Os ratos possuem, na maioria das vezes, um comportamento cheio de energia e muito saudável. No entanto, eles também podem ficar doentes, e por serem bem pequenos, nem sempre elas serão fáceis de se detectar. Infecções respiratórias, tumores, ácaros e pododermatite (uma infecção de pele também conhecida como “bumblefoot”) são algumas das enfermidades mais comuns. Caso desconfie que o seu roedor esteja mal, leve-o a um veterinário especializado em pets pequenos, descreva os sintomas que ele apresenta e saiba quais os tratamentos disponíveis. Felizmente, é possível curar por completo grande parte dos males que afligem os ratos.

Método 1
Método 1 de 2:
Observando indícios de uma doença pelo comportamento

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    Analise se ele está letárgico. Esses animais são bastante ativos, curiosos e carismáticos; ao notar que o rato está retraído em um canto da gaiola ou não quer se movimentar muito, é provável que esteja com alguma enfermidade. O roedor vai se comportar de maneira indiferente às suas cercanias, aos brinquedos, aos humanos e outros ratos.
    • A letargia não é um sintoma de uma certa doença, mas é uma manifestação que indica que há algo de errado com ele.
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    Verifique se o roedor parou de comer a ração. Quando saudáveis, eles terão bom apetite e vão “mandar para dentro” todo o alimento que o dono fornecer. No entanto, ao notar que o seu está comendo pouco ou parou de se alimentar, não se pode descartar uma doença. A falta de apetite geralmente indica algum distúrbio interno.
    • Isso também pode sinalizar que há comida presa na garganta do animal. Leve-o a um veterinário para que o especialista faça um exame e retire quaisquer obstruções.
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    Observe se o rato fica com a cabeça inclinada para um lado. Esse é um sintoma comum quando há uma infecção do ouvido interno, exigindo tratamento medicamentoso ou aplicação de gotas, que possuem componentes ativos, diretamente ao ouvido.[1]
    • Esse comportamento também é conhecido como “cabeça torta”.
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    Outros sinais de alerta são as partes avermelhadas da pele ou coceira persistente. O primeiro é um indício de que o local está dolorido, e no segundo, o rato vai coçar com frequência um ponto do corpo. Isso pode sinalizar a presença de ácaros, que devem ser visíveis a olho nu em forma de pontinhos brancos e pequenos na pele e pelagem do animal, na maioria das vezes no rosto e ombros.[2]
    • Se o roedor se coçar por mais do que dois ou três dias, há chance de que crostas se formem nas feridas da pele. É um sintoma certeiro de irritação causada por ácaros.
    • Apesar de não configurarem, de maneira técnica, uma doença, os ácaros ainda são prejudiciais à saúde do rato. Ignorar o tratamento causa muito desconforto e poderá evoluir para uma infecção de pele.
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Método 2
Método 2 de 2:
Observando manifestações de doenças mais comuns

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    Analise se há um corrimento avermelhado em volta do focinho e olhos. Essa secreção é chamada de porfirina e, apesar de ter um aspecto semelhante ao sangue, é bem diferente. Depois de constatar que a quantidade de porfirina aumentou nessas regiões, a chance de que o rato esteja com uma infecção respiratória aumenta.
    • Altos índices desse corrimento podem indicar outras doenças também. Encare como um sinal de alerta para a saúde do roedor.
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    Verifique a pelagem, que pode estar de uma coloração “sem vida”, examinando pontos com pelo embaraçado. No geral, esses animais são limpos e gostam de cuidar da pelagem; se ela estiver cheia de nós, suja ou parece felpuda, provavelmente o peludinho está doente e não consegue cuidar dos pelos.[3]
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    Tente ouvir se a respiração dele é barulhenta e se há espirros com frequência. Como muitos outros pets pequenos, os ratos são mais suscetíveis às infecções respiratórias, e as identificar não é muito difícil. O roedor fará barulhos altos, como se estivesse engasgando, espirrará várias vezes seguidas ou apresentará um chiado ao respirar.[4]
    • Após constatar essas manifestações, será necessário levá-lo a uma consulta veterinária. Geralmente, basta ministrar medicamentos para combater o problema.
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    Observe se há uma saliência vermelha, similar a um calo, na pata dele. É um possível sinal de pododermatite, um termo que designa infecção na pata do roedor, e que é ainda mais proeminente em locais com vários ratos que gostam de brincar com “vigor” excessivo. Esse distúrbio, também conhecido como “bumblefoot”, pode contaminar a pata desse animal através de um pequeno corte ou arranhão, logo se agravando e se tornando um caroço com a possibilidade de se romper e sangrar.
    • Ao constatar que o rato sofre de pododermatite, o veterinário prescreverá um antibiótico para combater a doença.
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    Apalpe o pet para verificar se há algum tumor. As fêmeas desenvolvem, com maior frequência, tumores no tecido mamário. Pegue o animal e analise a parte inferior dele: a barriga, o peito e as pernas. Sinta a parte inferior do abdômen dele e veja se há algum caroço interno ou que aumentou de tamanho.[5]
    • Felizmente, em diversas oportunidades, os tumores são benignos. Peça uma biopsia ao veterinário para avaliar se é o caso do seu pet; os benignos podem ser removidos por cirurgia.
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    Monitore o peso do roedor. Doenças também podem se manifestar através da perda de massa; distúrbios intestinais ou estomacais, bem como câncer, podem levar à magreza repentina ou sem explicação. Marque uma consulta com um veterinário o quanto antes.
    • A falta de apetite, que ocorre de uma hora para outra, também pode explicar a perda de massa. Se ele parece não ter mais interesse na ração e ficar mais de dois ou três dias sem se alimentar, ele vai emagrecer.
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Dicas

  • Diarreia por mais de um ou dois dias pode sinalizar um transtorno estomacal ou intestinal no rato.[6] Por outro lado, uma simples mudança na alimentação dele soluciona esse problema, dependendo do caso. Pergunte ao veterinário sobre a possível causa da diarreia.
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Sobre este guia wikiHow

Pippa Elliott, MRCVS
Coescrito por :
Veterinária
Este artigo foi coescrito por Pippa Elliott, MRCVS. A Dra. Elliott é uma veterinária com mais de 30 anos de experiência. Formou-se na University of Glasgow em 1987 e trabalhou como cirurgiã veterinária por 7 anos. Depois disso, a Dra. Elliott trabalhou como veterinária em uma clínica por mais de uma década. Este artigo foi visualizado 2 990 vezes.
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