Medula adrenal

A medula da suprarrenal é a parte central da glândula adrenal, sendo rodeada pelo córtex adrenal.

Medula da glândula suprarrenal
Medula legendada na zona inferior direita.
Latim Medulla glandulae suprarenalis
Gray pág.1280
Sistema Endócrino
Vascularização A. suprarrenal superior,
A. supra-renal média,
A. suprarrenal inferior
Drenagem venosa Veia suprarrenal
Inervação Plexo celíaco, plexo renal
Drenagem linfática Gânglios lombares
Precursor Crista neural
MeSH Adrenal+Medulla
Zona medular da suprarrenal.

Histologia

A medula da suprarrenal apresenta dois tipos celulares: as células cromafins e as células ganglionares. Quando corada em H+E, a medula da suprarrenal é composta por cordões de células com citoplasma ligeiramente basófilo e granular e com numerosos capilares, no estroma. Os canais venosos que drenam os sinosóides do córtex passam através da medula em direção à veia medular central.

Células cromafins

As células cromafins são as mais abundantes e podem ser consideradas neurônios simpáticos pós-ganglionares, uma vez que são estimuladas pela acetilcolina libertada de neurônios simpáticos pré-ganglionares, em casos de stress agudo físico ou psicológico. Estas células produtoras de catecolaminas apresentam um núcleo grande, um complexo de Golgi bem desenvolvido e grânulos secretores de catecolaminas. Quando corados com sais de crômio, os grânulos secretores oxidam e apresentam uma coloração castanha, daí o seu nome, cromafins. A maioria das células produz adrenalina.[1]

Células ganglionares parassimpáticas

São escassas e têm as características típicas de células ganglionares autônomas. Possuem um grande núcleo com cromatina dispersa e nucléolo proeminente e um citoplasma basófilo extenso.[1]

Hormônios

Catecolaminas

As catecolaminas se referem aos hormônios adrenalina e noradrenalina. Quando a medula adrenal é estimulada pelo sistema nervoso simpático, aproximadamente 80% da secreção é adrenalina e 20% noradrenalina, estes percentuais variam de acordo com diferentes condições psicológicas;

Os efeitos combinados incluem:

A diminuição dos níveis de catecolaminas com o treinamento justifica, em parte, a bradicardia.

Bioquímica

As catecolaminas são compostos orgânicos com um catecol (benzeno e dois grupos laterais hidroxilo) e uma cadeia lateral amina. São produzidas pelas células cromafins, a partir dos aminoácidos tirosina e fenilalanina, e libertadas para a corrente sanguínea em situações de stress físico ou psicológico ou de estimulação simpática.

Síntese de Catecolaminas.

A Fenilalanina pode ser convertida a Tirosina pela enzima fenilalanina hidroxilase. O primeiro passo da biossíntese das catecolaminas é também o seu passo limitante e consiste nas sua hidroxilação a L-Dopa pela enzima Tirosina Hidroxilase. Esta enzima precisa de cobre como co-fator e é inibida pela AMPT (α-metil-p-tirosina). O L-Dopa é o precursor comum de todas as catecolaminas. A primeira catecolamina a ser sintetizada a partir deste precursor é a Dopamina. De seguida, a Dopamina pode ser convertida, pela Dopamina β-hidroxilase, a noradrenalina e esta é, por fim, convertida a adrenalina. Estas duas últimas são as catecolaminas produzidas pela Suprarrenal.

Em circulação, as catecolaminas têm uma meia-vida biológica de poucos minutos. Podem ser degradadas por metilação, pela COMT (catecol-O-metiltransferase), ou por desaminação, pela MAO (monoamina oxidase).

Patologia

Geralmente, as patologias da medula da suprarrenal estão associadas a tumores, que podem ser estimuladores ou inibidores da produção de catecolaminas.

Uma das principais patologias desta zona da glândula é o feocromocitoma, tumores que estimulam, de forma descontrolada, a produção de catecolaminas, podendo ser benignos ou malignos.

Referências

  1. Young, Barbara, James S. Lowe, Alan Stevens, and John W. Heath. "Endocrine System." Wheater's Functional Histology. 5th ed. New Delhi: Elsevier, 2006. 341. Print.
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