Seixo (Mira)
Seixo, também conhecida como Seixo de Mira, é uma freguesia portuguesa do município de Mira e paróquia da Diocese de Coimbra, com 15,70 km² de área e 1 234 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 78,6 hab/km².
| ||||
|---|---|---|---|---|
| Freguesia | ||||
| Símbolos | ||||
| ||||
| Gentílico | seixense | |||
| Localização | ||||
![]() Seixo de Mira |
||||
| Coordenadas | ||||
| Município | ||||
| Administração | ||||
| Tipo | Junta de freguesia | |||
| Presidente | Tiago Daniel Castro da Cruz (PPD/PSD) | |||
| Características geográficas | ||||
| Área total | 15,70 km² | |||
| População total (2011) | 1 234 hab. | |||
| Densidade | 78,6 hab./km² | |||
| Código postal | 3070 | |||
| Outras informações | ||||
| Orago | Nossa Senhora do Carmo | |||
| Sítio | www.seixo.net | |||
A freguesia é composta pelos seguintes lugares: Seixo, Cabeças Verdes e Marco Soalheiro. Tiago Cruz (PSD) é o actual presidente da junta de freguesia.

População
| População da freguesia de Seixo [1] | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1864 | 1878 | 1890 | 1900 | 1911 | 1920 | 1930 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 |
| 1 265 | 1 339 | 1 234 | ||||||||||||

Criada pela Lei n.º 56/84, de 31 de Dezembro, com lugares desanexados da freguesia de Mira
História
O lugar do Seixo aparece pela primeira vez mencionado em 1619 nas inquirições relativas ao concelho de Mira. O lugar era composto de poucos fogos, sendo mencionado um Manuel Figueiras, como morador principal do sitio. Rapidamente o lugar foi crescendo em casas e população, devida a migrações do interior. O lugar de Cabeças Verdes surge com a extensão e abertura dos terrenos ao uso do povo. Nessa época de crescimento foi decisiva a utilização do moliço para fertilização dos solos, constituindo uma autêntica epopeia a “vida à ria” de Aveiro. Não era fácil, e para muitos se tornava uma vida dura cheia de tormentos, arrojo e aventura. A apanha do moliço constituiu durante décadas o sustento de muitas famílias da terra, marcando assim, profundamente, o modo de ser e de pensar das suas gentes.[2] O Marco Soalheiro, como sítio já existia, mas com o tempo surgiram construções urbanas, sobretudo com gentes de Calvão, que do Canto construíam fogos para cá do limite do concelho.
A criação da Freguesia eclesiástica, primeiro como curato, deu-se em 1919, sendo então bispo de Coimbra, Dom Manuel Luís Coelho da Silva. Foi um momento muito marcante para a população que via a sua capela elevada a igreja, sinal de reconhecimento e emancipação. A primitiva capela, cuja construção era de 1865, foi demolida em Novembro de 1964. Segundo documento da cúria da Diocese de Coimbra, onde de lê que “a capella-mor está em estado decente e em termos de nella se poder celebrar depois de benzida…o corpo ainda…se conserva em bruto, sem solho e forro”.[3] O seixense é um povo profundamente religioso e com uma fé viva, demonstrada no elevado número de sacerdotes católicos. Merecem também referência especial os inúmeros serviços e organismos que têm nascido à sombra da instituição religiosa com o forte dinamismo dos párocos e dos movimentos eclesiais auspiciadores dos alicerces do futuro desta terra. A Igreja Nova, construída no tempo dum magnífico homem que marcou o Seixo, o padre Carvalhais, é um monumento impressionante do espírito comunitário do povo do Seixo, Cabeças Verdes e do Marco Soalheiro. Sua construção começara a ser idealizada nos inícios da década de 40, sob a presidência do então pároco padre Basílio da Costa Morgado que, em 1946, procedeu à Escritura da doação do terreno para a mesma. No entanto, a construção do novo templo só teve inicio no tempo do padre António Carvalhais. A nova igreja é finalmente "benzida solenemente em 23 de Setembro de 1956, pelas dezassete horas, com grande solenidade e festejos da população".[4]
Em 1984 é criada a freguesia civil com sede no Seixo. A elevação a autarquia sub-municipal constituiu o culminar de uma forte demonstração da vontade e um momento alto para as populações dos três lugares que vê a sua emancipação estendida a nível de governo local.[5][6]
Apesar das suas origens humildes, o Seixo apresenta características próprias bem definidas e distintas, das quais se salientam o desde sempre elevado números de pessoas com cursos universitários contrastando como elevado analfabetismo. Contudo, a economia local continua sendo primária, com algumas iniciativas no sector terciário. A Zona Industrial do município localizado na área da freguesia.
A nível de infraestruturas sociais, destacam-se a construção da Sede da Junta e do Posto Médico. Construção do armazém de apoio, com os equipamentos para Centro de Bem-estar Infantil, da Cerci e do Centro de Dia. Construção do Polidesportivo do Seixo e do monumento à Mãe Gandaresa e a homenagem a todas as mães do Seixo.
Património Cultural Construído
- Igreja de Nossa Senhora do Carmo
- Fonte da Barroca, Fonte de Cima, Fonte da Meneza
- Parque de Merendas e Lazer denominado de S. João
- Casa Gandaresa
- Monumento à Mãe Gandaresa
- Sede da Junta e do Posto Médico
- Lar de Idosos do Seixo
Referências
- Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
- "História do Seixo," <Acedido 9 Agosto 2010> http://www.seixo.net/site/index.php?option=com_content&view=article&id=107&Itemid=64
- A.U.C, Fundo do cabido cx. 19, nº 24
- BOA NOVA, semanário de Cantanhede, edição de 28 de Setembro de 1956
- Luís Rocha, 25 Anos que Mudaram o Seixo, Edição CM Mira, 2010
- Fim de Semana da Saúde, in Voz de Mira, Quinzenário, Ano XXX, no. 720 de 25 de Julho de 2010




