André Maggi
André Antônio Maggi (Torres, 3 de janeiro de 1927 — São Paulo, 22 de abril de 2001), foi um político e empresário do setor de soja.
| André Maggi | |
|---|---|
| Prefeito de Sapezal | |
| Período | 1° de janeiro de 1997 24 de abril de 2001 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 3 de janeiro de 1927 Torres, Rio Grande do Sul |
| Morte | 22 de abril de 2001 (74 anos) São Paulo, São Paulo |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Carolina Lumertz Pai: Antônio Maggi |
| Cônjuge | Lúcia Borges Maggi |
| Partido | PDT (1996-2001) |
| Profissão | Agricultor |
Biografia
Nascido no município de Torres, sendo filho de Antônio Maggi era italiano e a sua mãe, Carolina Lumertz, alemã.[1]
Quando era adolescente, começou a trabalhar numa serraria, onde aprendeu não só o ofício mas todo o universo que envolvia a madeira, assim, tornou-se também madeireiro. Mudou-se para o município paranaense de São Miguel do Iguaçu, em 1955, quando os negócios com a madeira já não eram mais lucrativos. No município, diversificou os negócios, cultivando arroz e soja. No fim dos anos 1970, estendeu os negócios para o Mato Grosso, mais precisamente em 1977,[2] estado onde fundou as Sementes Maggi, que tornou-se depois o Grupo Amaggi,[3] que atualmente é um dos maiores produtores de soja do mundo.
No fim dos anos 1980, fundou o município de Sapezal, da qual se elegeu prefeito, no primeiro turno, pelo PDT, nas eleições de 3 de outubro de 1996, com um total de 869 votos.[4]
Morreu em 22 de abril de 2001, aos 74 anos, de parada cardíaca e foi sepultado em São Miguel do Iguaçu (PR), depois de ser velado em Sapezal (MT).[5] Deixou a esposa, Lúcia Maggi, e mais cinco filhos: Fátima, Rosângela, Marli, Blairo e Vera.[6]
Escravidão moderna
No fim dos anos 80, de acordo com documento confidencial da Polícia Federal (DPF) em Mato Grosso, na fazenda nomeada Gleba Jarinã de André Maggi, foram encontrados trabalhadores em situação análoga à escravidão. No relatório, obtido a partir do Instituto Brasileiro de Defesa Florestal (IBDF), órgão anterior ao IBAMA, que fiscalizava desmatamento ilegal na propriedade, um dos trabalhadores (chamado José Laerton da Rocha) relatou ter sido chicoteado por um empreiteiro de André Maggi. Além disso, foram encontrados pessoas trabalhando contra a própria vontade, sofrendo “maus tratos” e doentes.[7][8]
Ligações externas
- Pai de Blairo Maggi escravizou trabalhadores nos anos 80, diz relatório da PF, artigo no Brasil de Fato com fac-símile do documento da DPF.
Referências bibliográficas
- «Diário de Cuiabá». www.diariodecuiaba.com.br. Consultado em 2 de novembro de 2017
- «História « Amaggi». amaggi.com.br. Consultado em 2 de novembro de 2017
- CORPORATIVA, WEBCOMTEXTO COMUNICAÇÃO. «Biografia - Blairo Maggi». blairomaggi.com.br. Consultado em 2 de novembro de 2017
- «Resultados das Eleições». www.tse.jus.br. Consultado em 2 de novembro de 2017
- «Fundador: André Maggi « Amaggi». amaggi.com.br. Consultado em 2 de novembro de 2017. Arquivado do original em 21 de novembro de 2017
- «Lúcia Maggi é a 38ª bilionária mais rica do País; lista é composta por 124 afortunados». Olhar Direto
- «Pai do ex-ministro Blairo Maggi escravizou trabalhadores nos anos 80, diz relatório da PF». dialogosdosul.operamundi.uol.com.br. Consultado em 15 de janeiro de 2020
- «Pai de Blairo Maggi escravizou trabalhadores nos anos 80, diz relatório da PF». Brasil de Fato. Consultado em 4 de abril de 2021