Lobatus raninus

Lobatus raninus (nomeada, em inglês, Hawk-wing conch)[2] é uma espécie de molusco gastrópode marinho pertencente à família Strombidae. Foi classificada por Johann Friedrich Gmelin em 1791; descrita como Strombus raninus[1] e assim classificada até o século XX[2] (com Puerto Plata, na ilha de São Domingos, citada como localidade de coleta de seu tipo nomenclatural).[3] É nativa do oeste do oceano Atlântico; da Carolina do Norte até Flórida (EUA) e Antilhas, no mar do Caribe, norte da América do Sul (leste da Colômbia, Venezuela, Guianas) e pela costa brasileira[4], do Pará e Amapá até Ceará[5] e Rio Grande do Norte, na região nordeste.[4] A denominação de espécie, raninus, significa "pequena rã", porque a concha, vista em sua face dorsal, assemelha-se a uma .[3]

Lobatus raninus

Cinco vistas da concha de L. raninus, de espécime vindo do Caribe.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Littorinimorpha
Superfamília: Stromboidea
Família: Strombidae
Género: Lobatus
Swainson, 1837[1]
Espécie: L. raninus
Nome binomial
Lobatus raninus
(Gmelin, 1791)[1]
Sinónimos
Strombus raninus Gmelin, 1791
Tricornis raninus (Gmelin, 1791)
Strombus sulcatus Fischer von Waldheim, 1807
Strombus quadratus Perry, 1811
Strombus bituberculatus Lamarck, 1822
Strombus lobatus Swainson, 1823
Strombus costosomuricatus Mörch, 1852
Strombus magolecciai Macsotay & Campos, 2001
Lobatus magolecciai (Macsotay & Campos, 2001)
(WoRMS)[1]

Descrição da concha

Conchas de 10[3] a pouco mais de 12 centímetros[6], quando desenvolvidas, de coloração cinza acastanhada, constantemente apresentando manchas mais escuras[4][7][8]; com sua espiral dotada de 9 a 10 voltas e com a sua última volta formando uma aba dotada de lábio externo expandido e espesso, sem possuir longa projeção direcionada para cima, ultrapassando a espiral, como ocorre com Lobatus gallus.[3] Sua columela é brilhante, com abertura branca ou rosada[4], e sua volta final possui duas grandes protuberâncias (Strombus bituberculatus), com a superfície da concha dotada de estrias e pequenos nódulos.[7] Indivíduos juvenís também apresentam lábio externo fino e podem ser confundidos pelo não-especialista com conchas do gênero Conus. Sua abertura apresenta um opérculo córneo que não fecha completamente sua entrada.[3]

Habitat

Lobatus raninus ocorre em águas rasas, entre o nível médio do mar até 55[6] metros de profundidade e em substrato com algas.[4]

Ligações externas

Referências

  1. «Lobatus raninus» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 8 de dezembro de 2018
  2. ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 76. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0
  3. MOSCATELLI, Renato (1987). A Superfamília Strombacea no Atlântico Ocidental. São Paulo: Antônio A Nano & Filho Ltda. p. 67-74. 98 páginas
  4. RIOS, Eliézer (1994). Seashells of Brazil (em inglês) 2ª ed. Rio Grande, RS. Brazil: FURG. p. 69. 492 páginas. ISBN 85-85042-36-2
  5. «Tricornis raninus». Conquiliologistas do Brasil. 1 páginas. Consultado em 8 de dezembro de 2018
  6. «Lobatus raninus (Gmelin, 1791)» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 8 de dezembro de 2018
  7. «Lobatus raninus» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 8 de dezembro de 2018. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021
  8. «Lobatus raninus - (Gmelin, 1791)» (em francês). Forum Francophone des Coquillages Actuels. 1 páginas. Consultado em 8 de dezembro de 2018
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