Pojuca
Pojuca é um município da Região Metropolitana de Salvador, no estado da Bahia, no Brasil.
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| Município do Brasil | |||
| Símbolos | |||
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| Hino | |||
| Gentílico | pojucano[1] | ||
| Localização | |||
![]() Localização de Pojuca na Bahia | |||
![]() Pojuca |
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| Mapa de Pojuca | |||
| Coordenadas | |||
| País | Brasil | ||
| Unidade federativa | Bahia | ||
| Região metropolitana | Salvador | ||
| Municípios limítrofes | Mata de São João, São Sebastião do Passé, Catu, Itanagra, Araças | ||
| Distância até a capital | 67 km | ||
| História | |||
| Fundação | 29 de julho de 1913 (109 anos) | ||
| Administração | |||
| Prefeito(a) | Carlos Eduardo Bastos Leite (PSDB, 2021 – 2024) | ||
| Características geográficas | |||
| Área total [2] | 290,117 km² | ||
| População total (estimativa IBGE/2021[3]) | 40 401 hab. | ||
| Densidade | 139,3 hab./km² | ||
| Clima | Tropical Atlântico | ||
| Altitude | 61.368 m | ||
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) | ||
| Indicadores | |||
| IDH (PNUD/2010[4]) | 0,666 — médio | ||
| PIB (IBGE/2020[5]) | R$ 1 173 461,96 mil | ||
| PIB per capita (IBGE/2020[5]) | R$ 29 357,10 | ||
História
O município foi criado pela Lei Estadual 979, de 29 de julho de 1913, com o território desmembrado de Sant'Ana do Catu. É constituído por dois distritos: Pojuca e Miranga.[6]
O rio Pojuca banha todo o município de oeste para leste, num percurso de 60 quilômetros aproximadamente, e a cidade encontra-se edificada à sua margem esquerda, originando-se daí o seu topônimo. "Pojuca" é um termo de origem tupi que significa "raiz podre", através da junção de apó (raiz) e îuka (podre).[7]
Geografia
Fica situada a 67 km (1h e 12 minutos - BA 093 e 1h e 33 minutos - BR 110 e BR 324) da capital baiana, na Região Metropolitana de Salvador. Suas principais rodovias de acesso são: BA-093, BA-504 e BA-507.
Sua temperatura média é de 24,7 °C, bastante confortável, principalmente em dias de verão.
As atividades econômicas do município são bastante diversificadas: agricultura, pecuária, extração de petróleo e gás natural, indústrias, comércios e serviços.
- População: 36 551 habitantes (IBGE).
- Superfície: A área do município é de 290 km²
- Localização: Está localizada na Região Metropolitana de Salvador, a 67 km da capital ligada por rodovias asfaltadas.
- Acidentes geográficos: O município é pouco acidentado, apresentando pequenas elevações ao oeste. Os principais acidentes geográficos são os rios Pojuca, Catu e Quiricó.
- Clima: É temperado com variações bruscas. Não há posto meteorológico no município. A temperatura média é de 24,7 °C, bastante confortável, principalmente nos dias de verão.
- Limites:
Com o município de Catu - começa no rio Pojuca, na foz do rio Una, por este acima até a foz do riacho Muritiba, pelo qual sobe até sua nascente; daí em reta até a nascente do riacho Caboclo, de onde prossegue em reta até o lugar sapé, à margem do rio Catu, daí ainda em reta até o marco divisório entre as fazendas Angola e Camaçari, à margem do riacho Gameleira, pelo qual desce até sua foz no Quiricozinho, por este acima até a foz do riacho Fortuna.
Com o município de Araçás - começa na foz do riacho Fortuna, no rio Quiricozinho, daí em reta à foz do riacho Cancelão, no rio Quiricó Grande.
Com o município de Itanagra - começa na foz do riacho Cancelão, no rio Quiricó Grande, até a sua foz no rio Pojuca.
Com o município de Mata de São João - começa na foz do rio Quiricó Grande, no rio Pojuca, desce pelo rio Pojuca até a ponte da Estrada de Ferro sobre o mesmo rio.
Com o município de São Sebastião do Passé - começa no cruzamento da Estrada de Ferro sobre o rio Pojuca, na frente da cidade do mesmo nome, subindo o rio Pojuca até a foz do rio Una.
- Densidade demográfica: 125,99 hab/km²
- Altitude: 61 368 metros
- Relevo: planície
- Vegetação: matas perenes no centro como semidecíduas.
- Clima: tropical úmido
O território do município é banhado por diversos rios de onde provém a fertilidade de suas terras. A zona central é regada de norte a sul pelos rios Catu e Quiricozinho. Os seus extremos de oeste, leste e sul, pelos rios Una, Quiricó Grande e Pojuca, estabelecendo linhas divisórias com os municípios vizinhos. Não há um só rio navegável. A época de maior intensidade das chuvas é a do inverno, embora se verifiquem chuvas também durante o verão. São raríssimas as secas e estiagens. O rio Pojuca, quando no período de inverno, enche, causando prejuízos à lavoura. O clima é temperado com variações bruscas. Sob o ponto de vista agrológico, predominam as terras arenosas e argilo-silicosas, existindo, entretanto cerca de 30% da sua área total de terras humíferas. Quanto à cor das terras mais características do município, é a amarela, notando-se certa quantidade avermelhada e escura. Dois terços, aproximadamente, da área total são acidentados e situados a oeste, embora não tenha montanhas ou picos que se possa mencionar.
Aspectos urbanos
A cidade está situada à margem do rio Pojuca. É servida pela ferrovia Companhia Atlântico Leste (ex-Companhia Férrea Federal Leste Brasileiro), cujas linhas a dividem no meio.
A principal artéria é a rua J.J Seabra onde estão localizadas as melhores casas comerciais e as duas agências bancárias. Na Praça Antônio Carlos Magalhães, a principal da cidade, estão localizados o prédio da Câmara Municipal, o Fórum Desembargador Walter Nogueira, a Biblioteca Municipal, a sede da Filarmônica São José, o clube social, uma escola, estabelecimentos comerciais e residenciais. Na praça Almirante Vasconcelos, estão situados o prédio da Prefeitura Municipal, o prédio da EMBASA, o Colégio Estadual Luiz Eduardo Magalhães, a Escola Conselheiro Saraiva e várias residências. O bairro Inocoop também merece destaque pelo número de residências e que também situa o batalhão da polícia militar e a delegacia de polícia.
Subdivisões
Além da sede, o município conta com o distrito de Miranga, as localidades de Central e Retiro e os povoados de Riachão, Cabíola, Riacho do Meio, Coqueiro, Sapé, Sapucaia, Patins, Brejões, Lagoa Verde, Corujão (Paraíso), Garoupa, Araponga, Jenipapo, Riacho das Pedras, Arauari, Pipiri, Pacas, Santiago e barreiras.
Praças
| Nome | Localização |
|---|---|
| Praça 29 de julho | Rua 29 de julho, Centro |
| Praça Juracy Magalhães | Bairro Cruzeiro |
| Praça Guilherme Nonato | Rua Alfredo Leite – Bairro Shangri-lá |
| Praça Lauro de Freitas | Bairro Centro |
| Praça Rui Barbosa | Bairro Centro |
| Praça da Bandeira | Bairro Centro |
| Praça Edna Couto | Bairro Inocoop |
| Praça Almir Guimarães | Bairro Cruzeiro |
| Praça Celso de Santana Sérgio | Bairro Central |
| Praça Antônio Carlos Magalhães | Bairro Centro |
| Praça Almirante Vasconcelos | Bairro Centro |
| Praça Mário Improta | Bairro Inocoop |
| Praça Abdon Ibrahim | Bairro Los Angeles |
| Praça José de Brito Dantas | Bairro Pojuca II |
Aspectos sociais
A sede do município é servida de energia elétrica, abastecimento de água, agência da EBCT e telefonia. Possui clube social, estádio e várias áreas de lazer.
A assistência médica oficial é prestada pelo Hospital Maternidade Maria Luiza dias Laudano, Hospital Doutor Carlito Silva, Posto Médico do Estado, Posto Médico de Central, Posto Médico do Retiro e Unidade Móvel de Saúde, dotada de consultório médico e odontológico que atende principalmente à população da zona rural. A sede possui clínicas, consultórios médicos e odontológicos particulares.
O município é sede da Paróquia de Nosso Senhor Bom Jesus da Passagem (fundada em 12 de dezembro de 1904), com oito templos. Praticam-se também os cultos evangélicos, ecumênicos e espíritas.
Nele está situada a sede da 32ª Companhia Independente da Polícia Militar do Estado da Bahia com jurisdição nos municípios de Catu, Itanagra e Mata de São João.
Seu primeiro intendente municipal foi Carlos Pinto, eleito com 206 votos, no pleito realizado no dia 7 de setembro de 1913. O Conselho Municipal também eleito naquela ocasião ficou composto dos seguintes membros: Manoel Joaquim da Silva, Pedro Cândido da Trindade, João Evangelista Paim, Raimundo Ferreira de Santana, Antônio José de Abreu, José Félix de Oliveira Ramos e João Nicodemo Poltti.
Cultura
Festas tradicionais
- A festa do padroeiro Bom Jesus da Passagem, que tem dois aspectos, religioso e profano, é realizada no último domingo do mês de janeiro. [Aspecto religioso: consiste no novenário, seguido de alvorada e procissão. Aspecto profano: com desfile de baianas até a Igreja matriz, encerrando com lavagem das escadarias da mesma].
- Festa de São José da Operário em Central,segue com novena, batizado e Primeira Eucaristia. Na Missa Festiva, além do momento religioso, ocorre a festa profana com bandas, barracas de comidas típicas de Pojuca e região e a procissão (ocorre no mês de maio).
- Festa de Santo Antônio
- Boi Janeiro (Dona Lindú)
- Quadrilhas de São João.
- Semana da Cultura Evangélica
- Movimento Espírita na Praça
No Natal, à semelhança do que acontece em todo o Brasil, ocorre à meia-noite, a tradicional missa do galo. Normalmente, no primeiro domingo após a Páscoa, faz-se na cidade a mais popular de todas as festas, a denominada micareta, dela participando seus munícipes e moradores das cidades vizinhas, além de pessoas de Salvador.
Os tradicionais festejos de São João ainda guardam tradição, vivendo antigos hábitos, como o de fazer fogueira em frente às casas residenciais, a queima de fogos de artifícios e o ato de servir licor,milho cozido e canjica de milho verde.
A festa do padroeiro da cidade, Senhor Bom Jesus da Passagem, é realizada no mês de janeiro, sem data fixa; é precedida de novena, lavagem da Igreja, muita missa, rezas, procissão, comunhão e batizados.
A festa do São José, padroeiro do povoado do Riachão, realizada no 3° domingo de março também merece destaque.
A festa de aniversário de emancipação política do município, realizada anualmente, no dia 29 de julho, destaca-se pelo seu brilhantismo, inaugurações de obras realizadas pelo administrador municipal, desfile cívico, participação de entidades e do povo.
A capoeira também é uma manifestação presente no berço cultural pojucano.
Filarmônica São José
A Sociedade beneficente São José foi fundada em 7 de setembro de 1959, com o objetivo de ensinar música. As primeiras aulas ocorreram em 1961 e sua primeira apresentação em público ocorreu durante a festa do Senhor Bom Jesus da Passagem, em 1962. Seu primeiro presidente foi Arlindo Izidoro de Andrade.[8]
Política
Ex-prefeitos
| Carlos Pinto | 1913 | Eleito pelo Conselho Municipal |
| Raimundo Sant'Ana | 1927 | Eleito pelo Conselho Municipal |
| Pedro Cândido da Trindade | 1928-1929 | Eleito pelo Conselho Municipal |
| Raimundo Sant´ana | 1930 | Eleito pelo Conselho Municipal |
| Pacífico de Azevedo Lima | 1930-1931 | Nomeado p/ interventor federal |
| Elsior Coutinho | 1931-1935 | Nomeado p/ interventor federal |
| João da Costa Libório | 1937-1938 | Nomeado p/ interventor federal |
| João Alfredo Leite | 1938-1939 | Nomeado p/ interventor federal |
| Hunaldo de Lima Oliveira | 1940-1941 | Nomeado p/ interventor federal |
| Nilson Federal Coelho | 1941-1943 | Nomeado p/ interventor federal |
| Antônio Mota | 1943-1945 | Nomeado p/ interventor federal |
| José Martins Valverde | 1945-1946 | Eleito pelo povo |
| João Alfredo Leite | 1946-1948 | Eleito pelo povo |
| Antônio Mota | 1948-1950 | Eleito pelo povo |
| Antônio Paes Leal | 1950-1954 | Eleito pelo povo |
| Flaviano de Souza Bomfim | 1954-1955 | Eleito pelo povo |
| Percílio dos Santos | 1955-1959 | Eleito pelo povo |
| José Gonçalves Cruz Filho | 1959-1963 | Eleito pelo povo |
| Percílio dos Santos | 1963-1967 | Eleito pelo povo |
| José Gonçalves Cruz Filho | 1967 | Eleito pelo povo |
| José Vardes | 1967 | Interino |
| Antônio Baptista dos Santos | 1967 | Interino |
| Fernando Ferreira da Silva | 1968 | Interino |
| Walter de Almeida Mansur | 1970-1973 | Eleito pelo povo |
| José Vardes de Souza | 1973-1975 | Eleito pelo povo |
| Walter de Almeida Mansur | 1976 | Eleito pelo povo |
| Maria Luiza Dias Laudano | 1977-1983 | Eleita pelo povo |
| Luiz Alfredo Leite | 1984-1988 | Eleito pelo povo |
| Eudes José Argolo Guimarães | 1989-1992 | Eleito pelo povo |
| Luiz Alfredo Leite | 1993-1996 | Eleito pelo povo |
| Maria Luiza Dias Laudano | 1997-2000 | Eleita pelo povo |
| Maria Luiza Dias Laudano | 2000-2004 | Eleita pelo povo |
| Antônio Jorge de Aragão Nunes | 2005-2006 | Eleito pelo povo |
| Carlos Eduardo Bastos Leite | 2006-2008 | Decisão Judicial |
| Gerusa Dias Laudano | 2009-2012 | Eleito pelo povo |
| Ana Cristina Nunes Moreira | 2013 | Interina |
| Antônio Jorge de Aragão Nunes | 2014-2016 | Eleito pelo povo |
| Carlos Eduardo Bastos Leite | 2017-2020 | Eleito pelo povo |
Nas últimas décadas, a política de Pojuca apresenta-se na maioria das vezes com o poder executivo se reversando com os mesmos grupos políticos, família Laudano e Leite. Nas eleições de 2012 por exemplo, o candidato a prefeito Antônio Jorge de Aragão Nunes, junto com o candidato a vice Carlos Eduardo Bastos Leite, venceu a candidata da família Laudano, Gerusa, porém ficou impedido de assumir o cargo e por decisão Judicial a sua irmã Ana Cristina Nunes Moreira assumiu a prefeitura por um ano; Por meio de uma liminar da justiça, Antônio Jorge de Aragão Nunes assume ao cargo de prefeito onde já tinha sido cassado num mandato anterior. Em 2016 Antônio Jorge de Aragão Nunes vira réu de um novo processo movido pela câmara de vereadores, desta vez os autos do processo foram encaminhados ao Ministério Público que caberá julgá-lo.
Em 2016 vence as eleições o candidato Carlos Eduardo Bastos Leite que derrotou a candidata da família Laudano, Maria Luiza. Caso notório é que o prefeito eleito já havia assumido o poder executivo em outra ocasião com a cassação do seu antecessor Antônio Jorge de Aragão Nunes, e também foi durante 2014 e 2016 o vice-prefeito do município na chapa do prefeito processado no Ministério Público.
Ver também
Referências
- IBGE - Cidades - Pojuca
- IBGE (10 de outubro. de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro. de 2010
- «Estimativa populacional 2021 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2021. Consultado em 28 de agosto de 2021
- «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 7 de agosto de 2013
- «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2020». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 07 de janeiro de 2023 Verifique data em:
|acessodata=(ajuda) - «Pojuca». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 9 de dezembro de 2010
- NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 570.
- https://www.al.ba.gov.br/fserver/:docs:Proposicoes2011:MOC_13_096_2011_1.rtf




