Pindobaçu
Pindobaçu é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2015 era de 21.062 habitantes.
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| Município do Brasil | |||
| Símbolos | |||
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| Hino | |||
| Gentílico | pindobaçuense | ||
| Localização | |||
![]() Localização de Pindobaçu na Bahia | |||
![]() Pindobaçu |
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| Mapa de Pindobaçu | |||
| Coordenadas | |||
| País | Brasil | ||
| Unidade federativa | Bahia | ||
| Municípios limítrofes | Antônio Gonçalves, Campo Formoso, Filadélfia, Mirangaba, Ponto Novo e Saúde. | ||
| Distância até a capital | 414 km | ||
| História | |||
| Fundação | 1953 (70 anos)[1] | ||
| Administração | |||
| Prefeito(a) | David Menezes Farias[2] (PP, 2021 – 2024) | ||
| Características geográficas | |||
| Área total [3] | 527,742 km² | ||
| População total (IBGE/2010[4]) | 19 876 hab. | ||
| Densidade | 37,7 hab./km² | ||
| Clima | Tropical semi úmido | ||
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) | ||
| Indicadores | |||
| IDH (PNUD/2010 [5]) | 0,577 — baixo | ||
| PIB (IBGE/2008[6]) | R$ 54 522,443 mil | ||
| PIB per capita (IBGE/2008[6]) | R$ 2 612,10 | ||
| Sítio | pindobacu.ba.gov.br (Prefeitura) | ||
O município está situado no Centro Norte baiano, mais especificamente na microrregião de Senhor do Bonfim e faz fronteira com os municípios de Campo Formoso, Antônio Gonçalves, Mirangaba, Filadélfia, Saúde e Ponto Novo.
História
Originalmente os territórios que hoje integram os municípios de Pindobaçu e Filadélfia faziam parte do município de Campo Formoso. Surgiu de um pouso de tropeiros, local em que os viajantes das tropas de animais de carga paravam para descansar. O principal itinerário da viagem era o caminho que ligava a antiga Vila Nova da Rainha (atual Senhor do Bonfim) e a vila velha de Jacobina.
Tais viajantes, na época da colonização, tiveram papel importante no desenvolvimento social e econômico do sertão. A abundância de água apropriada para o consumo atraia os viajantes, que se arranchavam nas áreas localizadas além do Riacho da Água Fria. Este pequeno córrego nascido na cadeia montanhosa que circunda a cidade separava a área das rancharias do antigo território que integrava a Fazenda Lage, cujo desenvolvimento capitaneado por Francisco Rocha, que pode ser considerado como o primeiro pindobaçuense de fato, deu origem a uma povoação maior.
Posteriormente a área das rancharias se desenvolveu dando origem a um antigo Arraial denominado por uns de Arraial do Lamarão e por outros de Arraial do Lameirão. O nome alusivo à lama deve-se ao fato de que os terrenos eram muito úmidos e na época das chuvas a ruas ficavam encharcadas de lama. É preciso entender que os dois arraiais, o da Lage e o do Lamarão não se confundiam e sempre estiveram separados pelo Riacho da Água Fria.
O Arraial da Lage continuou se desenvolvendo sob os auspícios da Família Rocha e do outro lado do riacho o Arraial do Lamarão crescia atraindo uma diversidade de pessoas, com destaque para a figura de Vicente Alves, que teve um papel importante na história da cidade por ter instituído com o beneplácito da Igreja a devoção e os festejos do orago o Senhor Bom Jesus de Pindobaçu.
O antigo Arraial do Lamarão se desenvolveu e com a instituição da feira semanal passou a ser o centro comercial, subordinando dessa forma a povoação da Lage.
A povoação permaneceu com o nome de Lamarão até o ano de 1914, ano em que foi inaugurada a estação ferroviária de Pindobaçu e a mudança do nome do lugar tem uma explicação muito curiosa. Quando o prédio da estação ficou pronto o nome da localidade deveria ser colocado em seu frontispício, mas os engenheiros da Leste Brasileira acharam que o nome de Lamarão era muito feio para batizar aquele prédio novo e bonito. Decidiram então consultar os moradores acerca de uma possível mudança quanto ao nome da localidade. A consulta foi realizada na residência de Emílio Hilarião. Os moradores consentiram com a mudança, mas não sabiam qual seria o novo nome. Ocorreu que dentre os engenheiros da Leste Brasileira havia um que era estudioso do idioma Tupy-Guarany, o qual explanou aos presentes que devido a abundância de palmeiras de babaçu naquela região ele propunha que o lugar deveria passar a se chamar Pindobassu, o que no idioma Tupy que dizer "palmeira alta" ou "palmeira grande", já que a palavra pindoba em Tupy quer dizer palmeira e assu quer dizer grande. A aceitação foi geral. E como a origem do nome era Tupy o mesmo foi grafado com dois SS, tendo a ortografia posterior substituído os dois SS pelo Ç como é grafado atualmente.
Economia
O município de Pindobaçu apresenta grande potencial para produção de minérios e pedras preciosas, sendo as atividades minerais mais representativas as ligadas ao garimpo de esmeraldas.
Referências
- http://cod.ibge.gov.br/D0DK
- «Candidatos a vereador Pindobaçu-BA». Estadão. Consultado em 3 de junho de 2021
- IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
- «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010
- «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 24 de agosto de 2013
- «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010



