Classe D
A Classe D foi uma planejada classe de cruzadores pesados para a Reichsmarine, composta por duas embarcações designadas D e E. Os navios eram versões aprimoradas da predecessora Classe Deutschland,[1] tendo a intenção de fazer frente ao programa de construção naval francês. Entretanto, o ditador Adolf Hitler permitiu apenas melhoras na blindagem e proibiu adições ao armamento principal.[2] Apenas D deve sua construção iniciada em 1934, porém foi cancelado menos de cinco meses depois.[1] Foi determinado que os projetos deveriam ser aumentados para enfrentar os couraçados franceses da Classe Dunkerque,[2] o que levou aos couraçados da Classe Scharnhorst.[1]
| Classe D | |
|---|---|
![]() Desenho do projeto da Classe D | |
| Visão geral | |
| Operador(es) | Reichsmarine |
| Construtor(es) | Reichsmarinewerft Wilhelmshaven Deutsche Werke |
| Precedida por | Classe Deutschland |
| Sucedida por | Classe Admiral Hipper |
| Período de construção | fevereiro–julho de 1934 |
| Planejados | 2 |
| Características gerais | |
| Tipo | Cruzador pesado |
| Deslocamento | 20 320 t |
| Comprimento | 230 m |
| Boca | 25,5 m |
| Calado | 8,5 m |
| Propulsão | Turbinas a vapor |
| Velocidade | 29 nós (54 km/h) |
| Armamento | 6 canhões de 283 mm 8 canhões de 149 mm 8 canhões de 105 mm |
| Blindagem | Cinturão: 220 mm Convés: 70 a 80 mm Torres de artilharia: 200 a 360 mm Torre de comando: 300 mm |
Os cruzadores pesados da Classe D, como originalmente projetados, seriam armados com seis canhões de 283 milímetros montados em duas torres de artilharia triplas. Teriam um comprimento de fora a fora de 230 metros, boca de mais de 25 metros, calado de mais de oito metros e um deslocamento projetado de mais de 20,3 mil toneladas. Seus sistemas de propulsão seriam compostos por turbinas a vapor a óleo combustível, porém não sabe quantas nem o número de caldeiras que seriam instaladas. A velocidade máxima foi projetada para alcançar 29 nós (54 quilômetros por hora). As embarcações também teriam um cinturão de blindagem com 220 milímetros de espessura.[1]
Referências
- Gröner 1990, p. 63
- Garzke & Dulin 1985, p. 128
