Francisco das Chagas Santos
Francisco das Chagas Santos (Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1763 — Rio de Janeiro, 12 de outubro de 1840) foi um militar e político brasileiro.
| Francisco das Chagas Santos | |
|---|---|
| Nascimento | 17 de setembro de 1763 Rio de Janeiro |
| Morte | 12 de outubro de 1840 (77 anos) Rio de Janeiro |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Militar, político |
Filho de Antônio Manuel dos Santos, depois de completos seus estudos primários no Brasil, seguiu com seu pai para Coimbra, onde ingressou no Real Colégio dos Nobres e dedicou-se aos estudos das ciências exatas.
Com a renovação dos litígios sobre a demarcação de fronteira entre Espanha e Portugal, incluindo suas colônias, como engenheiro do Exército Português foi para a comissão chefiada pelo governador do Rio Grande do Sul, Sebastião Xavier da Veiga Cabral da Câmara. A comissão chegou ao Rio de Janeiro em 1781, onde passou três anos se preparando e reunindo material. Finalmente em janeiro de 1784 partiu para o Chuí, onde encontrou a comissão espanhola. Devido aos seus bons trabalhos foi promovido a capitão, chegou a chefe da comissão limítrofe em 10 de outubro de 1805, já tenente-coronel.
Foi indicado comandante dos povos da missões e alocado em São Luiz Gonzaga, onde era o quartel general, depois transferiu este para São Borja, sendo em 1813 promovido a brigadeiro. Em 1816 defendeu a cidade dos ataques de José Artigas, sendo liberado em 3 de outubro pelas forças de José de Abreu. Em 1818 foi promovido a marechal de campo e recebeu a comenda da Imperial Ordem de Avis.
Em 1821 foi transferido para o comando da vila de Rio Grande sendo em 1823 comandante das Armas da província de São Paulo.
Foi membro da primeira Assembleia Constituinte do Brasil em 1829.[carece de fontes] Foi comandante de armas da corte em 1830 e 1831. Reformado em 1832, mudou-se com a família para Porto Alegre. Com o início da Revolução Farroupilha, auxiliou na defesa da cidade, sendo depois nomeado presidente da província do Rio Grande do Sul em 1837, tendo ao final de alguns meses seguido para a corte.
Foi membro da Sociedade Promotora da Indústria Rio-grandense de Rio Grande. Foi nomeado oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro e comendador da Imperial Ordem da Rosa.
Bibliografia
- SILVA, Alfredo P.M., Os Generais do Exército Brasileiro, 1822 a 1889, M. Orosco & Co., Rio de Janeiro, 1906, vol. 1, 949 pp.
- KLAFKE, Álvaro Antônio, O Império na Província: construção do Estado Nacional nas páginas de O Propagador da Indústria Rio-Grandense, UFRGS, Porto Alegre, 2006
Ver também
| Precedido por Américo Cabral de Melo |
Presidente da província do Rio Grande do Sul 1837 |
Sucedido por Feliciano Nunes Pires |
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