Rosenverg Reis

Rosenverg Reis de Oliveira (Duque de Caxias, 26 de outubro de 1977), mais conhecido como Rosenverg Reis, é empresário e político brasileiro.[1]

Rosenverg Reis
Rosenverg Reis
Deputado estadual pelo Estado do Rio de Janeiro
Período 1° de fevereiro de 2015
à atualidade
Dados pessoais
Nome completo Rosenverg Reis de Oliveira
Nascimento 26 de outubro de 1977 (45 anos)
Duque de Caxias
Cônjuge Luciana Aquino Coutinho de Oliveira
Partido MDB (1995-presente)
Profissão Empresário

Atualmente, é deputado estadual no Rio de Janeiro.

Biografia

Rosenverg Reis, nascido e residente em Xerém, 4º Distrito de Duque de Caxias – RJ.[1]

Ganhou notoriedade nacional por envolvimento em escândalos de corrupção.

Teve sua trajetória política iniciada em 1992, como assessor de seu irmão Washington Reis, então vereador de Duque de Caxias, posteriormente durante 10 anos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e finalmente nos período de 2005 a 2008 na prefeitura de Duque de Caxias.[1]

Filiou-se ao PMDB em 1995, tendo sido eleito presidente do Diretório Municipal em Duque de Caxias pela primeira vez em 2005.[1]

Em 2010 foi candidato ao cargo de deputado estadual do Rio de Janeiro, tendo obtido 38.059 votos, sendo o 13º mais votado do PMDB e tornando-se o 1º suplente. Assumiu a vaga no lugar do deputado Rafael Picciani, que havia sido convidado pelo governador Sérgio Cabral para assumir a pasta de Secretário de Estado de Habitação. Em seu primeiro mandato, propôs um projeto de lei, que seria aprovado, proibindo a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em transportes públicos.[2]

Em 2014, novamente se candidatou ao cargo de deputado estadual para a legislatura 2015–2019, tendo obtido 43.045 votos, tornando-se o 15º mais votado do PMDB. Assumiu o mandato parlamentar como titular em 1 de fevereiro de 2015.

Em sua segunda legislatura é presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Membro titular da comissão de Normas Internas e Proposições Externas e da comissão de Minas e Energia.[1] É também membro suplente das comissões de saneamento ambiental, saúde , orçamento, finanças, fiscalização financeira e controle, segurança pública e assuntos de polícia.[1]

Em abril de 2015, em polêmica votação, foi um dos parlamentares a votar a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação esta muito criticada na época.[3] No dia 20 de fevereiro de 2017, foi um dos 41 deputados estaduais a votar a favor da privatização da CEDAE.[4] Como membro da Comissão de Normas Internas e Proposições Externas, votou a favor da indicação de Edson Albertassi ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.[5]

Em 17 de novembro de 2017, votou pela revogação da prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, denunciados na Operação Cadeia Velha, acusados de integrar esquema criminoso que contava com a participação de agentes públicos dos poderes Executivo e do Legislativo, inclusive do Tribunal de Contas, e de grandes empresários da construção civil e do setor de transporte.[6]

Também em 2017 votou para eleição de presidente do Comitê de Ética o deputado André Larazoni, envolvido com outros parlamentares já presos, membros do mesmo comitê [7]

Crime Ambiental

O político compoe a chamada "bancada dos réus", por sofrer processo por crime ambiental: loteamento ilegal de terras em reserva biológica em Xerém [8]

Assessores fantasmas

Em 2019, reportagem da Rede Globo revelou assessores de deputados da ALERJ com altos salários, que não compareciam para trabalho, e sequer residiam na capital do RJ, sede da ALERJ e dos gabinetes dos deputados que os empregavam. Dentre eles havia o tio do deputado Bruno Dauaire, líder do PSC, Ricardo Dauaire, empregado como assessor de Rosenverg, com salário de 18 mil reais. Questionado, Rosenverg prometeu punição ao funcionário. Em janeiro de 2020 o mesmo funcionário foi aposentado com salário de 28 mil reais. [9][10] O caso é suspeito de nepotismo cruzado [11]

Referências

  1. ALERJ. «Rosenverg Reis». Consultado em 30 de junho de 2015
  2. Extra. «'Lei Seca' até para passageiro: projeto aprovado na Alerj proíbe consumo de álcool em transportes coletivos». Consultado em 30 de junho de 2015
  3. Pedro Zuazo (29 de abril de 2015). «Conselheiro vapt-vupt: veja quem votou em Brazão para o TCE». Jornal Extra. Consultado em 8 de dezembro de 2016
  4. G1 (20 de fevereiro de 2017). «g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/saiba-como-votou-cada-deputado-sobre-a-privatizacao-da-alerj-e-veja-opinioes.ghtml». Consultado em 15 de outubro de 2017
  5. Marina Lang (9 de novembro de 2017). «Deputado que deu parecer favorável às contas de Pezão é aprovado para presidir TCE-RJ». Consultado em 14 de novembro de 2017
  6. «Veja como votou cada um dos deputados da Alerj quanto à revogação das prisões de Picciani, Melo e Albertassi». G1
  7. «Aliado de deputados presos vai presidir conselho de ética da Alerj - Política». Estadão. Consultado em 19 de janeiro de 2020
  8. «A bancada dos réus na Alerj: 1 em cada 5 deputados responde a processos criminais ou está preso». G1. Consultado em 19 de janeiro de 2020
  9. «Funcionários da Alerj ganham mais de R$ 18 mil, mas não trabalham». EXAME. Consultado em 19 de janeiro de 2020
  10. «Servidor da Alerj que não aparecia para trabalhar se aposenta com salário de R$ 28 mil». G1. Consultado em 19 de janeiro de 2020
  11. «Alerj: deputados distribuem cargos que beneficiam pelo menos 11 políticos, entre eles, presos pela Lava-Jato». O Globo. 20 de fevereiro de 2019. Consultado em 19 de janeiro de 2020
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