Landim
Landim é uma freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Famalicão, com 4,55 km² de área e 2833 habitantes (censo de 2021)[1]. A sua densidade populacional é de 622,7 hab/km².
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| Freguesia | ||||
![]() Capela de São Brás | ||||
| Gentílico | landinense | |||
| Localização | ||||
![]() Landim |
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| Coordenadas | ||||
| Município | ||||
| Administração | ||||
| Tipo | Junta de freguesia | |||
| Características geográficas | ||||
| Área total | 4,55 km² | |||
| População total (2021) | 2 833 hab. | |||
| Densidade | 622,6 hab./km² | |||
| Código postal | 4770 | |||
| Outras informações | ||||
| Orago | Santa Maria (Nossa Senhora da Assunção) | |||
Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. Era constituído pelas freguesias de Areias, Lama, Palmeira de Landim, Sequeiró, Ávidos, Bente, Landim (Santa Marinha) e São Miguel de Seide. Tinha, em 1801, 2 944 habitantes.
Tradições
Na freguesia, a expressividade cultural e religiosa da população manifesta-se através da solenização das festa em honra de: Nossa Senhora da Assunção: festa em honra da padroeira de Landim, comemora-se anualmente e tradicionalmente a 15 de Agosto; Senhora das Candeias - esta festa tem lugar a 2 de Fevereiro; São Brás - realiza-se a romaria em louvor a este santo em 3 de Fevereiro; São João - realiza-se de 20 a 24 de Junho; Santa Marinha - realiza-se a 18 de Julho; Procissão dos Passos - a legendária festa que se realiza no quarto domingo da Quaresma, de dois em dois anos; Carnaval (cortejo carnavalesco).
História
A história da freguesia de Santa Maria de Landim confunde-se com a do seu Mosteiro, visto que ela nasce para a história graças à fundação do Mosteiro, em 1096, por D. Rodrigo de Forjaz Trastamara, filho do Conde de Trastamara, nobre francês que atraído para a Península pelas guerras de Afonso VI, rei de Leão, contra os mouros. Fundado em finais do século XI, o convento foi entregue aos Frades Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, que viu aumentar o seu património, quando D. Gonçalo Gonçalves e D. Rodrigo Gonçalves Pereira (filhos do Conde D. Gonçalo Rodrigues) lhe doaram o rico e extenso Couto de Palmeira, com sede no lugar de Santa Eulália. É certo que, existe uma confusão histórica na atribuição primaz quanto à fundação Couto, direitos e privilégios entre o de Landim e Palmeira. No entanto, a maioria dos estudiosos defende a integração deste naquele, porque o de Landim se firmou, prevalecendo e dominando o de Palmeira. Ao longo dos séculos o mosteiro recebeu grandes privilégios por parte dos poderes religiosos e da própria monarquia, que o isentou de submissão e lhe garantiu grandes rendimentos pelo contributo de numerosos casais existentes no perímetro do Couto que chegava à jurisdição de Barcelos. O Couto teve igualmente o título de Condado, desde o reinado de D. Afonso IV, privilégio que D. João I conservou, atribuindo-lhe ainda jurisdição civil, por carta de doação feita em Lisboa, a 19 de Setembro de 1410. Aquando da morte do último prior do mosteiro, D. Frei António da Silva, em 1560, o convento passou para a Comenda do Cardeal Alexandre Farnegia, por concessão do Papa Pio IV. D. Frei Filipe, procurador-geral dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no entanto, encontrando-se nessa altura em Roma, conseguiu que o referido Cardeal desistisse da posse da Comenda. Em 1562, o Mosteiro foi unido ao de Santa Cruz de Coimbra, da mesma ordem. Em 1770, porém, o Convento foi extinto e vendido a particulares, com autorização do Papa Clemente XIV. Em 1790, o Couto (então, instituição em decadência) foi transformado em Concelho, que se manteve até 1836, ano da grande reorganização administrativa encetada por D. Maria II. Apesar de a fundação do Mosteiro ter ocorrido no século XI, a sua Igreja é da segunda metade do século XII. Em Março de 1996, a Igreja e a Casa do Mosteiro foram considerados por decreto Imóvel de Interesse Público. O conjunto de três capelas de São Brás - Senhor das Santas Chagas e Senhor dos Paços, em pedra; da Senhora do Carmo, com fachada Barroca; e a de Santa Marinha, construída há mais de quatrocentos anos, completam o rico património religioso da freguesia. Em termos arquitectónicos, Landim possui algumas belas casas senhoriais. O Solar do Souto, com um espigueiro datado do início do século, em madeira de castanho, tem o seu tecto revestido a telha francesa. Na Casa Agrícola deste Solar, podemos ainda encontrar uma pia do século XVIII. O Solar da Basta é uma casa de pedra muito antiga, com as portas bastante trabalhadas, talvez por entalhadores de Landim.
População
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Património
- Igreja de Landim
- Quinta do mosteiro de Landim
- Mosteiro de Landim (Site do Mosteiro)
Referências
- INE. «Censos 2021 - resultados preliminares». Consultado em 29 de julho de 2021
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