Frota da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos
A frota operacional de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) é composta por 12 séries fabricadas entre os anos de 1974 e 2019, sendo a maior do país.[1] Desde 2007, a companhia vem passando por um profundo processo de modernização que se estende até os dias de hoje, visando retirar de circulação todas as frotas antigas,[2] instalar sistemas de sinalização de ponta como o CBTC[3] e oferecer frotas novas com o que há de mais moderno em tecnologia ferroviária, capazes de rodar em qualquer linha conforme a necessidade, aumentando a quantidade de trens e diminuindo intervalos de forma similar a praticada hoje pelo Metrô de São Paulo.

As frotas da companhia são identificadas por números de série e estão com sua comunicação visual sendo atualizada para o novo padrão vermelho[4] na medida que passam pelo processo de revisão geral o qual ocorre de acordo com a quilometragem da composição. Os trens mais antigos ao longo do tempo já passaram por diversas modificações visuais internas e externas, além de pequenas, médias e grandes reformas gerais.
Evolução da frota
| Quilometragem média entre falhas (MKBF) Níveis 1-2 |
![]() |
| Fontes: CPTM[5][6] |
A CPTM assumiu as linhas da CBTU em 1994 e da FEPASA em 1996. Ao longo dos anos a frota sofreu reduções por obsolescência e necessitou de novas aquisições. Segundo o último plano divulgado pela CPTM em 2012, para cumprir intervalos de 4 minutos nos horários de pico em todas as linhas, a frota total necessária será de 284 TUEs em 2020.[7]
A Quilometragem média entre falhas (MKBF) variou ao longo dos últimos anos por conta da aquisição de novas frotas e aposentadoria de outras mais antigas. Outro fator que causou impacto nesse índice foi a terceirização da manutenção de parte da frota.[6]
| Ano | Frota total | Frota operacional | Observações |
|---|---|---|---|
| 1994 | 179 | 111 | Transferência da rede de trens da CBTU para a CPTM[8] |
| 1996 | 293 | 191 | Transferência da rede de trens da Fepasa para a CPTM. Ver Tumultos na CPTM em 1996[9] |
| 1997 | N/D | 84 | Reforma da Série 1100 |
| 2007 | N/D | 112 | |
| 2010 | 298 | 219 | [10] |
| 2011 | 174 | 174 | |
| 2012 | 177 | 177 | [11] |
| 2013 | 188 | 188 | |
| 2015 | 196 | 196 | |
| 2016 | 193 | 193 | [12] |
| 2017 | 184 | 184 | [13] |
| 2018 | 213 | 213 | [14] |
| 2019 | 190 | 190 | [15] |
| 2020 | 284 | 284 | Projeção CPTM |
Nota: Conforme a metodologia adotada pela CPTM em 2011, não há mais contabilização da frota inativa, sendo a frota total referente à frota ativa da operadora.
Frota atual
| Série | Máscara | Linhas em operação | Linhas anteriores | Ano / Adquirente Inicial | Fabricante | Trens / Carros (Patrimonial) | Trens / Carros (Operacional)[15] | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2000 | ![]() | 1998 / 1999 CPTM | → CAF → ADTranz → Alstom | 15 /120 | 9/72 | 4 Composições Imobilizadas. | ||
| 2070 | ![]() | 2007 / 2008 CPTM | → Alstom →Bombardier → CAF | 6/48 | 5/40[16][17] | 1 Composição Imobilizada. | ||
| 2100 | ![]() | 1974 / 1977 Renfe | → CAF | 22/138[2][11] | 6/36 | Disponibilidade reduzida devido a incêndios sofridos em carros de 4 trens entre 2012-2015.[18][19][20][21] A frota patrimonial é de 24 trens/144 carros.[17] Algumas unidades estão na reserva operacional da Linha 10.[22] | ||
| 2500 | ![]() | 2019 / 2020 | → CRRC | 8/64[23][24] | 8/64[25][26][27] | As composições são equipadas com bagageiros para acomodar as malas dos passageiros usuários do terminal aéreo.[28] | ||
| 3000 | ![]() | Imobilizado | 1999 / 2000 CPTM | → Siemens → Mitsui → SGP | 5/40 | 0/0[17] | Todas as composições desta série seguem inoperantes.[29] | |
| 5400 | ![]() | 2013 CPTM | → ADTranz → Bombardier → CCC → GEVISA → MPE (1998/2000)[30] | 6/24[13][17] | 6/24 | As composições da série 5400 são modernizações da série 5000,[31] adquirida pela FEPASA em 1979.[32] | ||
| 7000 | ![]() | 2009 / 2011 CPTM | → CAF | 40/320 | 38/304[2][11][13][17] | |||
| 7500 | ![]() | 2010 / 2011 CPTM | → CAF | 8/64 | 8/64[2][11][17] | |||
| 8000 | ![]() | 2011 / 2012 CPTM | → CAF | 36/288 | 36/288[13][17] | |||
| 8500 | ![]() | 2015 / 2017 CPTM | → CAF | 35/280 | 35/280[17][33] | |||
| 9000 | ![]() | 2011 / 2014 CPTM | → Alstom | 9/72 | 9/72[17] | |||
| 9500 | ![]() | 2017 / 2018 CPTM | → Rotem | 30/240 | 30/240[34] | |||
| Total | 220 trens (frota patrimonial) | 190 trens/1484 carros em operação |
Frotas baixadas
| Série | Máscara | Última linha em operação | Linhas anteriores | Ano / Adquirente inicial | Fabricante | Trens / Carros | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 101 | ![]() | Noroeste- Sudeste | 'Noroeste- Sudeste' | 1956 / 1957 EFSJ | → Budd → Mafersa | 11/66[2][11] | Fora de serviço desde 1995. Modernizado e operado como Série 1100. |
| 141 | ![]() | Linha Sudeste | Santos a Jundiaí/Campinas | 1969[35] | → Mafersa → GE | 1/2 | Baixado em 2000[36][37] |
| 1100 | ![]() | 1956 / 1957 EFSJ | → Budd → Mafersa | 9/54[2][11] | Fora de serviço desde 26 de maio de 2018.[38] | ||
| 1400 | ![]() | 1976 / 1977 RFFSA | → Budd → Mafersa | 0/0[13] | Fora de serviço desde 2017.[39] | ||
| 1600 | ![]() | 1978 RFFSA | → Budd → Mafersa | 0/0[13] | Fora de serviço desde 2017. | ||
| 1700 | ![]() | 1987 CBTU | → Mafersa → Hitachi | 10/84[2][11] | Em maio de 2019 duas unidades foram baixadas.[40] Fora de serviço desde julho de 2019.[41] | ||
| 2100 | ![]() | 1974 / 1977 Renfe | → CAF | 18/108[15] | |||
| 400 | ![]() | 1965 EFCB | → Cobrasma → FNV → Santa Matilde → GE | 0/0 | Operou pela última vez com passageiros no final dos anos 1990. Reformado e transformado no Trem Série 4400. As últimas unidades foram reformadas em 2004.[42] | ||
| 4400 | ![]() | 1965 EFCB | → Cobrasma → FNV → Santa Matilde → GE | 4/24[2][11][10][43] | Operou pela última vez com passageiros em 31 de dezembro de 2018.[44][45] | ||
| 4800 | ![]() | 1957 / 1958 EFS | → Toshiba → Kawasaki → Nippon | 3/9[46] | Retirados de circulação em 2010, ainda fazem parte do patrimônio da CPTM.[47] | ||
| 5000 | ![]() | 1978 Fepasa | → Francorail → CCTU → MTE → Cobrasma | 6/24[13][17] | Retirados de circulação em novembro de 2012, mas ainda fazem parte do patrimônio da CPTM, com a exceção de 6 unidades de 4 carros cada, que foram reformadas e voltaram a operar na extensão da Linha 8 desde abril de 2014 como Série 5400.[48] | ||
| 5500 | ![]() | 1978 / 1979 Fepasa | → Sorefame → ACEC → Mafersa → Villares | 0/0[46] | Retirados de circulação em 2012, mas ainda fazem parte do patrimônio da CPTM. | ||
| 5550 | ![]() | 2007 / 2008 CPTM | → Tejofran → Bombardier | 0/0[13] | Modernização da série 5500. Retirados de serviço em 2016, mas ainda pertencem a frota da CPTM.[49] | ||
| 5900 | ![]() | TIM Santos-São Vicente | TIM Santos-São Vicente | 1957 / 1958 EFS | → Toshiba → Kawasaki → Nippon | 0/0 | Retirados de circulação em 1999 e sucateados no pátio Santa Terezinha.[50][51] |
Em serviço
Aposentadas
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Série 101 - Projetado em 1956 .jpg.webp)
Série 1100 - Projetado em 1997 (reforma) 
Série 1400/1600, projetado em 1975 
Série 1700, projetado em 1978 
Série 2100, projetado em 1998 (reforma) .jpg.webp)
Série 4800 - Projetado em 1985 pelo designer João Gomes Filho .jpg.webp)
Série 5000, projetado em 1978 .jpg.webp)
Série 5000, projetado em 1979 
Série 5500, projetado em 1978
Frota de locomotivas diesel-elétricas
Abaixo está a frota das locomotivas usadas nas manobras, manutenções das vias e Expresso Turístico[52]:
| Modelo/Série | Potência | Bitola (m) | Fabricante | Origem | Ano de Fabricação | Adquirente Inicial | Frota Ativa | Frota Inativa | Frota Total |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| RS3 | 1600/1800 HP | 1,60 | ALCo | EUA | 1952 | EFCB | 8 | 0 | 8 |
| RDC | 500 HP | 1,60 | Budd | EUA | 1958 | RFFSA | 0 | 1 | 1[53] |
| U6B | 640 HP | 1,60 | General Electric | Brasil | 1967 | EFCB/EFSJ | 1 | 0 | 1 |
| LEW DE I PA | 960 HP | 1,60 | LEW | Alemanha Oriental | 1968 | CPEF | 1 | 2 | 3 |
| LEW DE II S | 960 HP | 1,00 | LEW | Alemanha Oriental | 1967 | Sorocabana | 0 | 2[lower-alpha 1] | 2 |
| U20C | 2000 HP | 1,60 | General Electric | Brasil | 1981 | RFFSA | 2 | 0 | 2 |
| EIF 2000 | 2000 HP | 1,60 | EIF[54] | Brasil | 2011 | CPTM | 0[lower-alpha 2] | 0 | 0 |
| PR22L | 2200 HP | 1,60 | Progress Rail | Brasil | 2021 | CPTM | 1 | 0 | 1 |
| TOTAL | 13 | 3 | 18 |
- Em processo de baixa patrimonial; Uma terceira já foi baixada.
- Encomenda de 4 locomotivas canceladas por atraso na entrega.[55]
Ver também
Notas e referências
Notas
- Concedida para a empresa ViaMobilidade
Referências
- «Frota brasileira de carros de passageiros cresce 2,26%» (PDF). Revista Ferroviária. Agosto–setembro de 2012. Consultado em 17 de janeiro de 2013
- Eurico Baptista Ribeiro Filho e Márcio Machado (2013). «Renovação da frota de trens eleva padrão de conforto» (PDF) 613 ed. Brasil Engenharia: 87. Consultado em 13 de julho de 2014
- «Notícias | Portal do Governo do Estado de São Paulo». Consultado em 24 de agosto de 2016. Arquivado do original em 26 de agosto de 2016
- «CPTM adota novo padrão de identidade visual | Notícias | Portal do Governo do Estado de São Paulo». Consultado em 24 de agosto de 2016
- CPTM (2018). «RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO 2017» (PDF). Portal CPTM. Consultado em 7 de abril de 2019
- Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (2018). «Desempenho Operacional» (PDF). Relatório Anual, páginas 18-23. Consultado em 18 de julho de 2019
- Renato Viegas (29 de novembro de 2012). «Seminário Regional Sudeste da Lei 12.587 / 2012 Mobilidade Urbana» (PDF). Emplasa. Consultado em 7 de fevereiro de 2018
- Companhia Brasileira de Trens Urbanos (1994). «Resultados obtidos-Desempenho Operacional» (PDF). Relatório Anual, página 40. Consultado em 14 de junho de 2019
- CPTM (24 de abril de 1997). «CPTM - Relatório da Administração». Folha de S.Paulo Ano 77, edição nº 24858, Caderno Balanço SP, página 2. Consultado em 7 de fevereiro de 2018
- «Renovação da frota-CPTM baixa 124 TUEs de sua frota, para dar lugar a trens novos» (PDF). Revista Ferroviária. Outubro–novembro de 2011. Consultado em 7 de fevereiro de 2018
- «Frota brasileira de carros de passageiros cresce 2,26%» (PDF). Revista Ferroviária. Consultado em 17 de janeiro de 2013
- CPTM (2016). «Manutenção de Trens» (PDF). CPTM - Relatório da Administração - Página 12. Consultado em 7 de fevereiro de 2018. Arquivado do original (PDF) em 16 de fevereiro de 2018
- Revista Ferroviária (2018). «Frota Nacional de TUEs» (PDF). Relatório Anual. Consultado em 7 de fevereiro de 2018
- Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (2018). «Capital Produtivo» (PDF). Relatório Anual, páginas 20-22. Consultado em 14 de junho de 2019
- Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (2019). «Frota Operacional». Relatório Integrado da Administração, página 21. Consultado em 7 de abril de 2020
- «Entrega e Operação dos Trens» (PDF). CPTM. Consultado em 17 de fevereiro de 2018. Arquivado do original (PDF) em 2 de julho de 2018
- Relatório Integrado da Administração (PDF) (Relatório). CPTM. 2018. p. 21-22
- «Trem pega fogo em Ribeirão Pires». Folha de Ribeirão Pires. 12 de novembro de 2012. Consultado em 7 de fevereiro de 2018
- «Trem da CPTM pega fogo em Mauá». R7. 21 de janeiro de 2014. Consultado em 7 de fevereiro de 2018
- Ygor Andrade (11 de setembro de 2014). «Incêndio destrói vagão de trem em Rio Grande da Serra». Mais Notícia. Consultado em 7 de fevereiro de 2018
- Brasil Urgente (19 de fevereiro de 2015). «Trem pega fogo na estação Ribeirão Pires da CPTM». Band. Consultado em 7 de fevereiro de 2018
- «Trens da série 2100 serão utilizados como "reserva técnica" da CPTM». Rede Noticiando. 10 de julho de 2019. Consultado em 13 de julho de 2019
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- Lobo, Renato (24 de setembro de 2021). «Série 3000 da CPTM segue inoperante e sem destino». Via Trolebus. Consultado em 28 de novembro de 2021
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- Lobo, Renato (10 de julho de 2020). «Os períodos em que trens metropolitanos operaram com mais de oito carros». Via Trolebus. Consultado em 1 de agosto de 2020
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- Fernando Mellis (25 de abril de 2014). «Cinco anos após reforma que custou R$ 40 milhões, CPTM "encosta" trens por falta de peças». R7. Consultado em 13 de julho de 2014
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