Terminal Intermodal Palmeiras-Barra Funda
O Terminal Intermodal Palmeiras–Barra Funda, também conhecido como Terminal Barra Funda, ou apenas Estação Barra Funda, é o segundo intercambiador de transportes mais importante de São Paulo. Inaugurado em 17 de dezembro de 1988, fica localizado na Barra Funda e reúne num mesmo complexo terminal linhas de ônibus municipais, intermunicipais, interestaduais, internacionais e metropolitanos, trens e metrô.
Palmeiras–Barra Funda | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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![]() Terminal Intermodal Palmeiras-Barra Funda | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Uso atual | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Proprietário | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Administração | FEPASA (1988–1998) RFFSA (1998–1999)
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| Linhas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Sigla | BFU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Posição | Superfície | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Plataformas | 10 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Serviços | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Informações históricas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Nome antigo | Barra Funda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Inauguração | 17 de dezembro de 1988 (34 anos) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Projeto arquitetônico | Roberto Mc Fadden [1] e
Luiz Carlos Esteves (apenas acessos) [2] | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Localização | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Localização | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Endereço | Av. Auro Soares de Moura Andrade (sul) x Rua Jorn. Aloysio Biondi (norte), s/n - Barra Funda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Município | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| País | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Próxima estação | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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História
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A primeira estrada de ferro a inaugurar uma estação na Barra Funda foi a Estrada de Ferro Sorocabana, em 10 de julho de 1875. No dia 19 de maio de 1892, a São Paulo Railway inaugurou a sua estação, alguns metros à frente, depois do Viaduto Pacaembu. As estações eram isoladas uma da outra. A ideia de integrar os trens de subúrbio ao Metrô começou a ganhar corpo na década de 1970. Com o crescimento do distrito Barra Funda, a Santos–Jundiaí investiu na reconstrução da estação, demolindo o prédio de estilo vitoriano e inaugurando outro de linhas modernistas em 1964.[3]
Em 1968, a Companhia do Metropolitano de São Paulo apresentou o primeiro projeto para a implantação da Estação Barra Funda, da Linha Leste-Oeste. Projetada em superfície, a estação teria, além de suas instalações usuais, um estacionamento-garagem, um terminal de ônibus e duas torres para receber as sedes da Companhia do Metropolitano e da Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa). Até 1979, o projeto era cogitado ao lado de uma pretensa expansão da Linha Leste-Oeste até a Lapa. Nesse ano, devido à falta de recursos para as obras da linha e à transferência da gestão do Metrô, do município para o estado, o projeto foi abandonado, e um novo projeto passou a ser estudado.[4][5]
Dentro do projeto de remodelação dos subúrbios da Fepasa, a empresa inaugurou uma Estação Barra Funda para seus serviços, com entrada localizada no fim da Rua Barra Funda. Com projeto arquitetônico idêntico ao da Estação Lapa, a estação foi aberta em 1979 e demolida em 1988.[3]
Projetada pelos arquitetos Roberto MacFadden e Luiz Carlos Esteves (apenas os acessos do terminal), a estação atual foi construída pela empreiteira Mendes Júnior[6] (que posteriormente ganharia sem licitação o contrato de construção do Memorial da América Latina), contratada pelo Metrô com recursos do Governo do Estado de São Paulo e do Governo Federal, no local da antiga estação homônima da Sorocabana, para atender a sua Linha Leste–Oeste (atual Linha 3–Vermelha) e unificar em uma só estação as linhas de trem de subúrbio da Fepasa (antiga Sorocabana) e da CBTU (antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí). Durante a construção, em maio de 1986, foi desalojada uma favela que ficava sob o adjacente Viaduto Antártica, tendo sido entregues seis mil cruzados para cada família.[7] Apesar dessa quantia, as famílias optaram por invadir um terreno no Alto da Lapa, no que foi considerada a primeira invasão de terreno municipal na gestão Jânio Quadros.[7]
A estação foi inaugurada em 17 de dezembro de 1988, apenas com as linhas do Metrô e da Fepasa. A linha da CBTU só seria transferida para lá em 5 de janeiro de 1989.[3]
Em 1990, saíam da estação os trens turísticos da Fepasa, que seguiam rumo às cidades de Santos e Peruíbe, no litoral paulista. Em 1996, a estação passou a ser a inicial e terminal dos trens de passageiros de longas distâncias da Fepasa que seguiam rumo ao interior paulista.[8] Os trens turísticos que saíam da estação e seguiam para o litoral foram desativados em 1997, ainda sob a gestão da Fepasa.
A área do Metrô recebeu um dos dois primeiros elevadores para deficientes físicos do sistema metroviário, em 1993.[9]
Após a unificação das linhas de subúrbio da Fepasa e da CBTU como CPTM, passou a ter transferência gratuita entre as linhas das antigas companhias.[3] A estação Barra Funda da Santos–Jundiaí continuou operando, apenas com o serviço do Trem de Prata, até 29 de novembro de 1998, quando foi desativada.[10][11]
A Estação Barra Funda da Fepasa continuou operando com o serviço de trens de passageiros de longa distância até janeiro de 1999, quando deixaram de circular, após a privatização da companhia e a sua compra pela concessionária Ferroban, atualmente extinta. Desde então, a estação opera somente com os serviços de trens metropolitanos e com o serviço da Linha 3–Vermelha do Metrô.
Em 27 de abril de 2006, a estação do Metrô passou a se chamar Palmeiras–Barra Funda, em homenagem à Sociedade Esportiva Palmeiras, clube paulistano sediado a cerca de 1,1 quilômetro do terminal. O mesmo veio a acontecer com a CPTM durante o ano de 2007.
CPTM
| Linha | Terminais | Comprimento (km) | Estações | Observações |
|---|---|---|---|---|
| 7 Rubi |
Rio Grande da Serra ↔ Jundiaí | 100,7 | 31 | Antiga Linha A–Marrom/ D-Bege / Antiga Linha Noroeste–Sudeste da CBTU. |
| 8 Diamante |
Júlio Prestes ↔ Itapevi | 35,283 | 20 | Possui extensão operacional. Antiga Linha B–Cinza / Antiga Linha Oeste do Trem Metropolitano da FEPASA. |
| Sigla | Estação | Inauguração | Integração | Plataformas | Posição | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|
| BFU | Palmeiras–Barra Funda | 10 de julho de 1875 (EFS); 19 de maio de 1892 (SPR); 17 de dezembro de 1988 (FEPASA e Metrô); 5 de janeiro de 1989 (CBTU) | Linha 3–Vermelha, Bilhete Único da SPTrans | Centrais e laterais | Superfície | Reconstruída pelo Metrô de São Paulo, com recursos do Governo Federal e do Governo Estadual de São Paulo, em 1988 |
FEPASA (extinta)
| Linha | Terminais | Comprimento (km) | Estações | Observações |
|---|---|---|---|---|
| 1 Linha Turística |
Peruíbe ↔ Campinas | 290 | 105 | Conhecido como Trem do Pettená , esta linha tinha como destino a estação central de Campinas, com partidas de Peruíbe no litoral sul paulista, e a estação de Barra Funda era usada para embarque e/ou desembarque de passageiros oriundos da capital paulista e troca de locomotivas, foi suprimido em 1997 juntamente com a Ferrovia Paulista S.A. quando ocorreu a privatização. |
Segundo a Secretaria de de Transportes Metropolitanos, a Linha 11–Coral deverá ser levada até esta estação.[12]
Metrô
| Linha | Terminais | Estações |
|---|---|---|
| 3 Vermelha |
Palmeiras–Barra Funda ↔ Corinthians–Itaquera | 18 |
| Sigla | Estação | Inauguração | Capacidade | Integração | Plataformas | Posição | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BFU | Palmeiras–Barra Funda | 17 de dezembro de 1988 | 60 mil passageiros hora/pico | Linhas 7 e 8 do Trem Metropolitano, Bilhete Único da SPTrans e Cartão BOM. | Laterais e central | Superfície | Estação com estrutura de concreto pré-moldado. |
Obras de arte
CPTM
A estação da CPTM possui duas obras de arte expostas em seu mezanino de distribuição e integração com o metrô:
- Grande Painel Azul II (1998), de Marcelo Lago, constituída de placas de concreto com círculos estampados em baixo relevo, pintados com pintura automotiva;[13]
- Entorno de nós (2018), organizada por Danilo Blanco. A obra apresenta trabalhos de marchetaria de 420 alunos das escolas estaduais Professor Dr. Geraldo Campos Moreira (Parque Cisper), Prof. Laurinda Vieira Pinto (Ibiúna), Rodrigues Alves (Bela Vista) e João Kopke (Campos Elíseos), reunidos em oficinas patrocinadas pela Fundação Stickel e auxiliadas pela Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo. Composta por 690 placas de azulejo de 15×15 centímetros.[14]
Metrô
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A estação do metrô possui quatro obras de arte, dividas entre mezanino e plataformas:[15]
- A Roda (1990), do artista plástico Emanuel Araújo, composta por placas de aço carbono de 3m × 9m × 0,80m fundidas, para dar a impressão de movimento, localizada no mezanino de acesso às plataformas;
- Movimento (1990), do artista plástico Claudio Tozzi. Tela com pintura acrílica de 3,50m × 8,00m, exposta nas plataformas;
- Senhores do movimento (1990), do pintor José Roberto Aguilar. Tela com pintura acrílica de 3,50m × 8,00m, exposta nas plataformas;
- Meditação labiríntica (1990), do pintor Valdir Sarubbi. Tela com pintura acrílica de 3,00m × 4,00m, exposta nas plataformas.
Ônibus
| Terminal Rodoviário Barra Funda | |
|---|---|
![]() Terminal Intermodal Palmeiras-Barra Funda | |
| Uso atual | Terminal de ônibus rodoviário e urbano |
| Administração | Socicam SPTrans (apenas linhas urbanas) |
| Informações históricas | |
| Inauguração | 20 de dezembro de 1989 (33 anos) |
| Localização | |
| Localização | São Paulo, SP |
A ala rodoviária do Terminal Palmeiras-Barra Funda foi aberta em 20 de dezembro de 1989 e atende a diversas linhas que conectam o bairro da Barra Funda a bairros periféricos e centrais do município de São Paulo. Serve também com linhas intermunicipais, principalmente com destino ao oeste paulistano (áreas 1-Noroeste, verde, e 8-Oeste, laranja, da SPTrans), interestaduais (regiões Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste do Brasil) e internacionais (Bolívia).[16]
Passageiros embarcados por ano (1989-2003)
| Ano [17][18] | Passageiros (em milhares) |
|---|---|
| 1989 | 152 |
| 1990 | 6 076 |
| 1991 | 5 702 |
| 1992 | 3 987 |
| 1993 | 3 733 |
| 1994 | 3 909 |
| 1995 | 4 659 |
| 1996 | 4 438 |
| 1997 | 4 109 |
| 1998 | 4 198 |
| 1999 | 7 089 |
| 2000 | 7 135 |
| 2001 | 7 442 |
| 2002 | 7 470 |
| 2003 | 7 091 |
Referências
- Alessandra Ayumi, Denise Daud, Ligia Catarina Fisher, Maria Beatriz Barbosa e Melissa Belato Fortes (2008). «Avaliação Pós ocupação de edificações» (PDF). 14 Semana de Tecnologia Metroferroviária - Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô de São Paulo. Consultado em 6 de fevereiro de 2019
- «Portfólio» (PDF). Luiz Esteves Arquitetura. Consultado em 5 de fevereiro de 2019
- Ralph Mennucci Giesbrecht. «Barra Funda (Fepasa)». Estações ferroviárias do Brasil. Consultado em 8 de novembro de 2019
- «No rastro do metrô, grandes esperanças». Folha de S.Paulo, ano 58, edição 18316, 3º Caderno, Seção Local, página 26. 27 de maio de 1979. Consultado em 8 de novembro de 2019
- Acervo (26 de novembro de 2012). «Barra Funda». Estadão. Consultado em 9 de novembro de 2019
- «Comissão de Fiscalização e Controle» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo, CadernoExecutivo I, página 64. 1 de dezembro de 1988. Consultado em 8 de novembro de 2019
- «A ordem aos favelados: 'invadam'». O Estado de S. Paulo (34 113). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 17 de maio de 1986. p. 50. ISSN 1516-2931
- «Barra Funda (Fepasa) -- Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 9 de junho de 2020
- «Metrô inaugura elevador para deficientes físicos». Folha de S.Paulo (23 560). São Paulo: Empresa Folha da Manhã. 4 de outubro de 1993. p. 3-2. ISSN 1414-5723. Consultado em 4 de novembro de 2021
- José E. Buzelin (1 de fevereiro de 1995). «Viagem de trem ganha status 5 estrelas-Nos 44 anos dos carros Budd da Central, a nova versão do tradicional Trem Santa Cruz volta na rota Rio de Janeiro – São Paulo». Centro-Oeste nº 93. Consultado em 9 de novembro de 2019
- Ralph Mennucci Giesbrecht. «Barra Funda SPR». Estações ferroviárias do Brasil. Consultado em 9 de novembro de 2019
- «Expansão CPTM». Terra. Consultado em 14 de março de 2015
- «Museu Mineiro recebe a exposição 'Marcelo Lago – Esculturas'». Revista Museu. 9 de maio de 2018. Consultado em 4 de novembro de 2019
- «Estação Barra Funda da CPTM ganha mural de marchetaria». CPTM. 24 de janeiro de 2018. Consultado em 4 de novembro de 2019
- Enock Sacramento (2012). «Arte no Metrô» (PDF). Companhia do Metropolitano de São Paulo. Consultado em 9 de novembro de 2019
- «Terminal Rodoviário Barra Funda». Socicam. Consultado em 9 de novembro de 2019
- Fundação Seade (1994). «Passageiros, por Terminal Rodoviário-Município de São Paulo (1988-1994)». Anuário Estatístico de São Paulo. Consultado em 9 de novembro de 2019
- Fundação Seade (2003). «Passageiros, por Terminal Rodoviário-Município de São Paulo (1990-2003)». Anuário Estatístico de São Paulo. Consultado em 9 de novembro de 2019
Ligações externas
- «Estação Palmeiras Barra Funda (Metrô de São Paulo)»
- «Estação Barra Funda no site da CPTM»
- «SOCICAM (empresa administradora do Terminal)»
- «Estação Barra Funda-EFS»
- «Estação Barra Funda-FEPASA»
- «Estação Barra Funda-SPR/EFSJ»

