Judith Butler
Judith Butler (Cleveland, 24 de fevereiro de 1956) é uma filósofa pós-estruturalista estadunidense, uma das principais teóricas contemporâneas do feminismo e teoria queer. Ela também escreve sobre filosofia política e ética. Atualmente, ocupa o cargo de professora do departamento de retórica e literatura comparada da Universidade da Califórnia em Berkeley.[1] Desde 2006, Butler também ocupa o posto honorificamente intitulado "Hannah Arendt" na European Graduate School.
| Judith Butler | |
|---|---|
![]() Judith Butler | |
| Nascimento | 24 de fevereiro de 1956 (66 anos) Cleveland, Ohio |
| Nacionalidade | Estados Unidos |
| Cidadania | Estados Unidos |
| Alma mater | |
| Ocupação | filósofa |
| Prêmios |
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| Empregador | Universidade Wesleyan, Universidade da Califórnia em Berkeley, European Graduate School |
| Obras destacadas | Vulnerability in Resistance, Torture and the Ethics of Phiolosophy |
| Movimento estético | pós-estruturalismo |
| Ideologia política | antissionismo |
Carreira
Butler obteve seu Ph.D. em filosofia na Yale University em 1984, e sua dissertação foi publicada como Subjects of Desire: Hegelian Reflections in Twentieth-Century France. Em fins da década de 1980, entre diversas designações de ensino e pesquisa (tais como no Centro de Humanidades na Johns Hopkins University), ela envolveu-se nos esforços de crítica ao estruturalismo presente na teoria feminista ocidental (Claude Lévi-Strauss), questionando os "termos pressuposicionais" do feminismo vigentes.
Judith Butler assume também genealogicamente os preceitos de autores/as que trabalham com o giro linguístico, tanto da escola inglesa (Austin, Searle) quanto da francesa (Derrida, Deleuze), e adota algumas posturas da fenomenologia existencialista de Sartre e Merleau-Ponty. Butler aponta a falsa estabilidade da categoria mulher e propõe buscar um modo de interrogação da constituição do sujeito que não requeira uma identificação normativa com o 'sexo' binário.[2]
Seus trabalhos mais recentes focam a filosofia judaica, centrando-se em particular nas "críticas pré-sionistas da violência estatal".[3][4]
Resumo das principais obras
Os atos performativos e a constituição do gênero (1988)
No ensaio "Os atos performativos e a constituição do gênero", Judith Butler propõe que gênero é performativo. Com base na fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty e no feminismo de Simone de Beauvoir, ela observa que ambos fundamentam suas teorias na "experiência vivida" e veem o corpo sexual como uma ideia ou situação histórica. Butler distingue sexo (uma "facticidade biológica") e gênero (a "interpretação ou significação cultural daquela facticidade)".[5]
Butler argumenta que o conceito de gênero é melhor entendido como performativo, o que presume a existência de uma plateia social. Também defende que as performances femininas são forçadas e reforçadas por práticas sociais históricas.
Para Butler, o "script" da performance de gênero é transmitido sem esforço de geração em geração na forma de "significados" socialmente estabelecidos: Butler afirma que o "gênero não é uma escolha radical ... [nem é] imposto ou inscrito no indivíduo". Dada a natureza social do ser humano, a maioria das ações é testemunhada, reproduzida e internalizada e, assim, assume uma qualidade performativa ou teatral. De acordo com a teoria de Butler, gênero é essencialmente uma repetição performativa de atos associados ao homem ou à mulher.[6] Atualmente, as ações apropriadas para homens e mulheres têm sido transmitidas para produzir uma determinada atmosfera social que mantém e legitima um binário de gênero aparentemente natural. Butler aceita o conceito de corpo como uma ideia histórica, e sugere que o conceito de gênero deve ser visto como natural ou inato porque o corpo "torna-se seu gênero através de uma série de atos que são renovados, revisados e consolidados ao longo do tempo".[7]
Butler argumenta que a própria performance do gênero cria o gênero. Além disso, ela compara a performatividade de gênero à performance teatral, notando várias semelhanças entre ambas, incluindo a ideia de cada indivíduo funcionando como um ator de seu gênero. No entanto, Butler também traz à luz uma diferença crítica entre a performance de gênero na realidade e as performances teatrais. Ela explica que o teatro é muito menos ameaçador e não produz o mesmo medo que as performances de gênero muitas vezes produzem, devido ao fato de que há uma distinção clara entre realidade e irrealidade dentro do teatro.[8]
Butler usa a noção proposta por Sigmund Freud sobre como a identidade de uma pessoa é modelada em termos do que é considerado normal. Butler modifica a aplicabilidade deste conceito, originalmente restrito ao lesbianismo (Freud afirmava que as lésbicas modelam seus comportamentos com base nos comportamentos de homens, que são o "normal" ou "ideal" percebido). Butler, em vez disso, diz que todo gênero funciona daquela forma de performatividade e representação de uma noção internalizada de normas de gênero.
Problemas de gênero (1990)
O livro "Problemas de gênero: feminismo e subversão de identidade" foi publicado pela primeira vez em 1990 e vendeu mais de 100 000 cópias internacionalmente. O título do livro faz alusão ao filme Problemas Femininos (1974) de John Waters, estrelado pela drag queen Divine. O livro discute as obras de Sigmund Freud, Simone de Beauvoir, Julia Kristeva, Jacques Lacan, Luce Irigaray, Monique Wittig, Jacques Derrida e Michel Foucault.
O ponto crucial levantado por Butler é que a coerência das categorias de sexo, gênero e sexualidade (por exemplo: a aparência de coerência natural do gênero masculino e do desejo heterossexual em corpos masculinos) é culturalmente construída através da repetição de atos "estilizados". Apesar de atos corporais estilizados reiterados criarem a aparência de um gênero ontológico "central" (ou essencial), Butler entende o gênero, junto com o sexo e a sexualidade, como performativo. Butler contesta explicitamente os entendimentos biológicos sobre binarismo sexual. A performance de gênero não é voluntária, na opinião de Butler, e ela acredita que o sujeito de um certo gênero, sexo e atração deve ser construído dentro do que ela chama, tomando emprestado o termo de Vigiar e Punir de Foucault, "discursos reguladores". Estes, também chamados de "estruturas de inteligibilidade" ou "regimes disciplinares", determinam previamente quais possibilidades de sexo, gênero e sexualidade são socialmente permitidas para parecerem coerentes ou "naturais". O discurso regulador inclui técnicas disciplinares que coagem as ações estilizadas e, assim, manter a aparência de gênero, sexo e sexualidade "essenciais".[9]
Corpos que importam: os limites discursivos do "sexo" (1993)
Este livro busca esclarecer interpretações e interpretações equivocadas acerca da performatividade, especialmente aquelas que vêem a encenação de sexo/gênero como uma escolha diária. Butler enfatiza o papel da repetição na performatividade, valendo-se da teoria da "iterabilidade" de Derrida, que é uma forma de "citacionalidade":
A performatividade não pode ser entendida fora de um processo de iterabilidade, repetições regularizadas e restritas de normas. E essa repetição não é realizada por um sujeito; essa repetição é o que capacita um sujeito e constitui a condição temporal para o sujeito. Essa iterabilidade implica que a 'performance' não é um 'ato' ou evento singular, mas uma produção ritualizada, um ritual reiterado sob e por meio de constrangimento, sob e por meio da força da proibição e do tabu, com a ameaça de ostracismo e até mesmo morte controlando e compelindo a forma da produção, mas não, vou insistir, determinando-a totalmente com antecedência.— Butler
Visões Políticas e Controvérsias
Butler descreve a si mesma como sendo anti-capitalista, feminista e antissionista, sendo considerada como estando inserida no quadro político da extrema-esquerda. Ao longo dos anos, Butler tem sido particularmente ativa no ativismo dos direitos queers, movimentos feministas e movimentos anti-guerra.[10] Butler participou ativamente do movimento anti-capitalista Occupy Wall Street e expressou publicamente seu apoio a campanha global de Boicote, Desinvestimento e Sanções contra o Estado de Israel e seu apoio a Causa Palestina.[11]
Em 2010, Butler recusou o Prêmio de Coragem Civil (Zivilcouragepreis) do desfile do Christopher Street Day (CSD), um desfile LGBT em Berlim, na Alemanha. Ela criticou o comercialismo do evento e justificou sua recusa citando comentários nas quais ela considerou como sendo islamofóbicos e anti-muçulmanos por parte dos organizadores do evento, que haviam tecido críticas a homofobia no Islamismo e dos refugiados muçulmanos na Alemanha.
Prêmio Adorno de 2012
Quando Butler recebeu o Prêmio Adorno de 2012, o comitê da premiação foi atacado pelo Embaixador de Israel na Alemanha, Yakov Hadas-Handelsman e pelo principal grupo representante de judeus na Alemanha, o Conselho Central de Judeus Alemães, o conselho afirmou que "Recompensar uma odiadora confessa de Israel com um prêmio com o nome de um filósofo que foi forçado a emigrar por ser "meio judeu" não pode ser simplesmente considerado um erro" e concluiu afirmando que "Somente um conselho de curadores sem a força moral necessária para com seus deveres poderia separar a contribuição de Butler para a filosofia de sua depravação moral".[12]
Stephan Kramer, o secretário-geral do Conselho Central, chamou de "ultrajante" a escolha de Butler, afirmando que ela apoia boicotes contra Israel, mas considera o Hamas e o Hezbollah movimentos sociais legítimos.[13]
Butler catalogou os ataques como sendo tentativas de intimidação e acusou os seus críticos de "Tentarem calar e intimidar todos os que são críticos contra Israel e suas políticas", falando que "Flagrantemente falso e absurdo argumentar que aqueles que criticam o Estado de Israel é anti-semita e caso o crítico seja um judeu, ele é um judeu odeia a si mesmo".[13]
Hamas e Hezbollah
Butler foi muito criticada por comentários que foram considerados como sendo simpáticos ao Hamas e ao Hezbollah. Em uma palestra na Universidade da Califórnia sobre a guerra entre Israel e o Hezbollah, Butler descreveu o Hamas e Hezbollah como sendo "Movimentos sociais progressistas, de esquerda, que pertencem à esquerda global" e afirmou que é "Extremamente importante que esses grupos sejam incluídos na conversa de esquerda". Na mesma palestra, Butler apoiou boicotes e sanções contra Israel, criticou o lobby judaico em Israel e a investida dos EUA nas guerras no Oriente Médio e o apoio do mesmo ao Estado de Israel.[14]
Após ser duramente criticada por vários grupos e entidades judaicas em todo o mundo, Butler se defendeu falando que seus comentários foram tirados de contexto e afirmou que:
Há alguns anos, um membro de um público acadêmico me perguntou se eu achava que o Hamas e o Hezbollah pertenciam à "esquerda global" e respondi com dois pontos. Meu primeiro ponto foi meramente descritivo: essas organizações políticas se definem como sendo antiimperialistas, progressistas e de esquerda, sendo essas características da esquerda global, portanto, com base nisso, pode-se descrevê-las como parte da esquerda global. Meu segundo ponto foi crítico: como acontece com qualquer grupo da esquerda, é preciso decidir se é a favor ou contra aquele grupo, e é preciso avaliar criticamente sua posição.[15]
Mesmo não repudiando abertamente ambos os grupos, ela se declarou uma notória defensora da não-violência e afirmou que não endossa de modo algum a violência estatal.
Caso de assédio sexual de Avital Ronell
Em setembro de 2017, o estudante, Nimrod Reitman, apresentou uma denuncia a reitoria da Universidade de Nova York, acusando a filosofa Avital Ronell de assédio sexual, agressão sexual, perseguição, e retaliação durante o período de três anos como sua conselheira. Em maio de 2018, após uma longa investigação, a universidade considerou Ronell responsável por assédio sexual e a suspendeu pelo ano letivo de 2018-19, mas ela não foi suspensa do quadro de funcionários, o que fez com o estudante entrasse em um processo contra Ronell e contra a Universidade, alegando assédio sexual, agressão sexual e perseguição.[16]
Em 2018, uma carta escrita para a NYU em defesa de Reitman, assinada por figuras importantes nas áreas do feminismo, filosofia, literatura e história, liderados por Judith Butler e contando com nomes como Slavoj Žižek , Joan Scott e Jean-Luc Nancy acabou vazando.[17] A carta foi duramente criticada e seus assinantes foram alvo de um forte escrutínio, por afirmarem que Reitman deveria ser perdoada justificando isso com base na sua importância e por suas contribuições acadêmicas e por colocar em duvida a denuncia do estudante, afirmando que ele estava fazendo uma "Campanha maliciosa" contra Reitman.[17]
O Movimento MeToo ficou sob intenso escrutínio midiático enquanto proeminentes estudiosas feministas e ativistas do movimento, como a própria Butler, continuaram a apoiar Ronell, apesar das acusações de má conduta sexual. O jornal New York Times acusou o movimento e a própria Butler de relativismo e hipocrisia.[16]
Após a intensa repercussão negativa, Butler se desculpou e afirmou lamentar algumas palavras na carta.[18]
Recepção
O trabalho de Butler tem influenciado as teorias feminista e queer, os estudos culturais e a filosofia continental.[19] No entanto, sua contribuição para uma série de outras disciplinas - como psicanálise, literatura, cinema e estudos da performance, bem como artes visuais - também foi significativa.[20] Sua teoria da performatividade de gênero, bem como sua concepção do "criticamente queer", não apenas transformaram os entendimentos de gênero e identidade queer no mundo acadêmico, mas também moldaram e mobilizaram vários tipos de ativismo político, particularmente o ativismo queer em todo o mundo.[19][21][22][23] O trabalho de Butler também entrou em debates contemporâneos sobre o ensino de gênero, homoparentalidade e despatologização de pessoas transgênero.[24] Antes da eleição para o papado, o Papa Bento XVI escreveu várias páginas desafiando os argumentos de Butler sobre o gênero.[25] Em vários países, Butler tornou-se o símbolo da destruição de papéis tradicionais de gênero para movimentos reacionários. Este foi particularmente o caso na França durante os protestos contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Bruno Perreau, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, mostrou que Butler foi literalmente retratada como um "anticristo", tanto por causa de seu gênero e sua identidade judaica, como pelo medo de políticas minoritárias e estudos críticos sendo expressos através de fantasias de um corpo corrompido.[26]
Alguns acadêmicos e ativistas políticos sustentam que o afastamento radical de Butler da dicotomia entre sexo e gênero e sua concepção não essencialista de gênero - junto com sua insistência de que o poder ajuda a formar o assunto - revolucionaram a praxis o pensamento e os estudos feminista e queer.[27] Darin Barney, da Universidade McGill, escreve que:
O trabalho de Butler sobre gênero, sexo, sexualidade, queer, feminismo, corpos, discurso político e ética mudou a forma como estudiosos de todo o mundo pensam, falam e escrevem sobre identidade, subjetividade, poder e política. Também mudou a vida de inúmeras pessoas cujos corpos, gêneros, sexualidades e desejos os tornaram sujeitos a violência, exclusão e opressão.[28]
Outros estudiosos foram mais críticos. Em 1998, a revista Philosophy and Literature, do filósofo estadunidense Denis Dutton, premiou Butler em sua quarta "Bad Writing Competition", que se propôs a "celebrar a má escrita das passagens mais lamentáveis e estilísticas encontradas em livros e artigos acadêmicos".[29] A passagem escrita por Butler, publicada em uma edição de 1997 da revista acadêmica Diacritics, foi assim:
A passagem de um relato estruturalista no qual o capital é entendido para estruturar as relações sociais de maneira relativamente homóloga para uma visão de hegemonia em que as relações de poder estão sujeitas à repetição, convergência e rearticulação trouxe a questão da temporalidade para o pensamento da estrutura e marcou uma mudança na forma de teoria althusseriana que toma as totalidades estruturais como objetos teóricos para uma na qual os insights sobre a possibilidade contingente de estrutura inauguram uma concepção renovada de hegemonia como estando ligada aos locais e estratégias contingentes da rearticulação do poder.[29]
Alguns críticos acusaram Butler de elitismo devido ao seu estilo de prosa difícil, enquanto outros afirmam que ela reduz o gênero ao "discurso" ou promove uma forma de voluntarismo de gênero. A filósofa Susan Bordo, por exemplo, argumentou que Butler reduz o gênero à linguagem e sustentou que o corpo é uma parte importante do gênero, em oposição à concepção de gênero de Butler como performance.[30] Uma crítica particularmente vocal foi feita pela feminista liberal Martha Nussbaum, que argumentou que Butler interpreta erroneamente a ideia de enunciação performativa de J. L. Austin, sendo que faz alegações legais errôneas, impede um local essencial de resistência ao repudiar a agência pré-cultural e não fornece uma teoria ética normativa para dirigir os desempenhos subversivos que Butler endossa.[31] Por fim, Nancy Fraser sugeriu que o foco de Butler na performatividade a distancia das "maneiras cotidianas de falar e pensar sobre nós mesmos. ... Por que devemos usar uma linguagem de auto-distanciamento?"[32]
Butler respondeu às críticas de sua prosa no prefácio de seu livro de 1999, Gender Trouble.[33]
Mais recentemente, vários críticos - mais proeminentemente, Viviane Namaste[34] - criticaram Undoing Gender, de Judith Butler, por enfatizar os aspectos intersecionais da violência baseada no gênero. Por exemplo, Timothy Laurie observa que o uso de frases de Butler como "política de gênero" e "violência de gênero" em relação a agressões a indivíduos transgêneros nos Estados Unidos pode "limpar uma paisagem repleta de relações de classe e trabalho, estratificação urbana racializada e complexas interações entre identidade sexual, práticas sexuais e trabalho sexual", e produzir, em vez disso, uma superfície limpa na qual se imagina que as lutas pelo 'humano' se desenrolem".[35]
A feminista alemã Alice Schwarzer fala que os "jogos intelectuais radicais" de Butler não mudariam como a sociedade classifica e trata uma mulher; assim, eliminando a identidade feminina e masculina, Butler teria abolido o discurso sobre o sexismo na comunidade queer. Schwarzer também acusa Butler de permanecer em silêncio sobre a opressão de mulheres e homossexuais no mundo islâmico, enquanto exerce prontamente seu direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos; em vez disso, Butler defenderia radicalmente o Islã, inclusive o islamismo político, de críticas.[36]
Obras
- 1987: Subjects of desire: Hegelian reflections in twentieth-century France. Nova Iorque: Columbia University Press, 1999;
- 1988: Os atos performativos e a constituição do gênero: um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista
- 1990: Gender trouble: Feminism and the subversion of identity. Nova Iorque: Routledge, 2006. [ed. brasileira: Problemas de gênero: Feminismo e subersão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003];
- 1993: Bodies that matter: On the discursive limits of "sex". Nova Iorque: Routledge, 1993. [ed. brasileira: Corpos que importam: Os limites discursivos do "sexo". Tradução de Verônica Daminelli e Daniel Yago Françoli. São Paulo: N-1 Edições e Crocodilo, 2019];
- 1995: Feminist contentions: a philosophical exchange. Com Benhabib, Seyla; Fraser, Nancy; Cornell, Drucilla. Nova Iorque: Routledge, 1995. [ed. brasileira: Debates feministas: Um intercâmbio filosófico. Tradução de Fernanda Veríssimo. São Paulo: Editora Unesp, 2018];
- 1997: Excitable speech: A politics of the performative. Nova Iorque: Routledge, 1997.
- 1997: The psychic life of power: theories in subjection. Stanford: Stanford University Press, 1997. [ed. brasileira: A vida psíquica do poder: Teorias da sujeição. Tradução de Rogério Bettoni. Belo Horizonte: Autêntica, 2017];
- 2000: Antigone's claim kinship between life and death. Nova Iorque: Columbia University Press, 2000. [ed. brasileira: O clamor de Antígona: Parentesco entre a vida e a morte. Tradução de André Cechinel. Florianópolis: Editora da UFSC, 2014];
- 2000: Contingency, hegemony, universality: Contemporary dialogues on the left. Com Laclau, Ernesto; Žižek, Slavoj. Londres: Verso, 2000;
- 2003: Women & social transformation. Com Beck-Gernsheim, Elisabeth; Puigvert, Lídia. Nova Iorque: P. Lang, 2003;
- 2004: Precarious life: The powers of mourning and violence. Londres: Verso, 2004. [ed. brasileira: Vida precária: Os poderes do luto e da violência. Tradução de Andreas Lieber. Belo Horizonte: Autêntica, 2019];
- 2004: Undoing gender. Nova Iorque: Routledge, 2004;
- 2005: Giving an account of oneself. Nova Iorque: Fordham University Press, 2005. [ed. brasileira: Relatar a si mesmo: Crítica da violência ética. Tradução de Rogério Bettoni. Belo Horizonte: Autêntica, 2015];
- 2007: Who sings the nation-state?: Language, politics, belonging. Com Spivak, Gayatri. Nova Iorque: Seagull Books, 2007. [ed. brasileira: Quem canta o Estado-Nação?: Língua, política, pertencimento. Tradução de Vanderlei J. Zacchi e Sandra Goulart Almeida. Brasília: Editora UnB, 2018];
- 2009: Is critique secular?: Blasphemy, injury, and free speech. Com Asad, Talal; Brown, Wendy; Mahmood, Saba. Berkeley: University of California Press, 2009.
- 2009: Frames of war: When is life grievable?. Londres: Verso, 2009. [ed. brasileira: Quadro de guerra: Quando a vida é passível de luto?. Tradução de Sérgio Lamarão e Arnaldo Marques da Cunha. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015];
- 2011: The power of religion in the public sphere. Com Habermas, Jürgen; Taylor, Charles; West, Cornel. Nova Iorque: Columbia University Press, 2011;
- 2011: The question of gender Joan W. Scott's critical feminism. Com Weed, Elizabeth. Bloomington: Indiana University Press, 2011;
- 2012: Parting ways: Jewishness and the critique of Zionism. Nova Iorque: Columbia University Press, 2012. [ed. brasileira: Caminhos divergentes: Judaicidade e crítica do sionismo. Tradução de Rogério Bettoni. São Paulo: Boitempo Editorial, 2017];
- 2013: Dispossession: The performative in the political. Com Athanasiou, Athena. Cambridge: Polity Press, 2013;
- 2015: Senses of the subject. Nova Iorque: Fodham University Press, 2015;
- 2015: Notes toward a performative theory of assembly. Cambridge: Harvard University Press, 2015. [ed. brasileira: Corpos em aliança e a política das ruas: Notas para uma teoria performativa de assembleia. Tradução de Fernanda Siqueira Miguens. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018].
- 2019: The gender of violence. New York: Penguin Random House. ISBN 9786356421531.
- 2020: The force of nonviolence. New York: Penguin Random House. ISBN 9781788732765.
Prêmios e distinções selecionados
- 1999: Guggenheim Fellowship;
- 2004: Brudner Prize, em Yale;
- 2007: Eleita membro da American Philosophical Society;
- 2012: Theodor W. Adorno Award;
- 2013: Doutoramento honoris causa, McGill University;
- 2013: Doutoramento honoris causa, University of St. Andrews;
- 2014: Doutoramento honoris causa, University of Fribourg;
- 2018: Doutoramento honoris causa, University of Belgrade;
- 2018: Doutoramento honoris causa, Universidad de Guadalajara.
Ver também
Referências
- «Judith Butler. Biografia de Judith Butler no European Graduate School». Egs.edu
- Gallina, Justina Franchi (2006). «Pós-feminismo através de Judith Butler». Revista Estudos Feministas. 14 (2): 556–558. ISSN 0104-026X. doi:10.1590/S0104-026X2006000200018
- «Biografia de Judith Butler no Departamento de Retórica, Universidade de Berkeley». Rhetoric.berkeley.edu
- Butler, Judith. "The Charge of Anti-Semitism: Jews, Israel, and the Risks of Public Critique. Wrestling with Zionism: Progressive Jewish-American Responses to the Israeli-Palestinian Conflict. Ed. Tony Kushner e Alisa Solonmon. Nova York: Grove, 2003. pp. 249-265
- Os atos performativos e a constituição do gênero(páginas 3, 4 e 5)
- Os atos performativos e a constituição do gênero(páginas 5 e 11)
- Os atos performativos e a constituição do gênero(página 7)
- Os atos performativos e a constituição do gênero(páginas 11 e 12)
- Gender Trouble, Judith Butler
- «Judith Butler : McGill Reporter». web.archive.org. 25 de setembro de 2015. Consultado em 17 de julho de 2021
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Ligações externas
- «Judith Butler» (em inglês). @ European Graduate School. Biografia, bibliografia, artigos, fotos e vídeos
- Gallina, Justina Franchi. Pós-feminismo através de Judith Butler. "Revista Estudos Feministas", Florianópolis, v. 14, n. 2, maio/setembro de 2006. Disponível em: Scielo. Acessado em 30 de março de 2008. DOI: 10.1590/S0104-026X2006000200018
- Prins, Baukje; Meyjer, Irene Costera. Como os corpos se tornam matéria: entrevista com Judith Butler. "Revista Estudos Feministas", Florianópolis, v. 10, n. 1, Janeiro de 2002. Disponível em: Scielo. Acessado em 30 de março de 2008. DOI: 10.1590/S0104-026X2002000100009
- «Judith Butler sobre a guerra israelense no Líbano em 2006» (em inglês). Video
- «Sobre Anarquismo: uma entrevista com Judith Butler.». Entrevista

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