Progressistas
O Progressistas (PP) é um partido político brasileiro de centro à centro-direita. Fundado e registrado definitivamente em 1995, surgiu a partir de fusões entre grupos que tiveram ligação com a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), o partido governista da ditadura militar (1964-1985).[13] Desde sua fundação até 2003 foi denominado Partido Progressista Brasileiro (PPB) e, entre 2003 e 2017, foi denominado Partido Progressista (PP). Em dezembro de 2022 o partido possuía 1.293.592 filiados, sendo o quarto maior do país.[7] Atualmente também é o quarto com mais senadores (junto com o PSDB),[10] o quarto com mais deputados federais,[11] o segundo com mais prefeitos[9] e o segundo com mais vereadores.[12] Ao longo da história, o PP deu apoio aos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso,[14] Luiz Inácio Lula da Silva,[15] Dilma Rousseff[16] e Michel Temer.[17] Durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, o PP apresentou alinhamento de 93% com o mesmo nas votações da câmara (até junho de 2021).[18]
| Progressistas pepista • progressista | |
|---|---|
| "Trabalhando por soluções." | |
![]() Progressistas | |
| Número eleitoral | 11[1] |
| Presidente | Claudio Cajado Sampaio (em exercício)[1] |
| Fundação | 14 de abril de 1995 |
| Registro | 16 de novembro de 1995 (27 anos)[1] |
| Sede | Brasília, DF |
| Ideologia | Liberalismo econômico[2] Conservadorismo liberal[2] Economia social de mercado[2] Partido pega-tudo[3][3] Historicamente: Conservadorismo social[4] Liberalismo conservador[4] |
| Espectro político | Centro à Centro-direita[5] |
| Publicação | Revista Gestão Progressista |
| Think tank | Fundação Milton Campos |
| Ala jovem | Jovens Progressistas[6] |
| Ala feminina | Mulheres Progressistas |
| Ala negra | Afro Progressistas |
| Fusão | PPR PP (1995) |
| Membros (2022) | 1.293.592 filiados[7] |
| Governadores (2022)[8] | 2 / 27 |
| Prefeitos (2020)[9] | 690 / 5 568 |
| Senadores (2022)[10] | 6 / 81 |
| Deputados federais (2022)[11] | 55 / 513 |
| Deputados Estaduais (2018) | 70 / 1 060 |
| Vereadores (2020)[12] | 6 346 / 56 810 |
| Cores | Azul Branco Azul-cobalto |
| Página oficial | |
| progressistas | |
| Política do Brasil | |
História
O partido remonta a uma série de processos de fusão que resultam no partido atual, cujo pedido de renomeação foi deferido na sessão do dia 29 de maio de 2003.[19] O Partido Progressista Brasileiro (PPB) foi um partido político brasileiro formado em 14 de setembro de 1995, com a fusão entre o Partido Progressista (1993–1995) e o Partido Progressista Reformador.
Nas eleições presidenciais de 1998, não lançou candidato à presidência da República, apoiando formalmente a pré candidatura de Fernando Henrique Cardoso à reeleição, tendo como apoiadores Paulo Maluf, Epitácio Cafeteira e Esperidião Amin.[20][21]
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Em 2002, não lançou candidato à presidência da República, apoiando informalmente a pré-candidatura de Ciro Gomes à presidência.[22] No segundo turno, o partido apoiou formalmente José Serra.[23]
Findo o governo FHC e completado mais um ciclo na vida política do país, a Convenção Nacional do PPB, buscando inspiração nas transformações políticas internacionais, decidiu, em 4 de abril de 2003, alterar sua denominação para Partido Progressista (PP).[14] Com a eleição do presidente Lula em 2002, o PP passou a integrar a base de apoio ao novo presidente no Congresso Nacional.[24]
Nas eleições de 2010, as alianças entre os partidos moderados e de tendências pela esquerda acontecem em vários lugares, como na Bahia, onde o PP fez parte da coligação do candidato petista, tendo inclusive indicado o seu vice.[25] Sobre esse tipo de coligações, a ex-prefeita de São Paulo e ex-petista Luísa Erundina declarou, ainda em maio de 2010, que "Dá uma tristeza, uma agonia ver o PP do Maluf com o PCdoB. Está tudo igual."[26]
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A partir de 2010 o PP começou a fazer parte da base aliada do governo Dilma Rousseff, tendo seus filiados Mário Negromonte pelo período de 1 de janeiro de 2011 até 2 de fevereiro de 2012[27] e Aguinaldo Ribeiro pelo período de 7 de fevereiro de 2012 até 17 de março de 2014 que assumiram o Ministério das Cidades, sendo este último substituído por Gilberto Occhi.[28]
Assim como muitos grandes partidos em 2012, o PP perdeu prefeituras, caiu de 551 em 2008 para 467 em 2012 e saiu das eleições como quinto partido com maior número de prefeituras. Nas capitais, o partido conseguiu eleger os prefeitos de Palmas e Campo Grande. Em São Paulo apoiou Haddad, do PT.[29]
Em Abril de 2016, o PP rompeu oficialmente com o governo Dilma Rousseff e declarou o seu posicionamento a favor do impeachment da mesma.[16][30] Após o impeachment, o PP apoiou o governo Michel Temer, tendo dois ministérios: o senador Blairo Maggi no Ministério da Agricultura e o deputado Ricardo Barros no Ministério da Saúde.[31]
Em 16 de agosto de 2017, a sigla anunciou que seria rebatizada de Progressistas, em meio a uma tentativa de atrair novos eleitores devido ao desgaste provocado pela crise político-econômica de 2014.[32][33] O pedido de renomeação foi deferido em 11 de setembro de 2018 por Edson Fachin.[34]
Em 2020 nas eleições municipais deste ano o partido elegeu dois prefeitos em capitais: Tião Bocalon em Rio Branco e Cícero Lucena em João Pessoa.
É o partido com o maior número de prefeitos eleitos no Rio Grande do Sul nas eleições de 2020.[carece de fontes]
| Partido Social Liberal (PSL) 1994–2022 |
União Brasil (UNIÃO) 2022–presente | |||||||
| Aliança Renovadora Nacional (ARENA) 1966–1979 |
Partido da Frente Liberal (PFL) 1985–2007 |
Democratas (DEM) 2007–2022 | ||||||
| Partido Democrático Social (PDS) 1980–1993 |
Partido Progressista Reformador (PPR) 1993–1995 |
Partido Progressista Brasileiro (PPB) 1995–2003 |
Partido Progressista (PP) 2003–2017 |
Progressistas (PP) 2017–presente | ||||
| Partido Democrata Cristão (PDC) 1985–1993 | ||||||||
| Partido Social Trabalhista (PST) 1988–1993 |
Partido Progressista (PP) 1993–1995 | |||||||
| Partido Trabalhista Renovador (PTR) 1985–1993 | ||||||||
Organização
Mandatos relevantes atuais
|
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Outras lideranças notáveis
Número de filiados
| Data | Filiados[7] | Crescimento anual | |
|---|---|---|---|
| dez./2006 | 1.267.497 | – | – |
| dez./2007 | 1.280.537 | +1,0% | |
| dez./2008 | 1.262.287 | -1,4% | |
| dez./2009 | 1.204.117 | -4,8% | |
| dez./2010 | 1.369.299 | +13% | |
| dez./2011 | 1.409.247 | +2,9% | |
| dez./2012 | 1.415.451 | +0,4% | |
| dez./2013 | 1.415.634 | +0,0% | |
| dez./2014 | 1.413.977 | -0,1% | |
| dez./2015 | 1.419.386 | +0,3% | |
| dez./2016 | 1.437.887 | +1,3% | |
| dez./2017 | 1.439.691 | +0,1% | |
| dez./2018 | 1.444.626 | +0,3% | |
| dez./2019 | 1.276.421 | -13% | |
| dez./2020 | 1.348.335 | +5,6% | |
| dez./2021 | 1.321.783 | -1,9% | |
Desempenho eleitoral
Eleições parlamentares
| Legislatura | Bancada | % | ± |
|---|---|---|---|
| 50.ª (1995–1999) |
72 / 513 |
14,03 | |
| 51.ª (1999–2003) |
60 / 513 |
11,69 | |
| 52.ª (2003–2007) |
49 / 513 |
9,55 | |
| 53.ª (2007–2011) |
42 / 513 |
8,18 | |
| 54.ª (2011–2015) |
44 / 513 |
8,57 | |
| 55.ª (2015–2019) |
47 / 513 |
9,16 | |
| 56.ª (2019–2023) |
37 / 513 |
7,21 | |
| 57.ª (2023–2027) |
47 / 513 |
9,16 |
| Legislatura | Bancada | % | ± |
|---|---|---|---|
| 50.ª (1995–1999) |
7 / 81 |
8,64 | |
| 51.ª (1999–2003) |
5 / 81 |
6,17 | |
| 52.ª (2003–2007) |
1 / 81 |
1,23 | |
| 53.ª (2007–2011) |
1 / 81 |
1,23 | |
| 54.ª (2011–2015) |
5 / 81 |
6,17 | |
| 55.ª (2015–2019) |
6 / 81 |
7,40 | |
| 56.ª (2019–2023) |
6 / 81 |
7,40 | |
| 57.ª (2023–2027) |
6 / 81 |
7,40 |
Eleições presidenciais
| Ano | Imagem | Candidato(a) a Presidente | Candidato a Vice-Presidente | Coligação | Votos | Posição |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1998 | ![]() |
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) |
Marco Maciel (PFL) |
União, Trabalho e Progresso (PSDB, PFL, PPB, PTB e PSD) |
35.936.540 (53,06%) |
1ª |
| 2010 | ![]() |
Dilma Rousseff (PT) |
Michel Temer (PMDB) |
Para o Brasil Seguir Mudando (PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN) apoio informal de 22 diretórios estaduais do PP[56] |
55.752.529 (56,05%) | 1ª |
| Observação: os diretórios estaduais de MG, PR e RS apoiaram José Serra (PSDB) e os diretorios de SP e SC ficaram neutros.[56] | ||||||
| 2014 | ![]() |
Dilma Rousseff (PT) |
Michel Temer (PMDB) |
Com a Força do Povo (PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB) |
54.495.459 (51,64%) | 1ª |
| 2018 | ![]() |
Geraldo Alckmin (PSDB) |
Ana Amélia (PP) |
Para Unir o Brasil (PSDB, PP, PTB, PSD, PRB, PR, DEM, Solidariedade e PPS) |
5.096.349 (4,76%) |
4ª |
| Segundo turno: neutralidade e liberação de diretórios e filiados.[57] | ||||||
| 2022 | ![]() |
Jair Bolsonaro
(PL) |
Walter Braga Netto
(PL) |
Pelo bem do Brasil
(PL, Republicanos e PP) |
58.206.354 (49,1%) |
2ª |
Controvérsias
Corrupção
Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de bancadas dos parlamentares cassados por corrupção desde os anos 2000. O PP, segundo maior partido do Brasil a época, ocupa a quarta colocação no ranking, com 26 cassações.[58]
Dos 45 representantes do partido no Congresso, 21 estão sendo investigados na Operação Lava Jato.[59] Outros 11 ex-parlamentares do partido também estão sob suspeita. Entre eles, dois condenados no Escândalo do Mensalão.
Políticos diversos do PP, estão envolvidos e investigados no esquema conhecido como Petrolão. Os políticos foram citados pelos delatores, ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, pelo doleiro Alberto Youssef, além de outros delatores. O esquema de corrupção da estatal está sendo investigado por uma operação da Polícia Federal de nome Operação Lava Jato.[60][61][62][63]
Improbidade administrativa
Em 30 de março de 2017, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o PP por desvios ocorridos na Petrobras, sendo a primeira contra um partido na Operação Lava Jato. Além do PP, são citados na ação um ex-assessor parlamentar e dez políticos, sendo quatro ex-deputados e seis parlamentares com mandato. Os políticos recebiam entre 30 e 300 mil reais de mesada. O MPF ainda pede o ressarcimento de mais de 2 bilhões e 300 milhões de reais equivalentes à propina paga ao partido, além de multa e danos morais coletivos. Entre as consequências da ação para os políticos, caso sejam condenados, está a perda do cargo, suspensão de direitos políticos, perda da aposentadoria especial e devolução do dinheiro fruto de irregularidades.[64][65][66] Em abril de 2017, a justiça bloqueou 9,8 milhões de reais do partido e outros 466 milhões de reais de políticos da legenda.[67][68]
Referências
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- «Manifesto do Progressistas=Progressistas»
- «Bolsonaro sela casamento com partido que o tratou como coadjuvante». 26 de agosto de 2020
- «Conheça a História do Progressistas =Progressistas»
- «Lira, Bolsonaro e até a China: como o PP quer se tornar o partido mais poderoso do país». Gazeta do Povo
- http://www.progressistas.org.br/2056/Documentos/OPresidente_261677/
- «Estatísticas do eleitorado – Eleitores filiados». TSE. Consultado em 12 de dezembro de 2022
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- TSE. «Histórico de partidos». Consultado em 26 de outubro de 2016
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- «"Eu não apoio FH, mas meu voto é no dr. Enéas", diz Bolsonaro.». Folha de S.Paulo. Março de 1998
- Bragon, Ranier; Ulhôa, Raquel (13 de julho de 2002). «PPS de Ciro fecha aliança com Collor em AL». Folha de S. Paulo.
Os partidos da chapa majoritária são o PRTB, de Collor, o PPS, o PTB (partido da Frente Trabalhista de Ciro), que indicou o vice, Antônio Carlos Rezende, o PPB e o PFL.
- «PPB fica com Serra». Folha de S.Paulo. 8 de outubro de 2002
- «Há 20 anos Maluf reveza apoios a PT e PSDB». Uol. 30 de maio de 2014. Consultado em 8 de janeiro de 2016
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