O Sinal da Cruz
The Sign of the Cross (br/pt: O Sinal da Cruz[1][2]) é um filme estadunidense de 1932, do gênero drama histórico, dirigido por Cecil B. DeMille. Épico feito dentro do prazo (oito semanas) e sem ultrapassar o orçamento ($650,000), o filme assinalou tanto a volta de DeMille à Paramount Pictures quanto seu reencontro com o sucesso, o primeiro na era do cinema sonoro[3]. No entanto, nem todos os excessos típicos do diretor foram abandonados: uma das sequências mais célebres, a do banho da imperatriz Popeia, foi feita com leite de verdade e, como demorou muito a ficar pronta, dois dias depois o set exalava um cheiro insuportável[4].
| Sign of the Cross | |
|---|---|
| O Sinal da Cruz (PRT/BRA) | |
![]() O Sinal da Cruz | |
1932 • p&b • 124 min | |
| Direção | Cecil B. DeMille |
| Produção | Cecil B. DeMille |
| Roteiro | Wilson Barrett Waldemar Young Sidney Buchman |
| Elenco | Fredric March Elissa Landi Claudette Colbert Charles Laughton Ian Keith Arthur Hohl |
| Gênero | drama histórico |
| Distribuição | Paramount Pictures |
| Idioma | inglês |
Produzido em data anterior ao Motion Picture Production Code, que instituiu a censura na produção cinematográfica em 1934, o filme é pródigo em erotismo e sadismo mesclados com religião, uma marca de DeMille. Por ocasião de seu relançamento, em 1944, essas cenas foram cortadas e um prólogo de nove minutos com soldados em aviões de combate durante a Segunda Guerra Mundial foi adicionado[5].
Sinopse
Depois de incendiar Roma, o imperador Nero culpa os cristãos e decide enviá-los todos para a morte. O prefeito da cidade, Marcus Superbus, conhece a virgem Mércia, cujo padrasto foi preso por disseminar o Cristianismo. Ele se apaixona por ela mas é repelido, o que o leva a humilhá-la fazendo-a viver com a lésbica Ancaria. A cruel Popeia, esposa de Nero, deseja Marcus e condena Mércia a morrer na arena, juntamente com outros cristãos. Marcus tenta fazer com que ela renuncie à sua fé, porém acaba por antever uma vida a dois no paraíso e ambos dão as mãos quando as portas que os separam das feras são abertas, formando uma cruz.
Elenco
| Ator/Atriz | Personagem |
|---|---|
| Fredric March | Marcus Superbus |
| Elissa Landi | Mércia |
| Claudette Colbert | Imperatriz Popeia |
| Charles Laughton | Imperador Nero |
| Ian Keith | Tigelinus |
| Arthur Hohl | Titus, padrasto de Mércia |
| Harry Beresford | Flavius |
| Tommy Colon | Stefanus |
| Ferdinand Gottschalk | Glabrio |
| Vivian Tobin | Dácia |
| Joyzelle Joyner | Ancaria |
| Nat Pendleton | Strabo |
| Florence Turner | (não creditada) |
| Carol Holloway | (não-creditada) |
| John Carradine | (não-creditado) |
| Lane Chandler | Cristão (não-creditado) |
| Joe Bonomo | Não-creditado |
| Ruth Clifford | Mãe cristã (não-creditada) |
| Otto Lederer | Não-creditado |
Principais prêmios e indicações
| Prêmio | Categoria(s) Indicada(s) | Categoria(s) Premiada(s) |
|---|---|---|
| Oscar (1932-1933) |
Melhor Fotografia | --- |
Ver também
Referências
- O Sinal da Cruz no CinePlayers (Brasil)
- «O Sinal da Cruz». no CineCartaz (Portugal)
- EAMES, John Douglas, The Paramount Story, Londres: Octopus Books, 1985 (em inglês)
- Gomes de Mattos, Antonio Carlos (1991). Hollywood Anos 30. Rio de Janeiro: EBAL
- MALTIN, Leonard, Classic Movie Guide, 2a. edição, Nova Iorque: Plume, 2010 (em inglês)
