Clésio Andrade
Clésio Soares de Andrade (Juatuba, 12 de outubro de 1952) é um empresário e líder classista do setor transportador brasileiro filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
| Clésio Andrade | |
|---|---|
![]() Clésio Andrade | |
| Senador por Minas Gerais | |
| Período | 12 de janeiro de 2011 até 15 de julho de 2014 |
| Vice-governador de Minas Gerais | |
| Período | 1 de janeiro de 2003 até 31 de dezembro de 2006 |
| Governador | Aécio Neves |
| Antecessor(a) | Newton Cardoso |
| Sucessor(a) | Antônio Anastasia |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 12 de outubro de 1952 (70 anos) Juatuba, Minas Gerais |
| Partido | PFL (?-2006) PR (2006-2010) MDB (2010-presente) |
| Profissão | empresário |
Biografia
Economista, administrador de empresas e contador, formado pela Faculdade de Ciências Econômicas da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em 1979, iniciou sua atividade profissional na área de transporte coletivo, aos 11 anos de idade, como trocador de ônibus, passando posteriormente a diversos outros cargos, como fiscal, chefe de operações e diretor aos 16 anos.
Como empresário, se destacou no transporte público urbano em Minas Gerais. Foi presidente da CNT - Confederação Nacional do Transporte por 26 anos (1993-2019) e presidente dos Conselhos Nacionais do SEST SENAT (1993-2019), entre outros cargos de liderança no setor transportador brasileiro.
Foi Senador da República pelo estado de Minas Gerais, vice-governador de Minas Gerais (2003-2006). Renunciou ao mandato de Senador, em 15 de julho de 2014, para tratar exclusivamente da saúde. É o irmão mais velho do também empresário e ex-deputado federal Oscar Andrade (radicado em Rondônia).
Clésio Andrade foi casado com a conselheira Adriene Barbosa de Faria Andrade, primeira mulher a ocupar a presidência do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e ex-prefeita de Três Pontas (MG). Reunindo a prole do primeiro casamento de ambos, formaram uma família composta de seis filhos e cinco netos. Adriene Andrade faleceu em 16 de abril de 2018.
Em 2019, Clésio Andrade casou-se com a advogada Gisa Barbosa Gambogi, mineira de Boa Esperança.
Empresário
Ainda muito jovem ingressou na política classista, compôs e presidiu o Conselho Fiscal da Cooperativa de Transportes Coletivos de Belo Horizonte - COOP, de 1977 a 1978.
No período de 1983 a 1988, exerceu a Presidência do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte - SETRANSP, por dois mandatos consecutivos. Liderou a fundação da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos - NTU, da qual se tornou presidente de 1987 a 1993. No mesmo período, ajudou a fundar a Federação das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado de Minas Gerais – FETRAM, a qual também presidiu.
Foi eleito Presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em novembro de 1993, função que exerceu até março de 2019. Idealizador e fundador do SEST SENAT, presidiu os Conselhos Nacionais das duas instituições desde sua criação, em 1993, até março de 2019, quando já haviam 151 Unidades Operacionais em atividade e mais de 50 novas unidades em implantação, em todas as regiões do País.
Segundo o Relatório de Atividades 2018 do SEST SENAT, em 25 anos, O SEST SENAT atingiu o recorde de 118 milhões de atendimentos gratuitos em qualificação profissional, saúde, esporte e lazer para trabalhadores do transporte e seus dependentes.
Política
Foi vice-governador de Minas Gerais, entre 2003 e 2006, eleito pelo Partido da Frente Liberal (PFL). Na ocasião, presidiu a CEDES – Conselho Estadual de Defesa Social e apoiou a criação de APAC´s – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados.
Eleito pelo Partido da República (PR), em janeiro de 2011, tomou posse como senador da República ao assumir a cadeira de Eliseu Resende. No mesmo ano deixou o PR para filiar-se ao PMDB, sem perder o mandato.[1]
Anulado processo sobre suspeita de corrupção
No dia 22 de outubro de 2019, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu, por unanimidade, anular todo o processo contra o ex-vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade.[2]
A decisão foi resultado do julgamento de dois habeas corpus apresentados pela defesa de Clésio Andrade, que obteve a anulação do processo e da condenação em primeira instância.
O voto do relator, desembargador Alexandre Victor de Carvalho, foi acompanhado pelos demais integrantes da 5ª Câmara Criminal.
Com isso, todo o processo que tramitava na 9ª Vara Criminal de Minas Gerais, conhecido como “Mensalão Mineiro”, tornou-se nulo, desde a denúncia até as sentenças proferidas.
Confederação Nacional do Transporte
Clésio Andrade foi presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte e da Federação das Empresas de Transporte Rodoviário de Minas Gerais[3]. Em 1993, foi eleito presidente da Confederação Nacional do Transporte, entidade sindical de grau superior que reúne 26 federações e quatro sindicatos nacionais. São 155 mil empresas e 2,2 milhões de empregos gerados.[4]
Referências
- «TSE libera Clésio Andrade para trocar PR por PMDB». G1. 7 de dezembro de 2011
- Minas, Estado de; Minas, Estado de (22 de outubro de 2019). «Justiça anula condenação de Clésio Andrade em caso conhecido como 'mensalão tucano'». Estado de Minas. Consultado em 10 de dezembro de 2019
- «Agência Senado, 06/01/2011». Consultado em 15 de janeiro de 2011. Arquivado do original em 25 de janeiro de 2011
- Transporte urbano pode ter mais cortes de impostos
Ligações externas
- Sítio oficial[ligação inativa]
- Senado Federal
