Stop the Clocks
Stop the Clocks é o primeiro álbum de grandes êxitos da banda de rock britânica Oasis, lançado em 20 de novembro de 2006. Composto de dois CDs e totalizando 18 canções (com nove faixas em cada), o álbum inclui as músicas mais populares escolhidas por Noel Gallagher — "Stop the Clocks" não foi incluída.
| Stop the Clocks | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() Stop the Clocks | |||||||
| Álbum de grandes êxitos de Oasis | |||||||
| Lançamento | 20 de novembro de 2006 | ||||||
| Gravação | 1994–2005 | ||||||
| Gênero(s) | |||||||
| Duração | 86:19 | ||||||
| Gravadora(s) |
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| Produção |
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| Cronologia de Oasis | |||||||
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O álbum estreou na segunda posição nas paradas britânicas, vendendo mais de 50 mil cópias no seu primeiro dia e 216 mil na primeira semana de lançamento — atrás apenas do álbum The Love Album (2006), da banda Westlife. Até o fim de 2006, Stop the Clocks havia vendido aproximadamente 900 mil cópias, tornando-se o sétimo álbum mais vendido do Reino Unido. "Stop the Clocks" estreou na 89.ª posição pela Billboard 200 nos Estados Unidos, iniciando com 18 mil unidades vendidas.[1][2] O álbum obteve um grande número de vendas no Japão, vendendo mais de 87 mil cópias e alcançando o topo do ranking. O álbum comercializou mais de 2,5 milhões de cópias mundialmente — 1,5 milhões somente no Reino Unido.
Antecedentes e desenvolvimento
O álbum foi produzido devido ao término de contrato do Oasis com a gravadora Sony BMG. Noel Gallagher havia dito muitas vezes que não produziria nenhuma coletânea a não ser que os membros da banda se separassem. Todavia, a gravadora alegou que planejava lançar uma coletânea e que, apesar das dúvidas da banda, deveriam produzi-lo para que a situação não acabasse mal.[3] Isso ficou claro quando Noel afirmou em entrevista à NME que o Oasis não iria renovar contrato com a Sony — na qual por esta razão que a gravadora decidiu lançar Stop the Clocks.[4]
Para enfrentar a preocupação dos fãs na possibilidade da banda se separar naquele período, notas de imprensa publicavam que o álbum confirmava "apenas um período sabático antes de começarem a trabalhar em um novo material [...] Como tal, não é um ponto final, mas apenas um tempo limite — um set list de sonhos e uma chance para o mundo rever a imensa contribuição que o Oasis fez e continua a fazer para o rock'n'roll."[5] Certa vez, Noel afirmou em um episódio da MTV Gonzo que o álbum seria mais direcionado às gerações futuras, já que ele também ficou interessado pelos Beatles através de compilações, como os sucessos dos álbuns The Beatles 1962–1966 e The Beatles 1967–1970, ambas lançadas em 2 de abril de 1973.[6]
Para divulgar a coletânea, lançaram o documentário Lord Don't Slow Me Down (2007), gravado durante a turnê Don't Believe the Truth Tour entre maio de 2005 e março de 2006. Foi pré-lançado em novembro de 2006 com uma seleção de fotos de casas, cinemas, teatros, vencedores dos concursos de fãs e de imprensa — todos relacionados com a turnê; foi ao ar no Channel 4, no Reino Unido.[7]
Capa e encarte

Tanto a capa do álbum quanto do EP foram desenhadas por Peter Blake — conhecido pelos encartes dos álbuns Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967), dos Beatles; Face Dances (1981), de The Who; Stanley Road (1995), de Paul Weller; Me and Mr. Johnson (2004), de Eric Clapton e vários outros.[8][9]
Blake escolheu todos os objetos que estão na capa de maneira casual, porém, as capas de Sgt. Pepper's e Definitely Maybe já estavam elaboradas mentalmente, afirmando: "É usar o mistério de Definitely Maybe e fugir com ela." Ícones culturais podem ser vistos nas capas, incluindo Dorothy Gale, personagem do conto The Wonderful Wizard of Oz (1900); Charles Manson substituindo a imagem original de Marilyn Monroe — o que não poderia ser usado por razões legais; e Snow White and the Seven Dwarfs (1937).[10]
Após dez anos desde seu lançamento, Thomas Smith recorda sobre alguns colecionáveis do grupo ao público mais jovem que não presenciaram o auge da banda, publicando uma postagem de Robert "Rob" Fiddaman, na qual menciona obter "um alvo de dardos exclusivo, criado para o lançamento de 'Stop the Clocks'" — referindo-se ao alvo de dardos inserido na imagem de capa; finalizou: "apenas um punhado deles foi feito, então colocar as mãos nele pode ser quase impossível. As unidades que vão à venda custam cerca de 500 libras."[11][12]
Lançamento
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"Stop the Clocks" (2006)
A canção não chegou a ser lançada oficialmente em nenhum álbum do Oasis.
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O álbum concentra principalmente os singles lançados nos dois primeiros álbuns de estúdio da banda — Definitely Maybe (1994) e (What's the Story) Morning Glory? (1995) —,[13][14] contribuindo com cinco canções cada álbum, lados B e a inclusão de quatro canções da coletânea The Masterplan (1998).[15] Respectivamente, uma música é creditada de Standing on the Shoulder of Giants (2000) e Heathen Chemistry (2002) na compilação, e duas de Don't Believe the Truth (2005).[16][17][18] Em contrapartida, não há nenhuma canção do álbum Be Here Now (1997).[19]
Quando o lançamento de Stop the Clocks foi anunciado pela primeira vez em julho de 2006, logo especularam que a nova canção de mesmo nome seria incluído no álbum como faixa bônus. No entanto, em uma entrevista de Noel Gallagher entre as sessões do álbum, explicou que "Stop the Clocks" não seria incluída no álbum em decorrência de não gostarem de nenhuma versão gravada.[20] Após o término do grupo em 2009, foi lançada no álbum de estreia Noel Gallagher's High Flying Birds (2011), da banda de mesmo nome.[21]
Em uma entrevista à NME, Noel afirma juntar as faixas musicais do álbum e que havia oito canções que "deveriam estar lá, mas não estão." Ele explicou que sua visão original eram de 12 faixas, mas depois ficou satisfeito ao ver um set list de 30 músicas. Em entrevista à BBC Radio 1 e depois ao The Sun, Liam Gallagher, afirma que estava feliz com as canções escolhidas, acrescentando que ele também adicionaria as canções "D'You Know What I Mean?" e "Rockin' Chair". Apesar de Noel admitir ter intenção de incluir "D'You Know What I Mean?" na coletânea, percebeu que sua "longa duração atrapalharia a 'fluidez' do álbum."[22] Em julho de 2009, foi lançado uma edição japonesa com adição de duas faixas bônus: "Roll with It" e "Let There Be Love".[23] Sob as ordens do HMV, lançaram em tempo limitado na Inglaterra, um DVD com duas faixas ao vivo das canções "Fade Away" e "Champagne Supernova" — tendo participação de John Squire em agosto de 1996.[24] Foi incluído uma entrevista com o trailer de Lord Don't Slow Me Down. Uma semana antes da coletânea ser lançada, foi liberado um EP de apenas quatro faixas.[25]
Quatro lados B foram inseridos da coletânea The Masterplan (1998), sendo todos escritos por Noel. A canção "Talk Tonight" faz parte de "Some Might Say", sendo produzido por Owen Morris — tocada no vídeo Live by the Sea (1995), no teatro Cliffs Pavilion.[26][27][28] "The Masterplan" foi lançada originalmente a partir de "Wonderwall", sendo produzida por Owen Morris.[29][30] "Acquiesce" também é inserida como lado B de "Some Might Say", lançada em Live by the Sea (1995), ...There and Then (1996) e no documentário.[28][31][32] Por fim, "Half the World Away" — lado B de "Whatever" — faz parte do vídeo ...There and Then e da edição de luxo de Time Flies... 1994-2009.[31][33]
Recepção musical
| Críticas profissionais | |
|---|---|
| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| Allmusic | |
| Robert Christgau | B+[35] |
| NME | |
| PopMatters | |
| Pitchfork Media | |
| Slant Magazine | |
| Uncut | |
Stop the Clocks recebeu avaliações favoráveis da crítica.[40] Em uma revisão de dez estrelas, a NME alegou que Stop the Clocks "é uma compilação impecável por uma banda cheia de falhas." Afirmou também que "enquanto não há um argumento que diga poder haver mais de 20 grandes canções inseridas a este álbum, 'Whatever', 'Cast No Shadow' e 'Bring It on Down' não seriam dignas de serem incluídas no álbum [...] pois como prometido inicialmente, a banda nunca liberou os hits e lados B que marcassem sua história mundialmente."[4] O site Last.fm afirmou que o álbum é "uma das compilações Best of's mais virtuosas [...]" já lançada, e que não "inundaram o álbum apenas dos hits, não adicionando novas músicas para obterem compras extras."[41] Apesar de não ter sido avaliada pela Chicago Tribune, Blair R. Fischer afirmou que "a banda britpop lança seu primeiro álbum Best of, sendo uma coleção de esquisitices."[42]
Em uma revisão de 4,5 estrelas, o crítico Stephen Thomas Erlewine da Allmusic, afirma que "tais ressentimentos são típicos dos Gallagher's, como também do próprio Oasis em si — que na época do lançamento de Stop the Clocks, tinha apenas seu irmão Liam como membro remanescente desde a formação original; e outra é a exclusão de 'Whatever', omitida presumivelmente, pois se estivesse incluída, a banda teria que desembolsar royalties a Neil Innes — foi um dos compositores da canção."[34] Entretanto, Stephen observou que "mesmo não tendo a presença deste e outros singles bons, como 'Shakermaker' e 'The Hindu Times', o álbum funciona em seu nível mais básico: oferece uma excelente cartilha do grupo."[34] Robert Christgau lançou uma crítica mista, afirmando que "a banda Cotton Mather o fez entender que, quando o Oasis dizem que amam os Beatles, significa que eles amam o período pós-Help! (1965) e pré-Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)."[35] Na revista PopMatters, com um total de sete estrelas, Jeff Vrabel afirma que "Stop the Clocks termina ao som de uma banda que invejavelmente nunca teve que considerar uma criteriosa limitação do seu estilo sonoro."[36]
Em sua avaliação de 6,5, Ryan Dombal da Pitchfork Media, publicou que a coletânea "prova amplamente o que os fãs já sabem: o Oasis estava em seu auge quando vinham crescendo. Sua ascendência em meados da década de 1990, fornece adequadamente uma retrospectiva de quase 80% desse material."[37] Preston Jones, da Slant Magazine, escreveu uma favorável revisão de quatro estrelas, dizendo que "a gravação, apesar da desnecessária divisão em dois CDs, o álbum é musicalmente rica com grandes canções uma após a outra. [...] Sabiamente incluindo as melhores do álbum Don't Believe the Truth (2005), com as canções "Lyla" e "The Importance of Being Idle", Stop the Clocks é simultaneamente uma introdução excelente para um desconhecido e um mixtape inteligentemente criado para os fiéis do grupo."[38] John Robinson, da revista Uncut, foi mais negativo dando uma nota de 2,5 estrelas, afirmando que "efetivamente, uma coleção que reúne os momentos favoritos de Noel a partir de uma classificação da banda, tão fortemente ponderada a favor do material inicial do Oasis (14 das 18 faixas vêm dos primeiros álbuns e lados B contemporâneos), torna silenciosamente explícita o que seus fãs suspeitam há muito tempo. Apesar de abraçar o paradigma do rock ‘n’ roll, o Oasis nunca se esgotou — em vez disso, eles se dispersam."[39]
Desempenho comercial
No Reino Unido, Stop the Clocks estreou na segunda posição da UK Albums Chart, comercializou 1,5 milhões de cópias.[43][44] No Japão, vendeu cem mil cópias, alcançando a posição o topo do ranking nas paradas da Oricon.[45] Após vender cem mil exemplares no país, recebeu o certificação de ouro pela associação Recording Industry Association of Japan (RIAJ).[46] Nos Estados Unidos, seu desempenho não estreou em nenhuma parada musical do país. No entanto, a versão EP alcançou a 89.ª posição pela Billboard 200.[2] Esteve presente também nas paradas de vários países, com destaque na Irlanda, chegando na segunda colocação — conseguindo ganhar quatro vezes a certificação de platina pela Irish Recorded Music Association (IRMA).[47][48]
Lista de faixas
Todas as letras escritas por Noel Gallagher — exceto a canção "Songbird", escrita por Liam Gallagher, todas as músicas compostas por Oasis.
| CD 1 | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Origem da canção: | Duração | |||||||
| 1. | "Rock 'N' Roll Star" | Definitely Maybe (1994) | 5:20 | |||||||
| 2. | "Some Might Say" | (What's the Story) Morning Glory? (1995) | 5:10 | |||||||
| 3. | "Talk Tonight" | The Masterplan (1998) | 4:19 | |||||||
| 4. | "Lyla" | Don't Believe the Truth (2005) | 5:11 | |||||||
| 5. | "The Importance of Being Idle" | Don't Believe the Truth (2005) | 3:41 | |||||||
| 6. | "Wonderwall" | (What's the Story) Morning Glory? (1995) | 4:18 | |||||||
| 7. | "Slide Away" | Definitely Maybe (1994) | 6:14 | |||||||
| 8. | "Cigarettes & Alcohol" | Definitely Maybe (1994) | 4:48 | |||||||
| 9. | "The Masterplan" | "Wonderwall" (1995) | 5:20 | |||||||
Duração total: |
44:35 | |||||||||
| CD 2 | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Origem da canção: | Duração | |||||||
| 1. | "Live Forever" | Definitely Maybe (1994) | 4:36 | |||||||
| 2. | "Acquiesce" | "Some Might Say" (1995) | 4:23 | |||||||
| 3. | "Supersonic" | Definitely Maybe (1994) | 4:35 | |||||||
| 4. | "Half the World Away" | "Whatever" (1994) | 4:15 | |||||||
| 5. | "Go Let It Out" | Standing on the Shoulder of Giants (2000) | 4:41 | |||||||
| 6. | "Songbird" | Heathen Chemistry (2002) | 2:05 | |||||||
| 7. | "Morning Glory" | (What's the Story) Morning Glory? (1995) | 5:01 | |||||||
| 8. | "Champagne Supernova" | (What's the Story) Morning Glory? (1995) | 7:29 | |||||||
| 9. | "Don't Look Back in Anger" | (What's the Story) Morning Glory? (1995) | 4:53 | |||||||
Duração total: |
42:36 | |||||||||
| Edição lançada no Japão[23] | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Origem da canção: | Duração | |||||||
| 10. | "Roll with It" | (What's the Story) Morning Glory? (1995) | 4:00 | |||||||
| 11. | "Let There Be Love" | Don't Believe the Truth (2005) | 5:30 | |||||||
Duração total: |
96:00 | |||||||||
| Faixa bônus no iTunes Store[49] | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Origem da canção: | Duração | |||||||
| 10. | "Morning Glory" | (What's the Story) Morning Glory? (1995) | 5:43 | |||||||
Duração total: |
87:02 | |||||||||
Paradas e posições
Semanais
|
Fim de Ano
|
Certificações
| País/Região | Certificação | Unidades | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Austrália (ARIA)[69] | Ouro | 35 000^ | |||||
| Canadá (Music Canada)[70] | Ouro | 50 000^ | |||||
| Irlanda (IRMA)[48] | 4x Platina | 60 000x | |||||
| Japão (RIAJ)[46] | Ouro | 100 000^ | |||||
| Reino Unido (BPI)[44] | 5x Platina | 1 500 000^ | |||||
| ^ Valores enviados com base em certificação individual x Números não especificados com base em certificação individual | |||||||
Créditos
Créditos adaptados do encarte do álbum e no Allmusic.[34]
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Referências
- Katie Hasty (29 de novembro de 2006). «Jay-Z Reclaims His 'Kingdom' With No. 1 Debut». Billboard. Consultado em 9 de janeiro de 2013. Cópia arquivada em 28 de novembro de 2021
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Ligações externas
- «Stop the Clocks» (em inglês). Oasisnet.com

