guia del Coleccionista de Conchas (em espanhol). Barcelona, Espanha: Editorial de Vecchi. p. 170-172. 220 páginas. ISBN 84-315-1972-X
  7. SILVA, José António; MONTALVERNE, Gil (1980). Iniciação à Colecção de Conchas. Colecção Habitat. Lisboa, Portugal / Livraria Martins Fontes, Brasil: Editorial Presença. p. 72-73. 110 páginas
  8. LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 83-84. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3
  9. «Triplostephanus triseriatus» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 1 de janeiro de 2019
  10. «Terebra triseriata» (em inglês). Seashells of New South Wales. 1 páginas. Consultado em 1 de janeiro de 2019
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