Leopard
O Leopard 1 é um carro de combate projetado e produzido na Alemanha. Entrou em serviço em 1965. Possui um projeto tradicional e é conhecido por sua velocidade fora de estrada. Está armado com o canhão 105 mm L7 da Royal Ordnance, o mesmo empregado no Tamoyo III e do M60.
| Leopard I | |
|---|---|
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| Tipo | Carro de Combate Principal |
| Local de origem | |
| História operacional | |
| Utilizadores | Ver texto |
| Histórico de produção | |
| Data de criação | 1956 |
| Fabricante | Porsche, Rheinmetall e Borgward |
| Período de produção |
1964-presente |
| Variantes | Leopard 1A1 Leopard 1A2 Leopard 1A3 Leopard 1A4 Leopard 1A5 |
| Especificações | |
| Peso | 40.2 t |
| Comprimento | 8.3 m |
| Comprimento do cano da lâmina |
5.46 m |
| Largura | 3.37 m |
| Altura | 2.70 m |
| Tripulação | 4(Comandante; motorista; atirador; auxiliar do atirador) |
| Calibre | 105mm |
| Blindagem do veículo | De aço: 70 mm (máximo); 10 mm (mínimo) |
| Armamento primário |
1 x 105mm de 55 munições |
| Armamento secundário |
2 x 7.62 mm MG-3(Co-axial e uma acima da torre)
5.500 munições |
| Motor | MTU MB 838 CaM 500, 10-cilindros motor multi-fuel 830hp (620 kW) a 2200 RPM |
| Peso/potência | 19,7 hp/tonelada |
| Capacidade de combustível | 37.4 l |
| Alcance operacional (veículo) |
600 km na estrada
450 km em terra |
| Velocidade | 65 km/h estrada e 30 km/h terra |

Cerca de 6.485 veículos foram construídos, com 4.744 sendo carros de combate e 1.741 outros para diversas funções, como o Gepard, antiaéreo.
Desde 1990, o Leopard 1 vem gradualmente sendo relegado a funções secundárias na maioria dos exércitos, com exceção dos exército Canadense e exército australiano, que pretendem substituí-lo.
Leopard 1
O projeto do Leopard começou em novembro de 1956 para substituir os carros de combate M47 e M48 em uso no Exército da Alemanha Ocidental. O veículo deveria ser leve, resistir a tiros rápidos de 20mm de qualquer lado e ter proteção NBC (nuclear, biológica e química). A mobilidade teve prioridade em relação ao poder de fogo e à blindagem, considerando-se as modernas armas antitanque. Por exemplo, é sabido[1] que a blindagem dos Leopard 1A3-1A5 é STANAG nível 2.[2]
As primeiras entregas ocorreram em 1965 e diversos países europeus adquiriram o veículo. Por restrições impostas pela política de venda de armas da Alemanha, exportações para Grécia, Espanha e Chile[3] foram vetadas, pois nesta época, tais países estavam sob regimes totalitários. Estes países acabaram por adquirir o AMX 30.
Leopard 1A1
Depois da entrega do primeiro lote, os três seguintes já foram do modelo Leopard 1A1. Esta versão inclui um novo sistema de estabilização do canhão, que efetivamente permite o tiro em movimento. O Leopard 1A1 também possui uma proteção ao longo das laterais para proteger a parte superior das lagartas.
Entre 1974 e 1977, todos os veículos foram atualizados para a versão 1A1A1 com blindagem adicional na torre. Em 1980, foram atualizados com o intensificador de imagens noturnas PZB 200, surgindo a versão 1A1A2. Uma alteração no sistema de rádio originou a 1A1A3.
Leopard 1A2
A versão seguinte do Leopard foi a 1A2, fabricada entre 1972 e 1974. Essa versão possuía uma torre mais pesada e melhor blindada. Recebeu como atualização o intensificador de imagens noturnas PZB 200, versão 1A2A1, e rádios digitais, versão 1A2A2. O Leopard 1A2A3 tem ambas as atualizações.
Leopard 1A3
A versão 1A3 teve a suspensão reforçada e uma proteção melhor para a sua nova torre com melhor blindagem. Recebeu as mesmas atualizações da versão 1A2: intensificador de imagens, 1A3A1; rádios digitais, versão 1A2A2; e ambas, 1A2A3.
Leopard 1A4
O versão 1A4 foi a última a ser produzida. É similar à versão A3, porém com um sistema integrado de controle de tiro.
Leopard 1A5
A partir de 1983, foram incorporados sistemas derivados daqueles desenvolvidos para o Leopard II, como o sistema de controle de tiro EMES-18 com telêmetro laser e visão termal para o combate noturno e o sistema ótico da Zeiss. Estas atualizações foram feitas em veículos das versões 1A3 e 1A4.
Emprego no Brasil
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Na década de 1960, o Exército Brasileiro adquiriu centenas de unidades do carro de combate M41 Walker Bulldog que se tornaram o principal carro de combate brasileiro. Estes são tanques leves de 23,5 toneladas, pois o sistema rodoviário e ferroviário brasileiro não comporta o translado de veículos maiores.
Como o desenvolvimento de veículos nacionais, o Tamoyo e o EE-T1 Osório, foi paralisado, e o M41 se aproximava do fim de sua vida útil, o Brasil procurou no mercado internacional veículos que pudessem substituí-lo. Entre as opções disponíveis, o Leopard 1 pesa 42,4 toneladas, o M60, por exemplo, aproximadamente 56.
O Exército Brasileiro selecionou o Leopard e adquiriu 128 unidades usadas do Leopard 1A1 da Bélgica[4] com treinamento, ferramental e peças. Interferências políticas levaram a aquisição de 91 carros de combate M60 dos EUA.[5] Os 128 Leopards foram recebidos entre 1997 e 2000. Os M60 e os Leopards foram os primeiros MBTs (Main Battle Tank) do Exército, e causaram uma revolução no treinamento das equipagens e na estrutura de transporte, manutenção e suprimento
Além destes veículos, foram adquiridos 1 Leopard Escola,[6] 2 Leopards viatura de socorro[7] e dois Leopard Sabiex Hart[8]
Um segundo lote foi adquirido em 2006. Estes veículos serão primeiramente manutenidos e entregues prontos para o combate até 2010. O Leopard 1A5 exerceria a função da versão 1A1, como principais carros de combate brasileiros, enquanto os 1A1 e M60 substituirão os M41 remanescentes. Este lote sera composto por 250 Viaturas Blindadas de Combate Carro de Combate (VBC CC), sete Viaturas Blindadas Especializadas (VBE) Socorro, quatro VBE Lançadora de Ponte, quatro VBC Engenharia e quatro VBE Escola para Motorista.
Modernização
Algum tempo depois de o exército ter adquirido os Leopard 1A5 especialistas militares indicaram que os Leopards poderiam ser modernizados no Brasil trazendo melhorias como uma cópia do EE-T1 Osório, como o seu motor de 1040 hp, a sua torre armada com um canhão de 120mm Da Giat, além de melhorias na blindagem.
A partir de setembro de 2022, o exército optou por uma atualização mais conservadora e realista, economizando recursos financeiros para a aquisição do Centauro II. O exército brasileiro está considerando duas linhas de ação para atualizar apenas 52 viaturas: a Linha de Ação 1 abrange o Sistema de Controle de Tiro, o Sistema de Comando e Controle básico, o equipamento optrônico para o motorista e o sistema de ar condicionado; a Linha de Ação 2, além dos itens citados na Linha de Ação 1, inclui também um sistema laser para detecção de ameaças, sistema de giro da torre e de elevação/deriva do canhão elétrico, um sistema de navegação inercial (INS), um sistema anti-incêndio automático e também um sistema de alimentação auxiliar de energia (Auxiliar Power Unit - APU). O exército estima gastar US$1.642.000 na linha de ação 1 e outros US$1.756.000 na linha de ação 2. Ou seja, US$3.398.000 se adotar a linha de ação 2.[9]
Operadores
Países que operaram ou operam o Leopard 1:
Alemanha (2 437, aposentados)
Austrália (90 Leopard 1A3, aposentados)
Bélgica (334, aposentados)
Brasil (128 Leopard 1A1 e 239 Leopard 1A5)[10]
Canadá (114 C2, aposentados)
Chile (202 Leopard 1V, sendo substituídos pelo Leopard 2)
Dinamarca (230 Leopard 1A5s, 120 desses 1A5DK; aposentados)
Equador (30 Leopard 1Vs e 30 Leopard 1A5s)[11]
Grécia (335)
Itália (920, aposentados)
Noruega (172, aposentados)
Países Baixos (468, aposentados)
Turquia (450)
Ver também
Notas
- Atualização do VBC CC Leopard 1A5 BR e modernização da VBR EE-9 Cascavel: a visão Ares (entrevista). Caiafa Master. 20 de agosto de 2021. Em cena em 05m37s. Consultado em 20 de agosto de 2021 – via YouTube. Aos 5m37s é dito que o Leopard 1A5 BR é STANAG 2, e que poderia ser atualizado para STANAG 2+ ou até mesmo 3.
- NATO AEP-55 STANAG 4569 é um Acordo de Padronização da OTAN cobrindo padrões de "Níveis de Proteção para Ocupantes de Veículos de Logística e Veículos Blindados Leves".
- Posteriormente, o Chile adquiriu 202 Leopards 1V.
- Expedito Carlos Stephani Bastos. «O Fim de um Ciclo: Carros de Combate Leopard 1A1 no Exército Brasileiro 1996 – 2011» (PDF). Centro de Pesquisas Estratégicas Paulino Soares de Sousa da Universidade Federal de Juiz de Fora. Consultado em 25 de janeiro de 2019
- «Blindados». Centro de Doutrina do Exército. Consultado em 19 de outubro de 2019
- Especialmente projetados para instrução.
- Viatura especialmente projetada para realizar manutenção em campo, como utiliza o mesmo chassi, pode acompanhar normalmente a coluna de carros de combate.
- Viatura de socorro desenvolvida pela empresa Sabiex.
- CAIAFA, Roberto (5 jan. 2023). «Exército Brasileiro descarta nova torre para tanques Leopard 1A5 BR». Infodefensa. Consultado em 5 jan. 2023
- «Suporte». www.eb.mil.br. Consultado em 17 de fevereiro de 2017
- Infodefensa.com (27 de janeiro de 2009). «Chile vende 30 tanques Leopard I de Krauss-Maffei a Ecuador - Noticias Infodefensa América». Consultado em 29 de dezembro de 2021
Ligações externas
- «Ficha do Leopard 1A1»
- «Ficha do Leopard 1A5»
- «Compra do Leopard 1A5 pelo Exército Brasileiro»
- «Histórico da versão 1A1 no Brasil»
