Aeromot

Aeromot Aeronaves e Motores é um grupo empresarial brasileiro especializado em serviços aeronáuticos e sediado em Porto Alegre, RS.[1] Foi responsável pelo sistema aeronáutico da Copa do Mundo FIFA de 2014 e dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016.[2][3]

Sociedade Anônima
Atividade Aeroespacial e Defesa
Fundação 13 de maio de 1967 (55 anos)
Sede Porto Alegre, RS
 Brasil
Produtos Aviões, serviços e material de defesa
Website oficial www.aeromot.com.br

História

Origem e Fundação

Criada com a intenção de prestar serviços de manutenção de aeronaves, passou fabricar componentes das mesmas e a produzir pequenos aviões de treinamento.[3] Fez o projeto de assentos do Embraer EMB-110 Bandeirante.[4]

No final da década de 1980, produziu sua primeira aeronave, o AMT-100 Ximango, depois de um processo de transferência de tecnologia,[5] a partir do RF-10 criado nos anos 80 pela empresa francesa Aerostructure, da qual a Aeromot comprou os direitos de produzir no Brasil.[6] No auge do mercado, no final da mesma década, o faturamento atingiu US$ 18 milhões.[4]

Desenvolveu e produziu para a Marinha do Brasil, de 1986 a 1990, uma aeronave destinado a exercícios de tiro antiaéreo denominado K1 AM.[7] Devido ao elevado custo operacional dos sistemas KD2R-5/K1AM, o programa não teve continuidade na Marinha do Brasil que optou por sistemas mais leves e mais baratos.[8]

Crescimento

Entre 1997 e 2001 a empresa projetou, desenvolveu e certificou, conforme especificação do DAC, um avião de treinamento primário, biplace, denominado AMT-600 Guri, destinado a substituir os Paulistinhas e Aero Boero existentes nos aeroclubes brasileiros.[9][8]

Entre 1999 e 2005 desenvolveu as variantes AMT-200 Super Ximango e AMT-300 Turbo Ximango Shark.[1][8]

Em 2001 vendeu 14 aeronaves para serem usados no treinamento inicial dos pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos, no valor de US$ 2,5 milhões, desbancando a Diamond.[1][4]

Crise

Durante os anos 2000 a empresa entrou em crise, inicialmente devido à oscilação cambial, principalmente entre 2005 e 2006, que reduziu ganhos com exportações. A baixa demanda da área pública e a crise financeira 2008, que estancou compras de clientes, principalmente de aeroclubes dos Estados Unidos.[10]

Os problemas enfrentados depois da vitória em uma licitação de 2006 que garantiria a produção de dez aeronaves para a Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública de São Paulo, no valor de R$ 4,8 milhões.[11]

Atualmente

A empresa realiza a Inspeção Anual de Manuteção (IAM) rotineiramente em aeronaves da Raytheon, Piper Aircraft, Cessna, Embraer, Neiva, Robinson, Beechcraft, Lake e Aerocomander.[12]

Em 20 anos de fabricação de aviões, foram construidos 178 Ximangos (vendidos a 16 países) e 22 Guris.

Ximango China

Em 2003 foram iniciadas negociações para a transferência de tecnologia do planador motorizado, com a intenção é produzir inicialmente 150 aeronaves, das quais 50 em 2004 e 100 nos próximos cinco anos.[6][13] Os planos atrasaram e a joint venture com a estatal chinesa Guizhou Aviation Industries Corporation deveria ter iniciado as operações em 2009.[11]

Aeronaves

Planadores

Monomotor

Referências

  1. Taylor, Michael (1996). Brassey's World Aircraft & Systems Directory 1996/97 (em inglês). Londres: Brassey's. p. 511. ISBN 1-85753-198-1
  2. Arquivado em 24 de novembro de 2017, no Wayback Machine., datada de 2017 (acessada em novembro de 2017)
  3. Matéria institucional Arquivado em 15 de fevereiro de 2009, no Wayback Machine., datada de 2003 (acessada em novembro de 2008).
  4. Aeromoto em Céu Americano, IstoÉ Dinheiro, Edição 268 | 16.OUT.02 - 10:00 | Atualizado em 08.03 - 14:49.
  5. «Apresentação da Aeromot para a ANAC.» (PDF). Consultado em 29 de fevereiro de 2012. Arquivado do original (PDF) em 16 de julho de 2015
  6. Aeromot tenta produzir motoplanador Ximango na China, Estadão, Terça-feira, 28 de Janeiro de 2003, 15:43.
  7. Taylor, John W. R. (1986). Jane's All The World's Aircraft 1986–87 (em inglês). Londres: Sampson Low, Marston & Company, Ltd. p. 810. ISBN 0710608357
  8. «Apresentação da Aeromot para a ANAC.» (PDF). Consultado em 29 de fevereiro de 2012. Arquivado do original (PDF) em 16 de julho de 2015
  9. Jackson, Paul (2007). Jane's All The World's Aircraft 2007-2008 (em inglês). Londres: Jane's Information Group. p. 28. ISBN 9780710627926
  10. Aeromot depende do governo para sobreviver, Revista Portuária, 16 de dezembro de 2009.
  11. «Grupo gaúcho Aeromot vende unidade de manutenção para fazer caixa, Forum Contato Radar, fonte: Valor Econômico 29 de agosto de 2008 - 09:43:17.». Consultado em 29 de fevereiro de 2012. Arquivado do original em 22 de março de 2016
  12. Segundo informe institucional no site oficial Arquivado em 24 de outubro de 2008, no Wayback Machine. (acessado em novembro de 2008)
  13. «Aeromot finalises GAIC deal to build Guri trainer». Flight Global (em inglês). 3 de dezembro de 2003. Consultado em 31 de março de 2022
  14. Pereira, Roberto (1997). Enciclopédia de Aviões Brasileiros. São Paulo: Editora Globo. p. 19-20. ISBN 9788525021373

Ligações externas

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