Coligação PSD/CDS
Coligação PSD/CDS é uma coligação eleitoral que existe em Portugal, formada pelo Partido Social Democrata (PPD/PSD) e pelo CDS - Partido Popular (CDS-PP).[1]
| Coligação PPD/PSD.CDS-PP PPD/PSD.CDS-PP | |
|---|---|
![]() Coligação PSD/CDS | |
| Líder | Luís Montenegro |
| Vice-Líder | Nuno Melo |
| Fundação | 1989 (Autárquicas) 2004 (Regionais Açores) 2004 (Europeias) 2015 (Legislativas) 2022 (Legislativas na Madeira) |
| Dissolução | 2004 (Regionais Açores) 2014 (Europeias) 2015 (Legislativas) 2022 (Legislativas na Madeira) |
| Sede | Lisboa, Portugal |
| Ideologia | Conservadorismo social Liberalismo económico Democracia cristã Neoliberalismo |
| Espectro político | Centro-direita a direita |
| Antecessor | Aliança Democrática (Não Oficialmente) |
| Afiliação nacional | PPD/PSD CDS-PP |
| Cores | Azul e Laranja |
| Página oficial | |
| www.psd.pt www.cds.pt | |
O PPD/PSD e o CDS-PP assinaram no dia 25 de abril de 2015[2] um compromisso para formar uma aliança para as eleições legislativas de 2015, com a assinatura de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas no dia 16 de Maio como ato fundador da coligação[3], tendo as linhas de orientação sido relevadas a 3 de junho de 2015 e a coligação formalmente registada a 20 de Julho de 2015.[4] O nome da aliança foi divulgado no dia 5 de junho em Aveiro[5].
Nas eleições legislativas de 2015 a coligação apresentou candidaturas em todos os círculos eleitorais, excetuando os das regiões autónomas. Nesses círculos ambos os partidos apresentaram candidaturas separadas, sendo que o CDS-PP se juntou ao Partido Popular Monárquico no círculo eleitoral dos Açores.
A sua extinção “natural”, na sequência da queda do XX Governo Constitucional, foi confirmada a 17 de Dezembro por Passos Coelho: «não é preciso nenhum ato formal para lhe pôr termo».[6] À data da extinção, o líder do maior partido desta coligação não pôs de parte o seu reatamento futuro e acentuou a continuada convergência de posições dos dois partidos.[6]
Nas Eleições autárquicas portuguesas de 2021 Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos, reativaram a coligação.[7]
Esta coligação partidária existe desde as eleições autárquicas de 1989, sendo desativada nas eleições autárquicas de 1993 e voltando em eleições autárquicas de 1997 até a atualidade.
A coligação já teve vários nomes, entre eles "Portugal à Frente" em 2015 para as eleições legislativas, "Força Portugal" e "Aliança Portugal" em 2004 e 2014 para as eleições europeias.
Em 2022, a coligação foi reativada apenas no Círculo eleitoral da Madeira, como Madeira Primeiro, tendo sido um dos únicos círculos que o PS perdeu nas legislativas de 2022.[8]
Resultados eleitorais
Eleições legislativas
| Data | Votos | % | Deputados | Status | Notas |
|---|---|---|---|---|---|
| 2015 | 2 082 511 | 38,5 (#1) | 107 / 230 |
Oposição | Portugal à Frente |
| 2019 | Não houve coligação | ||||
| 2022 | 50 634 | 0,9 (#10) | 3 / 230 |
Oposição | Madeira Primeiro |
Símbolos
Símbolo utilizado pela coligação em 2015, para as eleições legislativas.
Bandeira utilizada pela coligação em 2015, para as eleições legislativas.
Referências
- Coligação Eleitoral PPD/PSD.CDS-PP, "Portugal à Frente" Arquivado em 5 de outubro de 2015, no Wayback Machine., portugalafrente.pt, recuperado 6 de outubro 2015
- «"Legislativas 2015: Compromisso para a Coligação PSD/CDS-PP"» (PDF). Consultado em 24 de julho de 2015. Arquivado do original (PDF) em 24 de julho de 2015
- "Passos e Portas assinam acordo de coligação"
- "PSD e CDS-PP registaram coligação Portugal à Frente"
- "Coligação já tem nome para as eleições: Portugal à Frente"
- TSF (17 de dezembro de 2015). «Noticiário das 03h00 (ao 2:53)». 2015-12-17. Consultado em 17 de dezembro de 2015
- Portugal, Rádio e Televisão de. «PSD e CDS assinaram o acordo de coligação». PSD e CDS assinaram o acordo de coligação. Consultado em 5 de maio de 2021
- Pestana, João Filipe. «Coligação PSD/CDS elege 3 deputados na Madeira e fica a 2 mil votos de eleger o quarto da lista». DNOTICIAS.PT. Consultado em 31 de janeiro de 2022
