Strombus gracilior

Strombus gracilior (nomeada, em inglês, Eastern Pacific fighting conch[2][3] ou Panama fighting conch[4]; em espanhol, Cambute)[5][6] é uma espécie de molusco gastrópode marinho pertencente à família Strombidae. Foi classificada por George Brettingham Sowerby I em 1825,[1] sendo nativa do leste do oceano Pacífico; do Golfo da Califórnia, e passando por toda a América Central, ao Peru, no oeste da América do Sul.[2][4] O significado, em latim, da palavra gracilior é "mais esguio" ou "mais simples".[7] Esta é uma espécie amplamente utilizada como alimento pelos habitantes do litoral oeste da Costa Rica.[6]

Strombus gracilior

A concha de S. gracilior.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Littorinimorpha
Superfamília: Stromboidea
Família: Strombidae
Género: Strombus
Linnaeus, 1758[1]
Espécie: S. gracilior
Nome binomial
Strombus gracilior
G. B. Sowerby I, 1825[1]
Distribuição geográfica

A região do golfo da Califórnia, no México (em verde), até o Peru (em laranja) é o habitat da espécie S. gracilior.[2]

Descrição da concha

Conchas chegando a quase de 10 centímetros de comprimento, quando desenvolvidas, de coloração alaranjada, levemente castanha ou amarelada, com a borda de seu lábio externo projetada em direção à sua espiral e com seus espinhos reduzidos a protuberâncias arredondadas. A cor de sua columela e lábio externo é alaranjada, como a concha, e seu interior é branco.[4][5]

Filogenia

 

Strombus gallus

Strombus gigas

Strombus costatus

Strombus raninus

Strombus peruvianus

Strombus galeatus

Strombus latus

Strombus pugilis

Strombus alatus

Strombus gracilior

Strombus granulatus

Latiolais e colegas (2006) propuseram uma hipótese das relações de parentesco entre 34 espécies pertencentes à família Strombidae. Dentre elas, os autores analisaram 31 espécies alocadas, à época, no gênero Strombus, incluindo Strombus gracilior. Baseado em sequências de DNA tanto da histona nuclear H3 quanto das regiões gênicas codificadoras da proteína mitocondrial citocromo c oxidase I (COI), o cladograma resultante mostra Strombus pugilis e Strombus alatus como espécies irmãs, compartilhando um provável ancestral comum. Além disso, formam um clado com as espécies Strombus gracilior (táxon irmão de S. pugilis + S. alatus) e Strombus granulatus (táxon irmão de S. pugilis + S. alatus + S. gracilior; a primeira do Atlântico e as duas últimas do Pacífico).[8]

Habitat e hábitos

Strombus gracilior ocorre em águas rasas, da zona entremarés até os 45 metros de profundidade, habitando lagoas lamacentas e bancos de areia rasos.[5]

Ligações externas

Referências

  1. «Strombus gracilior» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 1 de setembro de 2020
  2. ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 77. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0
  3. «Strombus gracilior G. B. Sowerby I, 1825 - Eastern Pacific fighting conch» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 1 de setembro de 2020
  4. «Strombus gracilior» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 30 de agosto de 2020. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021
  5. POSADA, Juan M. (2014). Invertebrados marinos de importancia comercial en la costa Pacífica de Colombia (PDF). Guía de identificación (em espanhol). Colombia: Fundación MarViva. p. 65. 104 páginas. Consultado em 1 de setembro de 2020
  6. Jimenez-Arce, G. (1993). «Composicidn quimico-nutritional en diferentes tallas y sexos del cambute, Strombus gracilior (Mesogastropoda: Strombidae) de Playa Panama, Costa Rica» (PDF) (em espanhol). Revista de Biología Tropical. 41 (3). (COREː COnnecting REpositories). pp. 545–349. Consultado em 1 de setembro de 2020
  7. «gracilior (Latin)» (em inglês). WorldSense.eu - Dictionary. 1 páginas. Consultado em 1 de setembro de 2020
  8. Latiolais, Jared M.; Taylor, Michael S.; Roy, Kaustuv; Hellberg, Michael E. (novembro de 2006). «A molecular phylogenetic analysis of strombid gastropod morphological diversity» (em inglês). Molecular Phylogenetics and Evolution. Volume 41, Issue 2. (Elsevier). pp. 436–444. Consultado em 1 de setembro de 2020
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