Gabriel Terra
José Luis Gabriel Terra Leivas (Montevidéu, 1 de agosto de 1873 — Montevidéu, 15 de setembro de 1942) foi um advogado e político uruguaio. Exerceu a presidência do Uruguai entre 1931-1938.[1]
| José Luis Gabriel Terra Leivas | |
|---|---|
![]() Gabriel Terra | |
| 26.º Presidente do Uruguai | |
| Período | 1 de março de 1931 até 19 de junho de 1938 |
| Vice-presidente | César Charlone (1934-1938) |
| Antecessor(a) | Juan Campisteguy |
| Sucessor(a) | Alfredo Baldomir |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 1 de agosto de 1873 Montevidéu, |
| Morte | 15 de setembro de 1942 (69 anos) Montevidéu, |
| Nacionalidade | |
| Alma mater | Universidade da República |
| Cônjuge | María Marcelina Ilarraz Miranda |
| Partido | |
| Profissão | Advogado e político |
Antecedentes
Gabriel Terra nasceu em 1873, em uma família de classe alta. Formou-se na Universidade da República no Uruguai, em 1895. Posteriormente entrou para a faculdade.
Começou a carreira política sendo membro do Partido Colorado; exerceu uma ampla gama de cargos no governo de seu antecessor, José Batlle. De 1925 em diante, foi o Ministro da Indústria e do Emprego.
Seus dois sobrinhos, Horácio Terra Arocena e Juan Pablo Terra (sobrinho-neto) serviram, respectivamente, como: senador, o primeiro;[2] deputado e senador, o segundo.
Presidência
Chegou ao poder em 1931, com a escolha de sua pessoa pelo congresso, em 1930, para governar durante o período de 1931 a 1935. Mas em 31 de março de 1933, com o apoio do exército, da maioria Partido Nacional (pela liderança de Luis Alberto de Herrera) e da polícia (sob a liderança de Alfredo Baldomir, seu irmão) deu um golpe de estado. As ações decorrentes do golpe foram: Suspensão do Congresso, e dissolução do Conselho Nacional de Administração (cuja criação em 1929, foi com o objetivo de fornecer freios e contrapesos), a seguir ouve a abolição da constituição como um todo, e a fusão dos poderes da presidência e do estado. Ditadura Terra foi a nomenclatura utilizada para denominar o período iniciado pelo golpe.
Em 1934, uma nova constituição foi criada por ele, e ele mesmo foi eleito presidente e ficou no cargo até 1938.
César Charlone foi vice-presidente de Terra de 1934 a 1938.
Terra, de forma predominante, governou ditatorialmente e colocou profissionais universitários na prisão, especialmente, na Isla de Flores, onde aprisionou seus adversários políticos. Apesar disso tudo, continuou as reformas socialistas iniciadas por seu antecessor, Juan Campisteguy. Suprimiu de forma brutal, uma revolta contra ele em 1935. Após 1933, Terra tornou-se mais revelador no âmbito político, dentro de seu Partido Colorado. Seu principal adversário político foi Dr. Luis Alberto de Herrera (para muitos considerado colega de Terra no âmbito pessoal), do Partido Nacional.
Houve o rompimento com a União Soviética e a República Espanhola, ao mesmo tempo que conheceu Roosevelt e o Governo Britânico, endividando-se com eles. Tempos depois, tornou-se amigo íntimo de Hitler e Mussolini. Os dois emprestaram-lhe dinheiro sem retorno para que construísse "Ricón del Bonete" barragem hidroelétrica, e a "Power Plant".[3]
| Precedido por Juan Campisteguy |
Presidente do Uruguai 1931 - 1938 |
Sucedido por Alfredo Baldomir |
Ver também
Ligações externas
- Biografía de Gabriel Terra
- Uruguay The Terra Era, 1931-38, página en inglés
- "Uruguay en la era del fascismo", por Alfredo Alpini
Referências
- «Biografia de Gabriel Terra». www.biografiasyvidas.com. Consultado em 29 de julho de 2021
- feyrazon.ipower.com
- «Uruguay The Terra Era, 1931-38 - Flags, Maps, Economy, Geography, Climate, Natural Resources, Current Issues, International Agreements, Population, Social Statistics, Political System». www.workmall.com. Consultado em 29 de julho de 2021
