Daspletossauro

O Daspletossauro[2] ou Daspletosaurus foi uma espécie de dinossauro carnívoro e bípede que viveu durante o período Cretáceo. Seus fósseis foram achados em Alberta e Montana, compondo a Laramidia do norte.[3][4]

Daspletossauro
Intervalo temporal: Cretáceo Superior
79,5–74 Ma
Esqueleto montado de D. torosus em exposição no Museu Público de Milwaukee
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Clado: Dinosauria
Clado: Saurischia
Clado: Theropoda
Família: Tyrannosauridae
Clado: Daspletosaurini
Gênero: Daspletosaurus
Russell, 1970
Espécie-tipo
Daspletosaurus torosus
Russell, 1970
Espécies
Sinónimos

Etimologia

O nome Daspletosaurus significa "lagarto assustador".[3] O epíteto específico torosus vem do latim e significa "musculoso",[5] já o horneri é a forma latinizada de Horner, em homenagem ao paleontólogo Jack Horner.[4][6]

Descrição

Escala de tamanho.

Mediam de 8 a 10 metros de comprimento[3][7][8] e um crânio medindo, aproximadamente, 1 metro de comprimento, embora a altura do crânio de D. horneri seja maior do que o de D. torosus.[7][9][4] Um espécime de D. horneri foi estimado em 2,2 metros de altura no acetábulo.[4] Pesavam 2,5 a 3,8 toneladas.[10][7][8] Possuím uma longa cauda, servindo como contrapeso para a cabeça e o torso.[9]

Classificação

Daspletosaurus é considerado um membro da família Tyrannosauridae, sendo também colocado com parte da subfamília Tyrannosaurinae, conforme diversas análises cladísticas da família.[11][12] O cladograma abaixo é de Loewen et. al mostrando a posição filogenética do Daspletossauro conforme estudo de 2013.[12]

Tyrannosauridae

Gorgosaurus

Albertosaurus

Tyrannosaurinae

Tiranossaurídeo da Formação Dinosaur Park

Daspletosaurus

Daspletosaurus horneri

Teratophoneus

Bistahieversor

Lythronax

Tyrannosaurus

Tarbosaurus

Zhuchengtyrannus

Paleobiologia

Modelos reconstruídos de Daspletosaurus

Dale Russell sugeriu que o Daspletossauro caçaria ceratopsianos e que o Gorgosaurus caçaria os hadrossauros.[13] Daspletossauros jovens poderiam ter preenchido um nicho intermediário entre suas formas adultas e carnívoros menores.[13]

Tecido mole facial

Espécime MOR 590, analisado por Carr et al., 2017)

Carr et al. (2017) compararam a textura facial dos crânios de tiranossaurídeos e outros arcossauros e descobriu que escamas planas formavam uma cobertura primária na face de todos os dinossauros não-avianos. Tiranossaurídeos apresentam uma variedade de tipos de epiderme além das escamas planas. Além disso, "A superfície rostral do pré-maxilar, dorso das nasais, superfície dorso-lateral do lacrimal, processo cornual do jugal e a superfície rostroventrolatral do dentário apresentam pequenas papilas ósseas, que indicam regiões de pele em forma de armadura [...]." O corno pós-orbital apresenta, também, uma bainha cornificada.[14] Eles também sugeriram que eles guardariam nervos e neurônios sensoriais que eram utilizados para medir temperatura dos ninhos, identificar objetos, pegar ovos e filhotes com cuidado e acariciar o parceiro antes da cópula. No entanto, Carr et al. (2017) tinha considerado que o tecido facial de crocodilianos eram escamas, mas na verdade é apenas pele rachada.[15] Então, em 2018, um artigo sugeriu tecido labial escamoso.[16]

Referências

  1. Chan-gyu Yun (2020). «A Subadult Frontal of Daspletosaurus torosus (Theropoda: Tyrannosauridae) from the Late Cretaceous of Alberta, Canada with Implications for Tyrannosaurid Ontogeny and Taxonomy». PalArch's Journal of Vertebrate Palaeontology. 17: 1–13
  2. Grynfogiel, Luiza; Gabriella, Zauith Leite Lopes (2015). «A construção da Ciência em dois jornais diários do estado de São Paulo: características da produção em Jornalismo Científico». Pauta Geral-Estudos em Jornalismo. 2 (2): 106-123
  3. Holtz, Thomas R. Jr. (2012) Dinosaurs: The Most Complete, Up-to-Date Encyclopedia for Dinosaur Lovers of All Ages, Winter 2011 Appendix.
  4. Carr, T., Varricchio, D., Sedlmayr, J. et al. A new tyrannosaur with evidence for anagenesis and crocodile-like facial sensory system. Sci Rep 7, 44942 (2017). https://doi.org/10.1038/srep44942
  5. Russell, Dale A. (1970). "Tyrannosaurs from the Late Cretaceous of western Canada". National Museum of Natural Sciences Publications in Paleontology. 1: 1–34.
  6. «Descoberta nos EUA nova espécie de tiranossauro». O Globo. 30 de março de 2017
  7. My theropod is bigger than yours … or not: estimating body size from skull length in theropods https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1671/0272-4634%282007%2927%5B108%3AMTIBTY%5D2.0.CO%3B2
  8. P. Christiansen & R.A. Farina (2004): Mass Prediction in Theropod Dinosaurs, Historical Biology: An International Journal of Paleobiology, 16:2-4, 85-92 http://dx.doi.org/10.1080/08912960412331284313
  9. Russell, Dale A. (1970). "Tyrannosaurs from the Late Cretaceous of western Canada". National Museum of Natural Sciences Publications in Paleontology. 1: 1–34.
  10. Russell, Dale A. (1970). "Tyrannosaurs from the Late Cretaceous of western Canada". National Museum of Natural Sciences Publications in Paleontology. 1: 1–34.
  11. Fiorillo, A. R.; Tykoski, R. S. (2014). Dodson, Pete, ed. «A Diminutive New Tyrannosaur from the Top of the World». PLoS ONE (em inglês). 9 (3): e91287. Bibcode:2014PLoSO...991287F. PMC 3951350. PMID 24621577. doi:10.1371/journal.pone.0091287
  12. Loewen, M.A.; Irmis, R.B.; Sertich, J.J.W.; Currie, P. J.; Sampson, S. D. (2013). Evans, David C, ed. «Tyrant Dinosaur Evolution Tracks the Rise and Fall of Late Cretaceous Oceans». PLoS ONE. 8 (11): e79420. Bibcode:2013PLoSO...879420L. PMC 3819173. PMID 24223179. doi:10.1371/journal.pone.0079420
  13. Russell, Dale A. (1970). "Tyrannosaurs from the Late Cretaceous of western Canada". National Museum of Natural Sciences Publications in Paleontology. 1: 1–34.
  14. Carr, T. D. et al. A new tyrannosaur with evidence for anagenesis and crocodile-like facial sensory system. Sci. Rep. 7, 44942; doi: 10.1038/srep44942 (2017).
  15. Crocodile Head Scales Are Not Developmental Units But Emerge from Physical Cracking https://science.sciencemag.org/content/339/6115/78.full
  16. MORPHOLOGY, TAXONOMY, AND PHYLOGENETIC RELATIONSHIPS OF THE MONTEVIALE CROCODYLIANS (OLIGOCENE, ITALY). https://iris.unito.it/bitstream/2318/1703198/1/SVPCA2018AbstractBooklet.pdf
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