Adorigo
Adorigo é uma freguesia portuguesa do município de Tabuaço, distrito de Viseu com 10,55 km² de área e 301 habitantes (2021). A sua densidade populacional é 37,6 hab/km².
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| Freguesia | ||||
![]() Igreja Matriz de Adorigo | ||||
| Localização | ||||
![]() Localização no município de Tabuaço | ||||
![]() Adorigo |
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| Coordenadas | ||||
| Município | ||||
| Administração | ||||
| Tipo | Junta de freguesia | |||
| Presidente | Marita Sofia Macedo Dinis (PSD/CDS-PP) | |||
| Características geográficas | ||||
| Área total | 10,55 km² | |||
| População total (2021) | 301 hab. | |||
| Densidade | 28,5 hab./km² | |||
| Código postal | 5120 | |||
Adorigo é uma das freguesias nas encostas abrigadas e temperadas dos Vales do Douro, com quintas que há séculos produzem o Vinho Generoso, mundialmente conhecido como o "Vinho do Porto". Nesta aldeia temos um exemplo de igreja com exterior sóbrio e um rico interior. Adorigo está na rota de um futuro roteiro do Barroco Tabuacense.
No lugar de S. Martinho pode-se ainda visitar a capela do santo homónimo, objeto de diversas obras ao longo dos séculos, o antigo forno comunitário ou admirar uma casa, no largo da Cruz, que já serviu de escola e que ostenta uma pedra de armas da família Cunha Coutinho.
Na estrada municipal 512 encontra-se o Miradouro de S. Luiz, proporciona vistas panorâmicas e privilegiadas sobre os montes vinhateiros e os olivais durienses, uma autêntica varanda para o Douro, aos seus pés a quinta de S. Luiz, que dá nome ao miradouro.
População

| População da freguesia de Adorigo [1] | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1864 | 1878 | 1890 | 1900 | 1911 | 1920 | 1930 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 | 2021 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 599 | 626 | 568 | 535 | 544 | 433 | 494 | 606 | 551 | 583 | 557 | 551 | 490 | 420 | 397 | 301
![]() Evolução da População 1864 / 2011
Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4% Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0% HistóriaEm 1747 Adorigo era um lugar do termo da vila de Barcos, distrito da Serra, Bispado e Comarca da Cidade de Lamego, na Província da Beira. A população era constituída por 37 vizinhos, situando-se num vale, de onde se descobria parte da Província de Trás-os-Montes e Penaguião. Possuía igreja paroquial, erguida fora do local, mas acompanhada de algumas casas, sendo o seu orago Nossa Senhora de Condescende. A igreja tinha três altares: O maior, em que está o sacrário e a imagem da santa padroeira, e dois colaterais, o da parte da Epístola da invocação de Nossa Senhora do Rosário, e o da parte do Evangelho dedicado a São Sebastião. Além destes havia ainda outro no corpo da igreja, no qual ainda não se celebrava missa, estando nele colocada a imagem do Menino Jesus. O pároco era cura, cuja apresentação pertencia ao abade da vila de Barcos ou, na falta deste, ao cabido de Lamego, a quem tocava nas vacancias. Rendia este curato vinte e dois alqueires de trigo, vinte de centeio, vinte e dois almudes de vinho, e sete mil reis em dinheiro, tudo pago da massa da abadia da vila de Barcos, a cujas justiças reconhecia sujeição este lugar. O terreno produzia trigo, centeio, vinho e azeite, mas pouco de tudo. O clima era um tanto frio, pelas vizinhanças da Serra do Marão, criando muita caça miúda por ser montuosa. Embora lhe corresse à vista o rio Douro, que a provia de peixe miúdo, a água era escassa, devido à distância que o separava das terras deste povoado. Havia neste sítio duas barcas, uma onde chamam a Fonte Santa, e outra no pégo de Valença, e neste limite se metia o rio Tedo no Douro, no sítio que chamavam o Penedo da Galharda. Pertencia a esta freguesia o lugar de São Martinho, distante deste de Adorigo tanto como um tiro de mosquete.[2] Sobre esta freguesia, escreveu em 1915 o Dr. Luís Augusto de Freitas, antigo administrador do concelho de Tabuaço, nas suas "Notas & Lendas":
Património
Referências
Ligações externas
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