Moreira César
Moreira César é um distrito do município brasileiro de Pindamonhangaba, que integra a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, no interior do estado de São Paulo.[1][2]
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| Distrito do Brasil | ||
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| Localização | ||
| Estado | ||
| Município | ||
| História | ||
| Criado em | 18 de fevereiro de 1959 (63 anos) | |
| Características geográficas | ||
| Área total | 187,213 km² | |
| População total (2010) | 38 138 hab. | |
História
Origem
A data oficial de sua criação é em 1889, ano no qual a localidade de Moreira César foi nomeada como bairro. Antes chamada de Nhambuí (nome que em tupi significa mamona, já que a vegetação nativa do lugar era dessa planta) e Barranco Alto (nome de um de seus córregos, afluente do rio Paraíba do Sul). Seus primeiros exploradores passaram por estas terras no século XVI, vindos da província de São Paulo em busca de uma nova rota pelo leste para a província do Rio de Janeiro, trilhando assim a antiga estrada Rio-São Paulo. Têm-se registro que por volta da década de 10 do século XIX existia uma venda onde hoje se situa o bairro das Taipas. Esta venda também funcionava como um tipo de pousada, para os viajantes que percorriam todos os 446 km entre as duas províncias.
Por volta do ano de 1880 instalou-se um posto telegráfico em Nhanbuí, meio de comunicação mais moderno naquela época. A partir de então, fazendeiros daquelas terras lutavam para a criação de uma estação férrea, que foi inaugurada em 7 de janeiro de 1889, data que foi adotada como a de fundação do bairro de Moreira César. O posto telegráfico foi desativado na década de 60 e demolido na década de 1990.
A ferrovia
Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12 de maio de 1877, chegou à Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8 de julho de 1877, com festas.[3]
As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas.[3]
O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ[3].
A estação, inaugurada em 1898, homenageava o Coronel do Exército Antônio Moreira César, morto em Canudos, BA, quando comandava tropas do Governo, em 1897. A estação foi feita com madeira nobre Pinho-de-Riga vinda especialmente da França para a construção destinada. Servia de muito para levar o café produzido na região do atual Distrito para lugares longes e até mesmo ser transportado em direção a Europa lugar onde se apreciava o nosso produto. Antes, porém, segundo Rômulo Campos D'Arace, existia ali desde os anos 1880 um posto telegráfico cuja existência levou à pressão para a construção de uma estação. Alexandre Ferreira César e Bernardino de Sena Leite, fazendeiros locais, doaram as terras para esse fim. Esta, segundo o autor, teria sido inaugurada em 7 de janeiro de 1898, data diferente da constante na Central do Brasil e com o nome de Moreira César, morto um ano antes e cidadão de Pindamonhangaba, cidade à qual pertencia a vila., que, até ali, se chamava Nhambuí, nome índio para mamona, ali existente em grande quantidade na época. A estação existiu até o início dos anos 1990, quando foi demolida.[4]
Formação administrativa
- Pedido para criação do distrito através de processo que deu entrada na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo no ano de 1953, mas como não atendia os requisitos necessários exigidos por lei para tal finalidade o processo foi arquivado.[5]
- Distrito criado pela Lei n° 5.285 de 18/02/1959, com sede no povoado de Moreira César e território desmembrado do distrito sede de Pindamonhangaba.[6][7]
Geografia

Localização
O distrito de Moreira César está localizado na região leste da cidade.
População
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Pelo Censo 2010 (IBGE) a população total do distrito era de 38 138 habitantes, e a população urbana era de 37 780 habitantes.[8]
É considerado um dos maiores distritos do interior do estado de São Paulo, sendo maior inclusive que os municípios vizinhos de Potim e Roseira, além de ter uma economia maior que a média das cidades brasileiras, apesar de não ser um município. Por essa mesma condição, o distrito possui uma subprefeitura.
Área territorial
A área territorial do distrito é de 187,213 km², que corresponde a um quarto da área territorial de Pindamonhangaba.[9][10]
Bairros
- Centro
- Cícero Prado (CDHU)
- Coruputuba
- Dom Bosco
- Feital
- Ipê I
- Ipê II
- Jardim Azeredo
- Jardim Carlota
- Jardim Regina
- Jardim Tamborindeguy
- Karina
- Laerte Assumpção
- Liberdade
- Loteamento Ramos
- Mantiqueira
- Marieta Azeredo
- Padre Rodolfo
- Pasin
- Paulino de Jesus
- Portal dos Eucaliptos
- Sapucaia
- Taipas
- Vale das Acácias
- Vila São Benedito
- Vila São João
- Vila São José
- Vista Alegre
Serviços públicos
Infraestrutura

Rodovias
O principal acesso do distrito é a Rodovia Presidente Dutra (BR-116).[14]
Ferrovias
Ramal de São Paulo (Estrada de Ferro Central do Brasil), sendo a ferrovia operada atualmente pela MRS Logística.[15]
Saneamento
O serviço de abastecimento de água é feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP).[16][17]
Energia
A responsável pelo abastecimento de energia elétrica é a EDP São Paulo, antiga Bandeirante Energia.[18][19].
Telecomunicações
O distrito era atendido pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que inaugurou a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi vendida para a Telefônica, que em 2012 adotou a marca Vivo para suas operações.[20]
Ver também
- Antônio Moreira César
- Cachaça Sapucaia
- Lista de distritos de São Paulo (estado)
- Lista de municípios e distritos do estado de São Paulo por área
- Lista de municípios e distritos do estado de São Paulo por população (2010)
Referências
- «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
- «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico
- «Moreira César -- Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 25 de março de 2021
- Fontes: Christofer Ray; Contribuição para estudos das estações ferroviárias paulistas, Sueli Ferreira de Bem, anos 1990; Rômulo Campos D'Arace; Wanderley Duck.
- «Comissão de Divisão Administrativa e Judiciária - Relação Geral de Processos - 1953» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo
- «Comissão de Divisão Administrativa e Judiciária - Relação Geral de Processos - 1958» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo
- «Lei n° 5.285, de 18/02/1959». www.al.sp.gov.br. Consultado em 7 de março de 2021
- «IBGE | Censo 2010 | Sinopse por Setores». censo2010.ibge.gov.br. Consultado em 7 de março de 2021
- «Organização do território | IBGE». www.ibge.gov.br. Consultado em 7 de março de 2021
- «Índices do Distrito de Moreira César». Consultado em 25 de dezembro de 2013
- «Portal do Extrajudicial - Endereços das Unidades». extrajudicial.tjsp.jus.br. Consultado em 16 de agosto de 2022
- «Endereços Cartórios». ANOREG/SP. Consultado em 16 de agosto de 2022
- Seade, Fundação. «| Fundação Seade - Primeiros Registros dos Eventos Vitais». produtos.seade.gov.br. Consultado em 16 de agosto de 2022
- «DER/SP: Mapas» (PDF). www.der.sp.gov.br. Consultado em 16 de agosto de 2022
- «Declaração de Rede - 2020». Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT. Consultado em 16 de agosto de 2022
- «Sabesp » Sistemas de Abastecimento» (PDF). site.sabesp.com.br. Consultado em 6 de fevereiro de 2022
- «Sabesp » Área de Atuação» (PDF). site.sabesp.com.br. Consultado em 6 de fevereiro de 2022
- «EDP». www.edp.com.br. Consultado em 6 de fevereiro de 2022
- «Arsesp - Mapa de Concessionárias». www.arsesp.sp.gov.br. Consultado em 6 de fevereiro de 2022
- «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada)
