Primeira-dama do Brasil
Primeira-dama do Brasil é o título da anfitriã do Palácio da Alvorada, tradicionalmente a esposa do presidente do Brasil. Embora o papel da primeira-dama nunca tenha sido definido oficialmente, ela figura proeminentemente na vida política e social da nação.[1] Rosângela Lula da Silva é a atual primeira-dama do Brasil, como esposa do 39.º presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
| Primeira-dama do Brasil | |
|---|---|
| Estilo | Dona (formal) |
| Residência | Palácio da Alvorada |
| Duração | Coincidente com o período de exercício do presidente. |
| Criado em | 15 de novembro de 1889 (133 anos) |
| Primeiro titular | Mariana da Fonseca |
Mariana da Fonseca, esposa de Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente do Brasil (1889–1891), é considerada a primeira primeira-dama do Brasil.
O papel da primeira-dama mudou consideravelmente.[1] Ele passou a incluir o envolvimento em campanhas políticas, causas sociais e representação do presidente em ocasiões oficiais e cerimoniais. Além disso, ao longo dos anos, as primeiras-damas exerceram influência em vários setores, desde a moda até a opinião pública sobre políticas.
Há cinco ex-primeiras-damas vivas: Maria Thereza Goulart, viúva de João Goulart; Marly Sarney, esposa de José Sarney; Rosane Malta, ex-esposa de Fernando Collor, Marcela Temer, esposa de Michel Temer; e Michelle Bolsonaro, esposa de Jair Bolsonaro.
História
O título foi inspirado pelo modelo norte-americano e, teoricamente, seu papel é desempenhar aquilo que seu marido, o presidente, não consegue por falta de tempo, liderando, por exemplo, campanhas de caridade e de voluntariado ou participando delas, a fim de ajudar os menos favorecidos.
A única ex-primeira-dama que concorreu a cargos públicos foi Rosane Malta em 2018.[2] A primeira-dama mais emblemática da história do país foi Maria Thereza Goulart pela juventude, beleza, carisma e elegância.[3] A mais jovem foi Catita Alves, com 23 anos de idade quando assumiu o posto em 1902.[4] A mais velha foi Ruth Cardoso com 64 anos. Nair de Teffé foi a que permaneceu por mais tempo na condição de ex-primeira-dama, totalizando um período de 67 anos. Já Clélia Bernardes, viveu até 96 anos, tornando-se a ex-primeira-dama mais longeva.[5] Darcy Vargas foi quem ocupou por mais tempo a função, durante 18 anos, contrapondo-se a Graciema da Luz, que durou menos tempo, por 3 dias. De todas as primeiras-damas, a que teve mais filhos foi Guilhermina Penna, num total de doze. Já Mariana da Fonseca e Rosane Malta não tiveram filhos.
Em 2019, Michelle Bolsonaro se tornou a primeira primeira-dama brasileira a discursar no parlatório do Palácio do Planalto durante uma posse presidencial. Ela que faz parte do Ministério de Surdos e Mudos da Igreja Batista Atitude, na qual atuou como intérprete de Libras nos cultos, quebrou protocolo discursando em Língua Brasileira de Sinais.[6][7][8][9]
Por questão de respeito, as primeiras-damas brasileiras são chamadas normalmente de Donas.[10]
Não cônjuges na função
Três filhas de presidentes assumiram o papel de primeira-dama enquanto seus pais foram viúvos. Catita e Marieta Alves, filhas de Rodrigues Alves;[4] e Antonietta Castello Branco, filha de Humberto Castello Branco.[11]
Diário de Vargas
O diário de Getúlio Vargas, que cita mais de 1300 pessoas, menciona uma mulher misteriosa alcunhada de bem-amada, luz balsâmica e encanto da minha vida, por quem declarou estar apaixonado em abril de 1937. A mulher é supostamente a paranaense Aimée Sotto Mayor Sá. Independente de quem fora realmente a bem-amada, o relacionamento durou até maio de 1938 e causou uma crise doméstica entre Getúlio e Darcy Vargas.[12]
Galeria de casais presidenciais
Presidente Hermes da Fonseca e a primeira-dama Orsina da Fonseca.
1910–1912
Presidente Hermes da Fonseca e a primeira-dama Nair de Teffé.
1913–1914
Presidente Epitácio Pessoa e a primeira-dama Mary Pessoa.
1919–1922
Presidente Juscelino Kubitschek e a primeira-dama Sarah Kubitschek.
1956–1961
Presidente João Goulart e a primeira-dama Maria Thereza Goulart.
1961–1964
Presidente José Sarney e a primeira-dama Marly Sarney.
1985–1990
Presidente Fernando Collor e a primeira-dama Rosane Collor.
1990–1992
Presidente Fernando Henrique Cardoso e a primeira-dama Ruth Cardoso.
1995–2003
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Marisa Letícia.
2003–2011
Presidente Michel Temer e a primeira-dama Marcela Temer.
2016–2019
Presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro.
2019–2023
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva.
2023–presente
Esposas que não se tornaram primeiras-damas
- Alice Prestes, esposa de Júlio Prestes, não se tornou oficialmente primeira-dama, visto que seu marido foi impedido de tomar posse, mas ele deve constar como ex-presidente por força da Lei.
- Mariquita Aleixo, esposa de Pedro Aleixo, não se tornou oficialmente primeira-dama, visto que seu marido foi impedido de tomar posse, mas ele deve constar como ex-presidente por força da Lei.
- Risoleta Neves, esposa de Tancredo Neves, não se tornou oficialmente primeira-dama, visto que seu marido morreu antes de tomar posse, mas ele deve constar como ex-presidente por força da Lei.
Esposas que foram primeiras-damas de estados brasileiros
- Minas Gerais: 5 — Guilhermina Penna, Maria Pereira Gomes, Francisca Ribeiro, Clélia Bernardes e Sarah Kubitschek.
- São Paulo: 4 — Adelaide de Morais Barros, Anna Gabriela Campos Salles, Sophia Pereira de Sousa e Eloá Quadros.
- Alagoas: 1 — Rosane Collor.
- Maranhão: 1 — Marly Sarney.
- Rio de Janeiro: 1 — Anita Peçanha.
- Rio Grande do Sul: 1 — Darcy Vargas.
- Santa Catarina: 1 — Beatriz Ramos.
Função

A posição da primeira-dama não é eleita e exerce apenas deveres cerimoniais. No entanto, as primeiras-damas ocuparam uma posição altamente visível na sociedade brasileira.[1] O papel da primeira-dama evoluiu ao longo dos séculos. Ela é, em primeiro lugar, a anfitriã do Palácio da Alvorada. Ela organiza e participa de cerimônias e funções oficiais do Estado, juntamente com ou no lugar do presidente.
Ao longo do século 20, tornou-se cada vez mais comum que as primeiras-damas selecionassem causas específicas para promover, geralmente aquelas que não são politicamente divisórias. É comum a primeira-dama contratar uma equipe para apoiar essas atividades. Mary Pessoa, apoiou os direitos das mulheres;[13] Darcy Vargas foi pioneira em assistencialismo social dando apoio a famílias de militares;[14] Ruth Cardoso incentivou o combate à extrema pobreza;[15] Marcela Temer promoveu ação em favor da primeira infância;[16] e Michelle Bolsonaro atualmente ajuda pessoas com deficiência, portadores de síndromes e a comunidade surda, além do apoio ao voluntariado.
Muitas primeiras-damas se tornaram importantes formadoras de tendências da moda.[17] Algumas exerceram um certo grau de influência política em virtude de serem uma importante conselheira do presidente.[18]
Trabalhos sociais
As primeiras-damas ocupam uma posição altamente visível na sociedade brasileira, tendo um papel evolutivo ao longo dos séculos.[19] O papel, em seu começo, estava atrelado ao desempenho de atividades benemerentes que visavam o amparo e proteção de grupos sociais que viviam em situação de risco. O assistencialismo no país sob o comando da primeira-dama brasileira começou já na república velha.
| Primeira-dama | Trabalho Social | Imagem |
|---|---|---|
| Mary Pessoa | Legião da Mulher Brasileira | ![]() Mary Pessoa atuou em causas sociais e incentivou o feminismo. |
| Com suas obras de caridades, fundou em 1919, a primeira obra de caridade da Casa de Santa Ignez, oferecendo tratamento para trabalhadoras domésticas vítimas de tuberculose, contando com a colaboração das religiosas da Congregação Filhas de Sant'Anna.[20] Foi também presidente de honra da Legião da Mulher Brasileira, instituição destinada a elevar o nível da moral feminina e proteger, sobre múltiplos e nobres aspectos a mulher brasileira.[13][21] | ||
| Darcy Vargas | Legião Brasileira de Assistência | ![]() Darcy Vargas com ações na LBA. |
| Foi precursora do assistencialismo no país por meio de propagandas com a criação da Legião Brasileira de Assistência.[14] Inicialmente, ajudou as famílias dos soldados que participaram da Segunda Guerra Mundial, mas logo se tornou abrangente, com destaque em mães e famílias que viviam na pobreza. Com um estilo inteiramente feminino, a LBA era comandada em cada Estado, pelas esposas dos governadores e, consequentemente, pelas esposas dos prefeitos.[22] A partir de então, todas as primeiras-damas do país assumiam a presidência de honra da Legião Brasileira de Assistência. | ||
| Carmela Dutra | Organização das Voluntárias | ![]() Carmela Dutra foi responsável pela criação da Organização das Voluntárias. |
| A Organização das Voluntárias, instituição filantrópica criada por para auxiliar o voluntariado em os hospitais, maternidades, creches e demais organizações de caridade.[23] Em 1964, já contava com 17 mil pessoas em todo o país e possuía 380 núcleos espalhados em todo o território nacional. No Rio de Janeiro, a Organização das Voluntárias funcionava na Capela de Santa Teresinha do Palácio Guanabara.[24] | ||
| Sarah Kubitschek | Pioneiras Sociais | ![]() Sarah Kubitschek inaugurando o Centro de Reabilitação que leva seu nome. |
| Inovou com a Fundação das Pioneiras Sociais. A organização foi criada quando ainda era primeira-dama de Minas Gerais, oferecendo apoio à crianças, mães e mulheres grávidas, estendendo-se as famílias mais pobres.[25] A Fundação ganhou independência quando seu marido assumiu a Presidência da República.[26] A inspiração de Sarah para tal obra decorre, fundamentalmente, de sua experiência enquanto mãe e os problemas de coluna de sua filha Márcia e os cuidados específicos que ensejavam. | ||
| Ruth Cardoso | Comunidade Solidária e Comunitas | ![]() Ruth Cardoso em evento do Programa Comunidade Solidária. |
| O programa foi criado para o combate da extrema pobreza.[15] Em 2000, ela criou a organização não governamental Comunitas, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento dos investimentos sociais corporativos e estimular a participação da iniciativa privada no desenvolvimento social e econômico do país, na qual atuou até sua morte.[27][28] Foi precursora de um dos maiores programas sociais da história do país, o Bolsa Família,[29][30] inclusive por meio do Comunidade Solidária.[31] Ruth ainda se notabilizou por sua intelectualidade, tendo sido a primeira esposa de um presidente a conquistar um diploma universitário.[32] | ||
| Marcela Temer | Criança Feliz | ![]() Marcela Temer no Global Child Forum. |
| Logo após ter se tornado primeira-dama do Brasil, foi anunciado que Marcela seria a embaixadora do programa.[16] Criado para a assistência de crianças de 0 a 3 anos, visando acompanhar em visitas as famílias ligadas ao Programa Bolsa Família, incentivando o desenvolvimento na primeira infância em ações de educação, assistência social, saúde, direitos humanos e cultura.[33] Marcela atuou também em causas como o trabalho voluntário, criando um programa nacional para estimular o voluntariado, o Viva Voluntário.[34][35][36] | ||
| Michelle Bolsonaro | Pessoas com deficiência e Pátria Voluntária | ![]() Michelle Bolsonaro na Cerimônia de Comemoração ao Dia Internacional do Voluntariado. |
| É defensora de causas sociais relacionadas a pessoas com deficiência, com visibilidade em doenças raras, inclusão digital, conscientização sobre autismo, inclusão de libras nas escolas e outros projetos sociais. Também é engajada no voluntariado social, sendo a atual presidente do conselho gestor do programa nacional de incentivo ao trabalho voluntário, chamado Pátria Voluntária.[37] |
Estilo das primeiras-damas
Dentre as trinta e sete primeiras-damas, algumas chamaram atenção pelo estilo e elegância. Sarah Kubitschek é considerada até os dias atuais a dama da elegância, por ter ditado tendência numa época em que o país caminhava para a ascensão do mercado da moda. De estilo clássico, elegante e discreto, vestia peças de vários estilistas, entre eles Zuzu Angel, Dener Pamplona, Guilherme Guimarães e Mena Fiala, responsável por quase todo o guarda-roupa de Sarah e pelo vestido em que usou na cerimônia de posse do marido.[38]
Considerada pela Revista People a primeira-dama mais bela do país e uma das 10 mais bonitas do mundo, Maria Thereza Goulart tornou-se um ícone da moda brasileira no início dos anos 60, optando pela então nascente alta costura brasileira, tornando-se cliente do estilista Dener Pamplona de Abreu, que acabou por ser responsável pelo seu guarda-roupas. Glamourosa, atraiu o interesse dos jornais e o imaginário dos brasileiros que se inspiravam nas suas mais belas peças de roupas.[17][39][40] Maria Thereza foi a primeira-dama mais emblemática da história do país, com vinte e cinco anos de idade à época da posse,[41] tendo sido considerada pela revista Time como uma das nove Belezas Reinantes mundial,[42] estampando diversas capas de revistas brasileiras como a Manchete, Fatos & Fotos e O Cruzeiro; e mundialmente famosas como a francesa Paris Match e a alemã Stern.[43][44][45]
Ao se tornar primeira-dama, Marcela Temer também atraiu atenção nacional e tornou-se referência da moda. No desfile de 7 de setembro de 2016, apareceu com um vestido branco simples e com um decote discreto.[46] Em menos de 24 horas, o vestido já estava esgotado na loja virtual da estilista brasiliense Luisa Farani.[47] Com um estilo clássico e romântico, o mesmo vestido que usou no seu primeiro ato oficial como primeira-dama, repetiu no seu último ato oficial como primeira-dama, sendo bastante elogiada e associada a britânica Catarina, Duquesa de Cambridge.[48][49][50]
Michelle Bolsonaro tem seu estilo considerado clássico e elegante. A primeira-dama recebeu a maior parte da atenção na posse de seu marido como Presidente da República, usando um modelito considerado simples, mas que durou 20 dias para ser confeccionado. O modelo rosé ombro a ombro com comprimento mídi — inspirado na ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Jacqueline Kennedy e na princesa de Mônaco, Grace Kelly —, gerou vários comentários positivos.[51] No dia a dia seu look é sempre casual, usando basicamente calça jeans, camisetas de malha, mostrando mais sua personalidade. Gosta de peças clássicas, discretas e sem decote, tendo a cor preta como favorita, fato que a fez escolher um vestido na mesma cor com mangas rendadas para o coquetel no Itamaraty na noite da posse. Sua estilista é a paulistana Marie Lafayette, que veste a primeira-dama em todos os eventos oficiais. Em um evento realizado pelo Palácio do Planalto em abril de 2019, Michelle surgiu com um tubinho branco e colar de pérolas, gerando comparações a Diana, Princesa de Gales.[52][53]
Lista
Ex-primeiras-damas vivas
Até o presente momento, cinco ex-primeiras-damas estão vivas. Em ordem de serviço são:




Michelle Bolsonaro
serviu de 2019–2023
n. 1982 (40 anos)
esposa de Jair Bolsonaro
A última ex-primeira-dama a falecer foi Marisa Letícia, em 3 de fevereiro de 2017, aos 66 anos.[54]
O maior número de ex-primeiras-damas vivas foram doze, entre:
- 15 de abril de 1964 e 17 de julho de 1965, quando Nair de Teffé, Francisca Ribeiro, Clélia Bernardes, Darcy Vargas, Luzia Linhares, Jandira Café, Graciema da Luz, Beatriz Ramos, Sarah Kubitschek, Eloá Quadros, Sylvia Mazzilli e Maria Thereza Goulart estavam todas vivas;
- 15 de março de 1967 e 24 de junho de 1968, quando Nair de Teffé, Clélia Bernardes, Darcy Vargas, Luzia Linhares, Jandira Café, Graciema da Luz, Beatriz Ramos, Sarah Kubitschek, Eloá Quadros, Sylvia Mazzilli, Maria Thereza Goulart e Antonietta Castello Branco estavam todas vivas.
Ver também
Referências
- Mesquita, Lígia (3 de janeiro de 2019). «De onde vem o papel da primeira-dama - e a tradição de trabalho social» (em inglês)
- «Família Collor protagoniza disputa política com barracos e picuinhas dignas de reality». Extra Online. 19 de agosto de 2018. Consultado em 3 de janeiro de 2019
- «Maria Thereza Goulart, viúva de Jango, lança biografia». O Globo. 10 de abril de 2019. Consultado em 24 de maio de 2019
- LUSTOSA, Isabel. Histórias de presidentes: a República no Catete. Editora Vozes, 1989
- https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2020/02/09/interna_politica,1120492/livro-conta-a-historia-das-primeiras-damas-do-brasil.shtml
- «Michelle Bolsonaro faz discurso em Libras no parlatório do Palácio do Planalto». G1. Consultado em 2 de janeiro de 2019
- Magesk, Laila (2 de janeiro de 2019). «Discurso de Michelle Bolsonaro em Libras reforça importância da língua». Gazeta Online. Consultado em 2 de janeiro de 2019
- «Michelle Bolsonaro pegou todos de surpresa e fez até ministros chorarem». GaúchaZH. 1 de janeiro de 2019. Consultado em 2 de janeiro de 2019
- Mendonça, Heloísa (2 de janeiro de 2019). «Discurso inédito de Michelle Bolsonaro na posse abre portas para protagonismo no Governo». EL PAÍS. Consultado em 2 de janeiro de 2019
- «Qual a origem da expressão 'dona' e as questões que ela desperta». Nexo Jornal. Consultado em 23 de maio de 2020
- Mendes, Manuel P. (1995). O cerrado de casaca. [S.l.]: Thesaurus Editora
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- Castro, Ruy (21 de novembro de 2019). Metrópole à beira-mar: O Rio moderno dos anos 20. [S.l.]: Companhia das Letras
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- «Vestido de Marcela Temer no 7 de Setembro some das lojas | VEJA Gente». VEJA.com
- «Marcela Temer usa look de quase R$ 1,2 mil em parada de 7 de Setembro»
- «Redes exaltam discurso de primeira-dama e vestido repetido de Marcela Temer». noticias.uol.com.br. Consultado em 7 de abril de 2019
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- «Marcela Temer repete vestido na posse de Jair Bolsonaro». O Globo. 1 de janeiro de 2019. Consultado em 7 de abril de 2019
- Donna, Revista (2 de janeiro de 2019). «O estilo de Michelle Bolsonaro: veja os detalhes do look usado pela primeira-dama na posse». Revista Versar. Consultado em 7 de abril de 2019
- «Michelle Bolsonaro é comparada a Princesa Diana ao usar figurino bem parecido». Extra Online. 6 de abril de 2019. Consultado em 7 de abril de 2019
- «Michelle Bolsonaro usou vestido inspirado em look de Lady Di». O Globo. 6 de abril de 2019. Consultado em 7 de abril de 2019
- «Dona Marisa, ex-primeira-dama, morre em SP»






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