Simões Filho
Simões Filho é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2021 era de 137 117 habitantes.[2]
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| Município do Brasil | |||
| Símbolos | |||
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| Hino | |||
| Lema | Angelus Pacis "Anjo da paz" | ||
| Gentílico | simõesfilhense | ||
| Localização | |||
![]() Localização de Simões Filho na Bahia | |||
![]() Simões Filho |
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| Mapa de Simões Filho | |||
| Coordenadas | |||
| País | Brasil | ||
| Unidade federativa | Bahia | ||
| Região metropolitana | Salvador | ||
| Municípios limítrofes | Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Dias d'Ávila e Candeias | ||
| Distância até a capital | 21 km | ||
| História | |||
| Fundação | 7 de novembro de 1961 (61 anos) | ||
| Administração | |||
| Prefeito(a) | Diogenes Tolentino Oliveira (MDB, 2021 – 2024) | ||
| Características geográficas | |||
| Área total [1] | 192,163 km² | ||
| População total (IBGE/2021) [2] | 137 117 hab. | ||
| • Posição | BA: 14° | ||
| Densidade | 713,5 hab./km² | ||
| Clima | Tropical | ||
| Altitude | 52 m | ||
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) | ||
| Indicadores | |||
| IDH (PNUD/2010) [3] | 0,675 — médio | ||
| Gini (PNUD/2010) [4] | 0,50 | ||
| PIB (IBGE/2020[5]) | R$ 4 956 141,72 mil | ||
| PIB per capita (IBGE/2020[5]) | R$ 36 500,46 | ||
| Sítio | www www | ||
Fica localizado na Região Metropolitana de Salvador, já conurbado com a capital baiana.
História
O lugar era originalmente parte da área do Recôncavo onde desde o século XVII se instalaram os engenhos produtores da cana-de-açúcar.
O município foi criado a partir da emancipação do então distrito soteropolitano de Água Comprida, com sua denominação atual, em 7 de novembro de 1961, pela lei 1538. Seu nome homenageia o jornalista e político Ernesto Simões Filho, fundador do jornal A Tarde, ainda hoje existente.
A emancipação foi fruto de pleito da comunidade, em que teve destaque as atuações dos emancipadores: Walter José Tolentino Álvares, Altamirando Ramos, Noemia Meireles Ramos, professora Maria Chaves, Padre Luiz Palmeira.
Integrando a Região Metropolitana de Salvador em 1973, por lei federal, desde esse período recebeu a instalação de diversas indústrias, sendo registrados mais de mil empreendimentos.
O pioneiro do saneamento no município foi Engenheiro Simões. Em 1929, quando adquiriu a fazenda "Engenho Novo", providenciou a vinda de uma equipe de serviço de malária para executar os trabalhos de abertura de valas e córregos, a fim de exterminar a febre pelúcida que ceifava vidas, na antiga Água Comprida.
Economia
No contexto econômico, podemos considerar o Centro Industrial de Aratu – CIA e o Polo Industrial de Camaçari – PIC como sendo os dois marcos mais importantes para a economia local. A atividade agropecuária, com baixa representatividade, também se faz presente no município, destacando-se o cultivo de banana, coco-da-baía, cacau (amêndoa), manga, goiaba, laranja e pimenta do reino e a criação de bovinos, suínos e ovinos.
O Índice de Desenvolvimento Econômico – IDE é um indicador econômico resultante da análise dos níveis de infraestrutura (INF) e qualificação de mão-de-obra (IQM) existentes e da renda gerada localmente (IPM). Segundo o IDE publicado pela SEI (2002) o município de Simões Filho aparece como a quinta economia baiana em 1998. Comparado aos demais municípios da RMS o município classifica-se como a quarta economia da região.
Clima
Devido a grande proximidade do litoral, Simões Filho apresenta clima úmido com temperaturas médias anuais de 24,7 °C, pluviosidade média anual entre 1600 e 2000mm, sendo que as maiores concentrações pluviométricas ocorrem entre os meses de abril e junho.
As formas de relevo predominantes no município são os tabuleiros pré-litorâneos, as planícies marinhas e fluviomarinhas e as baixadas litorâneas, associadas a uma geologia com presença de conglomerados, gnaísses, arenitos, depósitos fluviais e costeiros (areias de praias, dunas, mangues, terraços e cordões litorâneos).
A hidrografia é composta pela bacia do rio Joanes, sendo os principais afluentes os rios Córrego Cantagalo e o Córrego Muriqueira. Ao longo da bacia aparecem as represas Joanes I, Joanes II, Ipitanga II e Ipitanga III, importantes para o abastecimento de água da Região Metropolitana de Salvador.
A bioecologia local é representada pelos solos do tipo podzólico vermelho-amarelo álico, latossolo vermelho-amarelo álico, latossolo amarelo álico, podzol hidromórfico e solos indiscriminados de mangue, onde desenvolvem atividades agrícolas, extrativismo e pecuária. A vegetação está constituída pela floresta ombrófila, contato cerrado-restinga e formações pioneiras com influência fluviomarinha.
Símbolos
Brasão
O brasão das armas do Município de Simões Filho, foi criado em 13 de maio de 1963, época em que Cícero Simões era prefeito municipal, pela Lei n° 1, de 13 de maio de 1933, e é constituído por:
- Escudo de prata com leão rampante gotejado de ouro segurando uma espada flamejante;
- Insígnias: Municipais, coroa mural de quatro torres de prata;
- Lema: Angelus Pacis de prata num listel preto.
Estrutura urbana
Violência
Simões Filho foi considerada uma das cidades mais violentas do Brasil, segundo o Mapa da Violência 2011. A cidade registrou 146,7 homicídios para cada 100 mil habitantes.[6]
Comunidades quilombolas
- Rio dos Macacos[7]
Referências
- IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n.° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
- «estimativa_dou_2021.pdf» (PDF). ibge.gov.br. Consultado em 27 de agosto de 2021
- «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 7 de agosto de 2013
- Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Simões Filho - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 4 de março de 2014
- «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2020». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 07 de janeiro de 2023 Verifique data em:
|acessodata=(ajuda) - Bahia No Ar. Vereador de Simões Filho indica Base Comunitária para a cidade, acessado em 23 de julho de 2014.
- GUIMARÃES, Johnatan Razen Ferreira. Quilombolas e navais: contribuições à crítica do Estado e do Direito a partir do conflito na comunidade remanescente de quilombo de Rio dos Macacos. 2019. 132 f., il. Tese (Doutorado em Direito)—Universidade de Brasília, Brasília, 2019.




