Monitores hospitalares são usados para registrar sinais vitais, como frequência cardíaca, temperatura, respiração, saturação de oxigênio e pressão sanguínea. É fácil se sentir confuso e oprimido diante da quantidade de números, abreviações, linhas onduladas e bipes. Se estiver olhando para um monitor hospitalar no hospital e se perguntando o que tudo isso significa, comece identificando a abreviação no canto esquerdo superior relativo a cada número ou linha ondulada. Isso indicará o que é o valor e você poderá comparar o número ao intervalo normal. Se ainda tiver dúvidas ou preocupações a respeito, converse com um profissional da área da saúde.

1
Frequência cardíaca

  1. Identifique a frequência cardíaca pela sigla "ECG" ou "FC". A frequência normal para um adulto fica entre 60 e 100 batimentos por minuto. Esse valor pode ser menor enquanto a pessoa descansa ou dorme e aumentar quando estiver sentada, em movimento ou falando.[1]
    • A frequência cardíaca de alguém também aumenta quando a pessoa está ferida, doente ou sentindo emoções fortes, de modo que você verá números mais elevados nessa porção da tela.
    • Observe que alguns atletas podem apresentar uma frequência cardíaca de aproximadamente 40 batimentos por minuto sem qualquer problema.
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2
Temperatura corporal

  1. Encontre a temperatura da pessoa em "TEMP". O valor nessa caixa representa a temperatura corporal. A temperatura normal do corpo de um adulto costuma estar entre 36,6 e 37,2 °C. Uma temperatura acima de 37 °C indica febre. Uma temperatura abaixo de 35 °C indica hipotermia.
    • É normal a temperatura subir durante certas atividades, como comer. Do mesmo modo, a temperatura corporal diminuirá em 1 ou 2 °C durante o sono.

3
Oxigenação sanguínea

  1. Encontre o nível de oxigenação sanguínea em "SpO2". Esse número representa a quantia de oxigênio presente no sangue. Idealmente, esse valor deverá ser igual ou superior a 95%, mas pode ser que esteja abaixo por causa de alguma lesão ou doença. Se o número desce abaixo de 90%, a saturação passa a ser considerada baixa e a pessoa provavelmente precisará de oxigênio.[2]
    • A saturação tipicamente é monitorada através de um oxímetro preso a um dos dedos do paciente.
    • Nem sempre a saturação é exibida no monitor. Ela costuma ser acompanhada quando o o paciente está com algum problema respiratório, como pneumonia ou COVID-19.
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4
Frequência respiratória

  1. Procure pela frequência respiratória em "FR". Esse número representa quantas vezes uma pessoa respira dentro de um minuto. A frequência respiratória normal de adultos está entre 12 e 16 respirações por minuto. Entretanto, esse valor pode aumentar por conta de doenças e lesões, de modo que poderia estar acima de 16. O número relativo a uma pessoa também pode aumentar quando está se movendo ou conversando.[3]
    • Chame uma enfermeira se o paciente demonstrar dificuldade para respirar.

5
Pressão sanguínea sistólica

  1. A pressão sistólica normal é entre 90 e 120 mm Hg. Esse número, em conjunto com o valor da pressão diastólica, é encontrado no canto inferior direito da tela. A pressão sistólica indica a força exercida nas artérias do paciente enquanto seu coração está batendo.[4] A pessoa está com pressão alta quando o valor sistólico está acima de 140 mm Hg ou mais.[5]
    • A pressão sistólica é lida com a diastólica — apesar de serem números que aparecem separados, eles são expressos juntos.
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6
Pressão sanguínea diastólica

  1. A pressão diastólica normal fica entre 60 e 80 mm Hg. A pressão diastólica é a força exercida sobre as artérias do paciente entre as batidas do coração.[6] A pressão alta ocorre quando a pressão diastólica atinge um valor de 90 mm Hg ou mais.[7]
    • Quando você lê a pressão arterial, o número da pressão sistólica aparece primeiro. Por exemplo, se o monitor exibe 110 de pressão sistólica e 75 de diastólica, a pressão total é de "110 por 75", ou, como expressamos no Brasil, arredondando esses valores, "11 por 7".

7
Linhas do eletrocardiograma

  1. Confira as funções cardíacas observando as linhas do eletrocardiograma (ECG). As linhas presentes nessa seção estão relacionadas às batidas do coração de uma pessoa. As ondas e os picos correspondem a um acontecimento específico no ciclo da frequência cardíaca. Profissionais da área de saúde podem usar essa leitura para alertá-los quanto a quaisquer problemas na frequência cardíaca, como arritmia ou batidas irregulares.[8]
    • O eletro é feito a partir de eletrodos presos ao braço direito do paciente ou à sua perna esquerda. Se o eletrocardiograma mostrar irregularidades, os médicos farão exames adicionais.
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8
Oxigenação do sangue

  1. Combine as ondas SpO2 com as ondas do ECG para verificar evidências de fluxo sanguíneo. Essas linhas onduladas podem ajudar a equipe a notar quaisquer problemas presentes na circulação, como quando o sangue oxigenado não chega aos órgãos de uma pessoa. Cada onda presente na linha corresponderá a um pico na linha do ECG, de modo que ondas e picos ocorrem em intervalos iguais. Isso indica que o sangue oxigenado está fluindo de forma eficiente a cada batida do coração.[9]
    • Os médicos são treinados para interpretar essas ondas. Tais indicadores são úteis para descobrir como o coração está bombeando o sangue, especialmente para as extremidades.

9
Taxa de respiração

  1. Observe a onda "RESP" para ver quão bem uma pessoa está respirando. Cada onda nessa linha indica uma respiração iniciada pelo paciente. A onda RESP não é sempre usada, então não se preocupe se não puder encontrá-la na tela.[10] A linha costuma ser amarela ou branca.
    • Os médicos usam essa linha para diagnosticar apneia (quando o paciente para de respirar) ou dispneia (quando o paciente tem dificuldade para respirar).
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Dicas

  • Se estiver visitando alguém no hospital, faça pausas. É normal querer ficar ao lado de um ente querido, mas também é importante continuar a cuidar de si mesmo. Passar tempo longe do hospital também traz uma chance de se recuperar e dar à pessoa tempo para seus próprios repouso e recuperação.
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Sobre este guia wikiHow

Danielle Jacks, MD
Coescrito por :
Cirurgiã
Este artigo foi coescrito por Danielle Jacks, MD. Danielle Jacks é cirurgiã da Ochsner Clinic Foundation em New Orleans. Formou-se na Oregon Health and Science University em 2016. Este artigo foi visualizado 41 165 vezes.
Categorias: Saúde
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