Jardim Cardoso
O Jardim Cardoso é um bairro da cidade de São Paulo, capital do estado brasileiro homônimo. Administrativamente, pertence à subprefeitura da Penha, e situa-se no distrito de Artur Alvim, na região Leste 1.[1]
Localizado no Distrito de Artur Alvim, região da Prefeitura Regional da Penha, na Cidade de São Paulo, o Jardim Cardoso tem sua origem ligada a uma parcela de terras que compunha um antigo sítio denominado “Nhocuné” ou “Tapera da finada Ignêz” que, desde sua formação em meados do século XIX, teve diversos proprietários. Em vários documentos, aparece como terras fronteiriças aos sítios “dos Morenos”; “Caçapava” e “do Páteo”, que hoje compõem o território dos conjuntos habitacionais: Padres José de Anchieta, Manoel de Paiva e Manoel da Nóbrega.
Ao longo dos anos, a região pertenceu a Miguel Jacob; Christalino Luiz da Silva; Rachid Milan; Nadime Miguel Ackel; Achilles Gozzolli e outros; sendo que, em 1927, parte dela foi entregue por Achilles Gozzolli à José Joaquim Cadoso de Mello Junior e José Joaquim Cardoso de Mello Neto, como forma de pagamento por serviços advocatícios prestados durante processo judicial para estabelecer delimitação de sua propriedade. A denominação do bairro é uma referência direta ao sobrenome de seus loteadores.
O Jardim Cardoso está situado em uma região de planalto acidentado, composto por “barrocas”, onde se localizam as nascentes do antigo córrego Nhocuné que deságua no ribeirão Gamelinha. Seu loteamento ocorreu por volta e a partir de 1946, juntamente com o loteamento de vila Nhocuné, última porção de terras que faz referência ao antigo sítio. Sua população é formada por aproximados cinco mil habitantes, em sua maioria jovem com baixo grau de escolaridade e profissionalização, que se deslocam a outras regiões da cidade para exercerem as mais diversas atividades profissionais. Contando com apenas uma Escola Estadual de Ensino Fundamental, o bairro não dispõe de equipamentos de esportes, cultura ou lazer.
Fontes:
BATALHAFAM, José Carlos Silva. Vila Nhocuné: Memórias da Tapera da Finada Ignêz & Outras memórias, São Paulo, RG Editores, 2011.[2]
DOSP- Diário Oficial do Estado de São Paulo, edição de 23 de setembro de 1927, página: 7064.
DOSP- Diário Oficial do Estado de São Paulo, edição de 08 de julho de 1931, página: 22.
DOSP- Diário Oficial do Estado de São Paulo, edição de 27 de fevereiro de 1940, página: 33.
Referências
- «Pesquise seu distrito». Prefeitura de São Paulo. 26 de setembro de 2005. Consultado em 5 de outubro de 2009. Arquivado do original em 12 de dezembro de 2009
- BATALHAFAM, José Carlos Silva (2011). Vila Nhocuné: Memórias da Tapera da Finada Ignêz & Outras Memórias. São Paulo: RG Editores. 160 páginas