Tonho Matéria
Antônio Carlos Gomes Conceição (Salvador, 12 de maio de 1964), cantor, compositor, publicitário, produtor cultural e mestre de capoeira do grupo “Associação Cultural de Capoeira Mangangá”.[1]

Biografia
Antônio Carlos Gomes Conceição conhecido pelo nome artístico “Tonho Matéria”, nasceu em Salvador - Bahia, em 12 de maio de 1964. Filho de Agripino Gomes da Conceição e de Eufrosina Maria dos Santos, pai de Allan e Raysson.[1] Descende dos povos “Fula da Guiné Bissau e dos povos Temne da Serra Leoa” por parte de sua mãe, e dos povos “Bantos de Angola” por parte de seu pai. É formado em comunicação social com destaque em Publicidade e Propaganda voltada para o Marketing Cultural, é um autodidata na música.
Começou fazer música, aos quinze anos de idade, no final da década de 70 e início de 80 com a influência de vários artistas nacionais e internacionais cuja as músicas tocavam na rádio durante sua infância e na sua adolescência.[2] Sua primeira música é intitulada de “Olorum Babá Ô e contou com a parceria de seu compadre e um amigo, porém seu verdadeiro começo de carreira se deu no Bloco Afro Ébano num bairro da capital baiana chamado de Cidade Nova em 1983, nessa altura, Tonho Matéria resolveu compor a canção “Em busca de um novo Deus” para concorrer ao festival de músicas temáticas do qual ficou em segundo lugar. Ele participou da fila de canto de vários grupos carnavalescos como: Amante do Reggae, Afreketê, Ara Ketu, Commanches do Pelô, Filhos do Congo, Ilê Oyá, Muzenza, Olodum, Oyá ilê. E de vários grupos juninos como: Afrisamba, Ayrô Samba Angola, Coruja Junina, Ganzá, Oba Oba, Obatalá, Pagode dos Fias, Semeadores do Samba. Foi integrante da banda Olodum do qual participou até 1989.
Obras Musicais Lançadas
Após sua saída da banda Olodum, lançou seu primeiro álbum solo do qual intitulou com seu próprio nome artístico “Tonho Matéria”, com duas músicas destacadas como: “Desejo Egotismo (Tchau Galera)” e “Goró do Seu Dão”. Seu segundo álbum “Tá na cara” foi lançado em 1994, tendo como destaque a música “Melô do Tchaco” e que se tornou ema espécie de hino nas festas de carnal em diferentes estados brasileiros.[2]
Álbum “Rum Bragadá” em 1995 desta vez com três músicas destacadas: “Carcacinha”, “Rum Bragadá”, “Vem Morena”. Participou com este mesmo trabalho do Festival de Montreux, na Suíça, em 1996 e foi convidado para fazer uma apresentação acústica no Teatro ACBEU, em sua cidade natal, do qual teve a honra de estra acompanhado de alguns dos maiores músicos baianos, tais como: Hadamés, Guimo Mogoya, Letieres Leite, Adson, Péu, Luciano Calazans. Neste show, Tonho Matéria teve a oportunidade de cantar algumas canções de músicos que lhe serviram de inspiração, como: Djavan, Gonzaguinha, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Cartola e entre outros. Lançou o álbum “Marechal de Alegria” em 1996, com músicas destacadas como, “Dança do Tortinho” e “Sangue Latino”.[2]
Em 1997 o álbum “Aldeia Tribal”, tendo como principais sucessos, “Tô Maluco Minha Gente”, “Corpo Excitado”, “Treme a Bundinha”, “Leva essa Moçada”, “Rei Nagô”, “Aldeia Tribal”, “Cume da Memória”, “Selva Branca”, “Trenzinho”, ”Apague a Luz Aí”, “Ê Lá Poeira”.[2]
Em 1999, lançou seu primeiro álbum gravado ao vivo “100% Energia”, contou com os sucessos como, “Gabriela”, “Sem Camisa” e Saí Daí”. Até o ano de 2021 são o artista tem 17 obras lanças, das quais seis foram distribuídas em plataformas digitais em 2019.[2]
Suas atividades como mestre de capoeira
Tonho Matéria foi homenageado no dia 17 de novembro de 2006 na Câmara Municipal de Salvador com a Medalha Zumbi dos Palmares pelo Vereador Laudelino Conceição - Lau. Seu papel como mestre de capoeira, é marcado por desenvolver um trabalho social com esta arte no Bairro aonde nasceu e foi criado, através da criação de uma ONG, sem fins lucrativos para ensinar a arte da capoeira como uma forma de auto resgate e de transformação social do indivíduo, com isso ensinar a juventude, cultura, responsabilidade e cidadania. Ele desenvolve este trabalho para mais de 400 crianças, adolescentes e adultos com a sua Associação Cultural de Capoeira Mangangá, que hoje tem vários associados na capital baiana nos bairros: Iapi, Sete de Abril, Águas Claras, Castelo Branco, Stiep, Nova Brasília e Caixa d'água e nos municípios como: Lauro de Freitas, Simões Filho e São Roque do Paraguaçu.
Ele é também diretor da LIBAC (Liga Baiana de Capoeira), diretor do Fórum de capoeira na cidade de Lauro de Freitas juntamente com os Mestres Reginaldo (mestre da Associação de Capoeira Toques de Berimbaus) e Boca (mestre da Associação de Capoeira Alegria do Mestre Canjiquinha), é membro do Conselho Fiscal do Forte da Capoeira e fundador - Presidente da Associação Cultural de Capoeira Mangangá.
Tonho escreveu também vários artigos para o jornal O Capoeira, a revista Praticando Capoeira e vários sites eletrônicos de capoeira.
Histórico de todo seu trabalho
- Campeão Baiano de Capoeira em dupla, em 1985, no Ginásio Antônio Balbino pelo Instituto Baiano de Medicina Desportiva
- Dançou em diversos grupos folclóricos no Hotel Mediterranee, nas casas de show Moenda e Tenda dos Milagres na Escola Parque da Bahia, no Hotel da Bahia e nos países: França, Bélgica, Suíça e Goiana Francesa
- Fez um CD de Capoeira A Força de Zumbi, quando participava do Grupo Bahia Capoeira
- Foi matéria da Revista Ginga Capoeira ano 3 edição 23
- Foi matéria da Revista Liberdade Capoeira ano 1 edição 3
- Foi matéria na revista Praticando Capoeira ano II edição 26 e teve a letra da música sou mangangá publicada nessa edição.
- Foi matéria na revista Ginga Capoeira número 1
- Foi capa da Revista Praticando Capoeira Ano I Nº 07 e teve a Capa do CD e a letra da música Vamos Capoeirá publicados na edição Ano I Nº 13
- Participou do Grupo Vamos Capoeirá, em 1987, com Contra- Mestre Edmilson, Contra Mestre Vando, Mestre King Kong (Bahia Capoeira), Mestre Benivaldo (Barro Vermelho), Mestre Dendê (Mus-Capoeira), Mestre Reinaldo (Terra Samba e Porto Da Barra), Mestre Raimundo (Kilombolas), Mestre Bira e Mestre Dedé (Kilombolas)
- Participou de um vídeo sobre Mestre João Pequeno a convite do Mestre Barba Branca.
- Tem diversas músicas sendo cantadas nas rodas de capoeira do Brasil inteiro. Exemplo:
- Vamos Capoeirá, Essa Arte, Baila o Corpo Etc.
- Fez um clip no Pelourinho Cantando “Desejo Egotismo” com a participação Especial de
- Paulinho Camafeu, Mestre Bamba com a Associação de Capoeira Mestre Bimba e Mestre Vermelho.
- Gravou um CD intitulado Kilombolas Mangangá com o grupo Kilombolas do mestre Dedé
- Gravou um CD Sou Mangangá
- Foi homenageado pela Câmara dos Vereadores com a Medalha Zumbi dos Palmares
- Criou o Bloco Afro Mangangá
- Idealizador do tema CAPOEIRA para o carnaval baiano de 2008 funtamente com Badá, Clarindo Silva e Mestre Boa Gente.
Referência
- Fm, Radio Primavera (quarta-feira). «Biografia: Mestre Tonho Matéria». Revista Afro Bahia. Consultado em 13 de setembro de 2022 Verifique data em:
|data=(ajuda) - Barbosa, Author Antonio Carlos Da Fonseca. «Tonho Matéria». Ritmo Melodia - A Revista que canta o Brasil. Consultado em 13 de setembro de 2022