Luís Forjaz Trigueiros
Luís Augusto de Sampaio Forjaz de Ricaldes Trigueiros (Lisboa, 1915 — Lisboa, 2000) foi um ensaísta, cronista, jornalista e crítico literário português.
| Luís Forjaz Trigueiros | |
|---|---|
| Nome completo | Luís Augusto de Sampaio Forjaz de Ricaldes Trigueiros |
| Nascimento | 1915 Lisboa |
| Morte | 2000 (85 anos) Lisboa |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Ensaísta, cronista, jornalista e crítico literário |
| Principais trabalhos | Caminho sem luz |
| Prémios | Prémio Fialho de Almeida (1936) |
Biografia
Era filho do jornalista Luís Dantas Ricaldes da Silva Rodrigues Trigueiros da sua 3.ª mulher D. Maria Augusta Álvares Pereira Forjaz de Sampaio (n. 1888), escritora, nascida a 20-VI-1888 na freguesia de Santa Isabel em Lisboa, filha de Augusto Eugénio Duarte Pereira Forjaz de Sampaio (1864-1922), nascido a 29-XII-1864 em Oeiras, falecido a 15-XI-1922 em Lisboa, fidalgo cavaleiro da Casa Real (1902), cavaleiro da Ordem de Nª. Sra. da Conceição (1901), escritor e funcionário público[1].
Estreou-se na ficção em 1936, com Caminho Sem Luz[2], que obteve o prémio Fialho de Almeida, e, na actividade jornalística, em 1931, no Notícias de Alcobaça.
Colaborou, entre outros, na Tempo Presente, revista portuguesa de cultura[3] e na Atlântico: revista luso-brasileira[4], no Bandarra, de que foi um dos fundadores, no Diário Popular, desde a sua fundação, em 1943, tendo sido seu director de 1946 a 1953, e no Diário de Notícias (1954-1974)[5].
Foi membro do Conselho Fiscal da Editora Bertrand de 1948 a 1951, data em que passou a administrador (até 1974) e director da Editora Nova Fronteira (Rio de Janeiro, 1975-1978)[5]
Sucessivamente membro do Conselho Fiscal e do Conselho de Administração da TAP[1]
Dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas[5]
Quando membro da Academia das Ciências de Lisboa publicou cerca de 20 obras[1]
Homenagens
- Grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (30 de junho de 1971)[6]
- Cavaleiro da Legião de Honra
- Oficial da Ordem O Sol do Perú
- Comendador da Ordem de Leopoldo
- Oficial do Cruzeiro do Sul no Brasil[1]
Obras
- Caminho sem luz (1936), contos
- Capital do espírito (1939), ensaios
- Ainda Há Estrelas no céu (1942), contos
- Pátio das Comédias (1947), crítica teatral
- Perspectivas (1961), ensaios
- Ventos e marés (1967), crónicas
- Novas Perspectivas (1969), ensaios
- Monólogo em Éfeso (1972), crónicas
- O Carro do Feno (1974), Contos e Novelas[7]
Referências
- RODRIGUES TRIGUEIROS & FORJAZ TRIGUEIROS (Lisboa, 1824), por João Trigueiros, Família TRIGUEIROS, 2012-06-13
- Cf. o registo de Caminho sem Luz no Catálogo Geral da Biblioteca Nacional de Portugal.
- Revistas Políticas no Estado Novo: uma primeira aproximação histórica ao problema*, Álvaro Costa de Matos, Media & Jornalismo, (9) 2006, pág. 47
- Helena Roldão (12 de Outubro de 2012). «Ficha histórica:Atlântico: revista luso-brasileira (1942-1950)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 25 de Novembro de 2019
- TRIGUEIROS, Luís Forjaz, 1915-2000, BNP Esp. N36, Biblioteca Nacional de Portugal. Actualizado a 16.05.2007
- «Entidades Nacionais Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Luís Forjaz Trigueiros". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 22 de outubro de 2020
- Cf., para o conjunto das obras do autor, o registo do Catálogo Geral da Biblioteca Nacional de Portugal.
Ligações externas
| Precedido por Fidelino de Figueiredo |
1967 — 2000 |
Sucedido por Augustin Buzura |
