Ludwig Lachmann

Ludwig Lachmann (1906–1990) foi um economista alemão que se tornou um importante membro e contribuidor para a Escola Austríaca de Economia. Junto de Israel Kirzner, Friedrich Hayek e Murray Rothbard, foi um dos principais economistas no processo de "reavivamento" da economia austríaca, começando em 1974.

Ludwig Lachmann
Ludwig Lachmann
Nascimento 1 de fevereiro de 1906
Berlim
Morte 17 de dezembro de 1990
Joanesburgo
Cidadania Alemanha
Alma mater
Ocupação economista
Empregador Universidade do Witwatersrand
Movimento estético Escola Austríaca

Educação e carreira

Lachmann recebeu seu Ph.D. da Universidade de Berlim, onde se envolveu como estudante de graduação de 1924 a 1933. Ele se interessou pela economia austríaca quando passou o verão de 1926 na Universidade de Zurique. Lachmann se mudou para a Inglaterra em 1933 e foi aluno e colega de Friedrich Hayek na London School of Economics, aumentando seu interesse pela Escola Austríaca. Em 1948, se mudou para Joanesburgo, onde foi aceito como professor na Universidade de Witwatersrand e onde viveu até o fim de seus dias.

Lachmann na economia

Ele acreditava que na Escola Austríaca de sua época havia uma tendência em se aproximar cada vez mais do formalismo da economia neoclássica, tendo Lachmann inclusive acusado seu próprio mentor Ludwig von Mises em sua obra magna Ação Humana de se aproximar mais de uma abordagem de equilíbrio de mercado com a utilização de construtos imaginários para provar determinadas teorias, afastando-se do legado de Carl Menger, fundador da Escola Austríaca. Para Lachmann, a Teoria Austríaca devia ser caracterizada como uma abordagens "causal-genética", contra as metodologias matemáticas que defendiam noções como a de equilíbrio de mercado e conhecimento perfeito encontrado na economia neoclássica. O "formalismo clássico tardio", nome pelo qual Lachmann chama a metodologia neoclássica, foi combatido pelo economista alemão com ele apresentando uma abordagem verdadeiramente inversa: o método da interpretação ou hermenêutico, que pode encontrar sua sumarização em uma de suas principais contribuições à metodologia das ciências sociais, o livro The Legacy of Max Weber.

Lachmann também viu na obra de Menger, ao contrário das demais vertentes da Escola Austríaca, uma abordagem interpretativa em vez de uma abordagem "euclidiana". Em seu artigo "A Significância da Escola Austríaca na História das Ideias", ele apresenta a obra metodológica de Menger como muito alinhada a autores como Wilhelm Dilthey e Max Weber, chegando a uma metodologia que enfatiza as noções de sentido dos atos humanos, do aspecto subjetivo da esfera econômica da vida, o impacto do tempo em nossas escolhas e a incerteza fundamental no futuro.

Demais autores que influenciaram Lachmann são Ludwig von Mises e membros do círculo misesiano como Alfred Schütz, de cujos escritos o economista alemão usufrui em demasia e o economista austríaco alardeado com Nobel Friedrich A. Hayek. Na London School of Economics, Lachmann possui especial influência do economista pós-keynesiano G.L.S. Shackle.

O "fundamentalismo austríaco" de Lachmann era raro e poucos o viram separado da perspectiva mainstream. Porém, ele ressaltou a distinção de sua visão em alguns temas como: subjetivismo econômico, conhecimento imperfeito, a heterogeneidade do capital, os ciclos econômicos, individualismo metodológico, custo alternativo e "processo de mercado". Seu pensamento serve hoje como base de uma vertente de "subjetivismo radical" da Escola Austríaca de Economia.

Seu trabalho teve grande influência em outros pensadores austríacos, sua ida à Universidade de Nova York na década de 80 o fez apresentar seu pensamento a diversos ex-alunos de Mises e estudantes da economia austríaca, hoje tendo como distintos influenciados de Lachmann: Donald Charles Lavoie, Peter Boettke, Peter Lewin, Per Bylund e David L. Prychitko.

Escritos

Livros originais:

  • Capital and Its Structure, 1956.
  • The Legacy of Max Weber, 1971.
  • Macro-economic Thinking and the Market Economy, 1973.
  • Capital, Expectations and the Market Process, 1977.
  • The Market as an Economic Process, 1986.

Escritos traduzidos ao português:

Referências

    Ligações externas

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