Operação Ponto Final
Operação Ponto Final foi uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada em 3 de julho de 2017. A operação é um desdobramento da Operação Lava Jato. Foram cumpridos dez mandados de prisão,[1] tendo como um dos alvos o empresário Jacob Barata Filho, preso na operação.[2] Barata integra o quadro societário de mais de 25 empresas do ramo de transportes no Rio de Janeiro e, por isso, é conhecido como "rei do ônibus", e é acusado de pagar mais de 270 milhões de reais em propina para agentes públicos, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral.[3][4]
Em 5 de 2018, a PF deu sequência a operação e cumpriu um mandado de condução coercitiva contra Alexander Luiz de Queiroz Silva, além de três mandados de busca e apreensão.[5]
Em agosto de 2018, Barata Filho, em depoimento, admitiu ter feito pagamentos aos deputados Jorge Picciani e Paulo Melo, ex-presidentes da Assembleia Legislativa, além de outro agentes públicos.[2]
As ações criminosas contavam com o apoio do doleiro e operador financeiro Álvaro Novis, que posteriormente tornou-se colaborador da Justiça, e alguns dos principais donos de empresas de ônibus ligados à Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor).[3]
Ver também
Referências
- «Polícia Federal cumpre 10 mandados de prisão em nova etapa da Lava Jato no Rio». G1. Globo.com. Consultado em 3 de outubro de 2018
- «'Rei do ônibus' confirma pagamentos a políticos no RJ». Folha de S.Paulo. Uol. Consultado em 3 de outubro de 2018
- «Operação Ponto Final: MPF defende continuidade de ação penal contra Jacob Barata Filho por evasão de divisas». Ministério Público Federal. Jusbrasil. Consultado em 3 de outubro de 2018
- «Delação na Ponto Final». O Antagonista. Consultado em 3 de outubro de 2018
- Arthur Guimarães. «PF cumpre novos mandados na operação contra desvios no transporte público do RJ». G1. Globo.com. Consultado em 3 de outubro de 2018