Classe Normandie

A Classe Normandie foi uma planejada classe de couraçados para a Marinha Nacional Francesa, composta pelo Normandie, Flandre, Gascogne, Languedoc e Béarn. Suas construções começaram no início da década de 1910; o batimento de quilha das quatro primeiras embarcações ocorreu em 1913, enquanto da quinta foi em 1914, porém nenhuma foi finalizada como originalmente projetada.[1] A classe continuava a expansão naval francesa e os trabalhos de projeto começaram em 1912, sendo parcialmente baseados em um relatório emitido em 1911 pelo Comitê Técnico da Marinha Nacional, no qual a disposição da bateria principal da predecessora Classe Bretagne foi criticada.[2]

Classe Normandie

Desenho do projeto da Classe Normandie
Visão geral  França
Operador(es) Marinha Nacional Francesa
Construtor(es) Ateliers et Chantiers de la Loire
Arsenal de Brest
Arsenal de Lorient
Forges et Chantiers de la Gironde
Forges et Chantiers de la Méditerranée
Precedida por Classe Bretagne
Sucedida por Classe Lyon
Período de construção 1913–1915
Planejados 5
Construídos 1 (convertido em porta-aviões)
Cancelados 4
Características gerais
Tipo Couraçado
Deslocamento 28 270 t (carregado)
Comprimento 176,4 m
Boca 27 m
Calado 8,84 m
Propulsão 4 hélices
1 turbina a vapor
2 motores de tripla-expansão
21 ou 28 caldeiras
Velocidade 21 nós (39 km/h)
Autonomia 6 600 milhas náuticas a 12 nós
(12 200 km a 22 km/h)
Armamento 12 canhões de 340 mm
24 canhões de 138 mm
6 canhões de 47 mm
6 tubos de torpedo de 450 mm
Blindagem Cinturão: 80 a 300 mm
Convés: 80 mm
Torres de artilharia: 100 a 300 mm
Torre de comando: 100 a 266 mm
Tripulação 1 204

Os couraçados da Classe Normandie, como projetados, seriam armados com doze canhões de 340 milímetros montados em três torres de artilharia quádruplas.[3] Teriam um comprimento de fora a fora de 176 metros, boca de 27 metros, calado de quase nove metros e um deslocamento carregado de 28 mil toneladas.[4] Seus sistemas de propulsão seriam compostos por 21 ou 28 caldeiras mistas de óleo combustível e carvão que alimentariam uma turbina a vapor e dois motores de tripla-expansão,[5] que girariam quatro hélices até uma velocidade máxima de 21 nós (39 quilômetros por hora).[3] Os navios teriam um cinturão principal de blindagem de trezentos milímetros de espessura.[6]

A Primeira Guerra Mundial começou em 1914, o que levou a mudanças nas necessidades de produção e escassez de trabalhadores. Os quatro primeiros navios estavam adiantados o bastante para serem lançados a fim de liberarem espaço para trabalhos de construção mais importantes,[1] enquanto muitas de suas armas foram convertidas para o Exército de Terra Francês. A Marinha Nacional considerou várias propostas após a guerra para completá-los de alguma forma, porém a situação financeira ruim do país fez com que os quatro primeiros fossem desmontados. O Béarn foi convertido em um porta-aviões na década de 1920 e serviu até ser desmontado na década de 1960.[7]

Referências

  1. Jordan & Caresse 2017, p. 189
  2. Jordan & Caresse 2017, p. 184
  3. Smigielski 1985, p. 198
  4. Jordan & Caresse 2017, pp. 191–192
  5. Jordan & Caresse 2017, pp. 191, 201
  6. Jordan & Caresse 2017, p. 198
  7. Preston 2002, pp. 68–71

Bibliografia

  • Jordan, John; Caresse, Philippe (2017). French Battleships of World War One. Barnsley: Seaforth Publishing. ISBN 978-1-59114-639-1
  • Preston, Anthony (2002). The World's Worst Warships. Londres: Conway Maritime Press. ISBN 978-0-85177-754-2
  • Smigielski, Adam (1985). «France». In: Gardiner, Robert & Chesneau, Roger (eds.). Conway's All the World's Fighting Ships: 1906–1921. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 978-0-87021-907-8

Ligações externas

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