Volta a Portugal

A Volta a Portugal, também conhecida como Volta a Portugal em Bicicleta, é uma corrida de longa distância, realizada por etapas, em Portugal. A 1ª edição realizou-se em 1927 e é considerada a maior prova do ciclismo português, seguida pela Volta ao Algarve. É uma das competições por etapas mais antigas do mundo.[1]

Volta a Portugal
Generalidades
Desporto
Fundado em
Número de edições
84 (em 2022)
Periodicidade
anual (ago.)
Tipo / Formato
evento recorrente
Local(ais)
Categoria
Organizador
Web site oficial
Palmarés
Último vencedor
Mais vitórias
David Blanco
(5 vitórias)
Competições atuais
para a competição anterior ver :
Volta a Portugal de 2022

História

Mapas da Volta 1927-2008[2]

A Volta foi organizada por uma parceria entre os jornais Diário de Notícias e Os Sports que se inspiram no Tour de France, inventado pelo jornal L’Auto em 1903. A Volta aparece a seguir ao Giro d'Italia organizado pela La Gazeta dello Sport em Maio de 1909, e antes da Vuelta a España realizada pelo Informaciones em 1935. Tanto a Volta a Portugal como o Tour de France são corridas de bicicletas que se distinguem de todas as outras pela articulação que os primeiros traçados estabelecem com a linha da fronteira territorial dos respectivos países, seguindo os seus contornos durante algumas décadas. A competição iniciou-se a 26 de abril de 1927 e percorreu o país durante 20 dias, num percurso de 2000 km repartidos por 18 etapas terminando com uma recepção em apoteose pela população em Lisboa. António Augusto Carvalho sagrou-se o primeiro vencedor naquela que viria a ser chamada de Prova Rainha do ciclismo português.

A primeira Volta de 1927

Mapa da Volta 1927[3]

A criação da Volta a Portugal em bicicleta deve-se a Raul Oliveira do jornal Os Sports.[4] O jornalista fez parte da comitiva do Tour de 1919 e organizou a primeira Volta a Lisboa em 1924, quando ainda trabalhava no Diário de Lisboa. Para organizar a primeira Volta, o Diário de Notícias contava já com a experiência da realização de dois eventos: o Grande e Popular Concurso Riquezas de Portugal[5] e o Circuito Hípico de Portugal,[6] ambos levados a cabo em 1925. A Volta a Portugal a cavalo serviu de teste à aceitação popular de um grande evento mediático como foi a disputa entre um militar, que usou três montadas, e um civil, José Tanganho, que ganha a prova usando para o efeito unicamente o seu próprio cavalo[7]. A Volta é criada em 1927, tem o seu Regulamento publicado no jornal Os Sports de 4 de Fevereiro de 1927 e o primeiro itinerário realiza um desenho paralelo à linha da fronteira do continente português. O anúncio da realização da Volta a Portugal provoca nos jornais concorrentes, o Sporting e O Sport de Lisboa, uma reacção de crítica que se estende à UVP por ter dado apoio oficial à realização da prova.[8] A disputa e rivalidade entre os jornais chega a tal ponto que, em 1927, se assiste não a uma volta a Portugal mas a duas voltas, uma realizada em abril pelos jornais Os Sports e pelo Diário de Notícias com o apoio da estrutura federativa e outra, logo a seguir, em maio pelo jornal Sporting do Porto. A realização da primeira Volta a Portugal foi um banco de ensaios em termos económicos, mas os encargos terão sido de tal ordem que, não obstante a popularidade alcançada, os empreendedores só conseguiram repetir o evento quatro anos mais tarde, em 1931. Com a Guerra Civil de Espanha a Volta não se realiza em 1936-37 e, devido à II Guerra Mundial, interrompe de novo entre 1942-45. Em 1953-54 a Volta não se faz por falta de organizador e em 1975 não se realiza devido à revolução vivida após o 25 de Abril de 1974. A Volta, desde que criada, é o maior evento de ciclismo de Portugal.

Os primeiros anos

Nos primeiros anos a fronteira foi a grande referência das Voltas das primeiras décadas da Volta[9]. As primeiras voltas procuraram unir todos os locais e, neste esforço, as cidades do interior situadas nesses limites são praticamente todas contempladas pelo desenho da Volta. Entre 1955 e 1965, o desenho da Volta é assimétrico e passa duas vezes pelo litoral entre Lisboa e Porto. A crescente popularidade do ciclismo e o aparecimento de novas pistas como a de Alpiarça, a de Loulé e a de Sangalhos marcam anos de prosperidade para os clubes de ciclismo, maioritariamente situados no litoral a Norte de Lisboa. Os itinerários contêm etapas em circuito feitas em torno destas vilas que acabam em festivais de pista.

A introdução das etapas de montanha

A partir dos anos 1960 a Volta têm de incluir, em simultâneo, lugares de prática do ciclismo, onde estão os velódromos e as pistas nas quais se realizam os festivais que financiam a prova, e lugares em que as etapas terminem no cimo da montanha para garantir a incerteza do resultado e manter o interesse mediático[13]. Entre 1966 e 1973, a Volta deixa a referência da fronteira e o desenho passa a ter grandes diagonais que passam pelo interior do país, mantendo cidades como Lisboa e Porto nos seus trajectos. A etapa das Penhas da Saúde entra para o percurso em 1968, a da Torre em 1971 e, por último, a da Srª da Graça em 1978. [14]. Após o 25 de Abril a Volta afasta-se dos grandes centros urbanos a Volta e, pela primeira vez, as cidades de Lisboa e Porto ficam fora do circuito. Durante as duas décadas seguintes, já com a organização do Jornal de Notícias a Volta investe mais no Norte do país, com seis Voltas a evitar a travessia do Alentejo mas contemplando a região de Trás-os-Montes.

Últimas décadas

Nos anos 80, a Volta foi perdendo projecção internacional, tendo sido ultrapassada pela Vuelta a España (que passou a realizar-se após a Volta a Portugal) e foi reduzida para duas semanas. Actualmente tem apenas 10 etapas devido à classificação atribuída pela União Ciclística Internacional. Com a inclusão da Volta no quadro da competição internacional da UCI, o evento tem agora de obedecer a um Regulamento que, em primeiro lugar, obriga a um dia de descanso por cada dez dias de prova o que condiciona a extensão do itinerário. Entre 1940 e 1980 a competição durava 3 semanas, salvo excepção de alguns anos na década de 70, e actualmente dura dez dias. A organização da Volta é economicamente dependente da capacidade financeira dos municípios que compram as partidas ou as chegadas das etapas e, por isso, as etapas são elaboradas de modo independente umas das outras. Nos primeiros anos no lugar onde acabava uma começava outra no dia seguinte.

Edição Especial de 2020

A edição de 2020 da Volta a Portugal, seria a 82.ª edição da Volta a Portugal, prevista decorrer entre 29 de Julho e 8 de Agosto de 2020. No entanto a prova foi adiada devido à Pandemia de COVID-19 em Portugal. Depois de uma tentativa inicial de realizar a prova ainda em 2020, a 82ª edição foi adiada pela organização para o ano seguinte, 2021. Contudo a Federação Portuguesa de Ciclismo anunciou que irá organizar uma Edição Especial da Volta a Portugal que celebrar-se-á entre 27 de setembro e 5 de outubro de 2020.[15][16]

Produção mediática

Em 1957 a televisão vem complementar o acompanhamento efectuados pelas emissoras de rádio e pelos jornais da época. No entanto só em meados da década de 60 a transmissão televisiva da Volta a Portugal em bicicleta ganhou verdadeira dimensão mediática. Durante este período, 3 dos maiores clubes de futebol da actualidade, FC Porto, SL Benfica e Sporting CP possuíam cada um a sua equipa de ciclismo. Dada a popularidade do ciclismo da época, face ao futebol ainda em crescimento, era desta forma que a maior parte dos portugueses observavam pela primeira vez atletas com as cores do seu clube, sendo este um dos principais factores para o crescimento da falange de apoio de estes clubes. Os 3 clubes viriam a abandonar o ciclismo durante a década de 1980, sendo que o SL Benfica regressou por duas vezes: entre 1999 e 2000 e entre 2007 e 2008.[17] F.C. Porto, Sporting e Boavista voltariam a participar em colaboração com outras equipas: o F.C. Porto juntar-se-ia à W52 e o Sporting C.P. ao Tavira.

Organização do evento[18]

Entidades organizadoras da Volta a PortugalAnos
Diário de Notícias e Sports1927
Interrupção – Falta de organizador
Diário de Notícias e Sports1931-35
Interrupção - Guerra Civil de Espanha
Diário de Notícias e Sports1938-1939
C.A.C.O. (Clube Atlético de Campo de Ourique)1940-1941
Interrupção – II Guerra Mundial
Diário de Notícias e Mundo Desportivo1946
Sport Lisboa e Benfica1947
UVP-FPC1948-1949
Diário do Norte1950-1951
Diário do Norte e Norte Desportivo1952
Interrupção – Falta de organizador
UVP-FPC e Mundo Desportivo1955
UVP-FPC1956-1957
Diário Ilustrado1958-1960
UVP-FPC1961-1964
Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Mundo Desportivo1965
UVP-FPC1966-1970
Sonarte/Publirama – G.P. Robialac1971-1973
UVP-FPC1974
Interrupção – pós 25 de Abril de 1974
UVP-FPC1976-1981
Jornal de Notícias1982-2000
PAD (Produção de Actividades Desportivas) e Unipublic2001-2002
PAD/João Lagos Sport2003-2010
PAD2011-2012
PodiumDesde 2013

Heróis da Volta[1]

Dada a dureza, popularidade da prova e a superação dos atletas, desde cedo o público escolheu os seus heróis.

José Maria Nicolau (vencedor em 1931 e 1934) e Alfredo Trindade (vencedor em 1932 e 1933) protagonizaram uma das primeiras rivalidades da Volta, fazendo vibrar o país. José Maria Nicolau foi uma das primeiras grandes figuras do SL Benfica enquanto Alfredo Trindade, representou o Sporting CP em 1933 (no ano anterior representou o Rio de Janeiro, emblemático clube do Bairro Alto),

António Barbosa, mais conhecido por Alves Barbosa (herdado do pai, outro ciclista de alto gabarito), foi o mais jovem vencedor da Volta, ao estrear-se em 1950, vencendo também as edições de 1956 e 1958. Ficaram para a história os ínumeros despiques com adversários de classe, como Ribeiro da Silva, Dias dos Santos, Luciano de Sá e Moreira de Sá.

Ribeiro da Silva, outro notável ciclista, natural de Lordelo, venceu as edições de 1955 e 1957, sendo que a sua primeira vitória fica marcada pela agressão por populares ao líder da prova, o seu rival António Barbosa, em Lisboa a poucos quilómetros da meta final.

No entanto o maior entre todos os ídolos dos portugueses nesta prova foi sem dúvida Joaquim Agostinho. A forma categória como venceu por três vezes vencedor da Volta (70,71 e 72), aos quais se juntariam os sucessos internacionais, granjearam-lhe assim uma aura ainda mais mágica à sua prestação nesta prova.

Marco Chagas de seu nome, deteve até 2012, o recorde de vitórias na Volta, com 4 triunfos averbados, sendo um símbolo eterno da competição. Esteve perto de conquistar a 5ª vitória mas a desclassificação devido a controlo anti-doping positivo em 79 (para Joaquim Sousa Santos) e afastamento da edição de 84, ganha por Venceslau Fernandes, não o permitiriam.

Joaquim Gomes, o Lisboeta considerado um dos nomes mais importantes do ciclismo Português, que triunfou na prova rainha por duas vezes (1989 e 1993), logrando entre outros êxitos 4 lugares de pódio (2.º class. em 90 e 3.º class. em 88,94 e 97) ; vencedor prémio da montanha (1992) e 10 triunfos em etapas (87 a 2001) Êxitos que levaram a ser considerado como o melhor ciclista português da sua época.

Vítor Gamito, o "Eterno 2º Classificado" (4 vezes em 93, 94, 97 e 99), assumiu o papel de favorito dos portugueses durante a década de 1990. Quebraria o enguiço com a vitória no ano 2000.

Cândido Barbosa, o "Foguetão de Rebordosa" ou o "Ciclista do Povo" merece lugar nesta lista apesar de não ter ganho nenhuma edição. No entanto tem um currículo único na Volta: 25 vitórias em etapas (em 12 edições, vencendo em etapas em 9 edições consequivas) e vencedor por 8 vezes (5 das quais de forma consecutiva) a Camisola Branca (Pontos), estabeleceu um recorde na competição. Vestiu a camisola amarela em oito anos distintos, somando 17 dias como líder da prova. Ganhar a Volta sempre foi um sonho para Cândido Barbosa, que esteve perto de alcançar esse objectivo em 2005, quando terminou a apenas 34.2 segundos do vencedor, Vladimir Efimkin. Em 2006 foi terceiro e em 2007 novamente segundo, depois de ter vestido a camisola amarela cinco dias, só a perdendo no Alto da Torre.[19]

David Blanco, galego (natural da Galiza) com o seu empenho e dedicação tem o recorde de 5 vitórias na Volta (2006, 2008, 2009, 2010 e 2012) e conquistou o seu lugar na história e no coração dos portugueses.

A corrida portuguesa teve no entanto outros corredores que sem a terem vencido se destacaram, como Américo Raposo, José Azevedo, João Rebelo, Jorge Corvo, Vicente Ridaura, Raul Matias e os sprinters Paulo Pinto, Pedro Silva, João Lourenço, Carlos Santos, Carlos Marta, José Amaro e Alexandre Ruas.

Troféus da Volta a Portugal

Etapas importantes

A etapa do Alto da Senhora da Graça é um dos pontos altos da Volta a Portugal em Bicicleta.

A subida à Torre (Serra da Estrela) é a escalada mais complicada da Volta a Portugal, tendo ao longo dos tempos gerado grandes momentos de ciclismo. Com os seus 1990 metros de altitude, e 23 km de extensão, é sempre um dos grandes momentos da corrida.

A subida ao Alto da Senhora da Graça (ou Monte Farinha), em Mondim de Basto, é também um dos momentos mais belos da Volta a Portugal, já que normalmente encerra uma etapa longa e difícil, obrigando ainda os corredores a subirem o grande muro (perto de 8,5 km com inclinações de elevada percentagem). Durante esse trajeto são muitas as pessoas que acompanham os corredores. Alguns dos mais brilhantes duelos foram travados por Joaquim Gomes-Wladimir Belli-Zenon Jaskula e por Massimiliano Lelli-Joaquim Gomes-Manuel Abreu, entre outros.

Histórico de Campeões

Geral Individual

Ed. Ano Vencedor 2º classificado 3º classificado ref
11927 Augusto de Carvalho
Carcavelos
Manuel Nunes Abreu
Leixões SC
Quirino de Oliveira
Campo de Ourique
De 1928 a 1930 não houve Volta
21931 José Maria Nicolau
SL Benfica
Alfredo Trindade
Rio de Janeiro
João Francisco
Campo de Ourique
31932 Alfredo Trindade
Rio de Janeiro
José Maria Nicolau
SL Benfica
Carlos Domingos Leal
SL Benfica
41933 Alfredo Trindade
Sporting CP
Ezequiel Lino
Sporting CP
César Luís
SL Benfica
51934 José Maria Nicolau
SL Benfica
Ezequiel Lino
Sporting CP
Aguiar da Cunha
SL Benfica
61935 César Luís
Velo Clube–Leões Ferreira do Alentejo
José Marquez
Campo de Ourique
Filipe de Melo
Carcavelos
Em 1936 e 1937 não houve Volta
71938 José Albuquerque
Campo de Ourique
Filipe de Melo
Sporting CP
Joaquim Fernandes
CUF
81939 Joaquim Fernandes
CUF
António Bartolomeu
Belenenses
Aguiar Martins
Benfica
91940 José Albuquerque
Sporting CP
Aguiar Martins
Benfica
Amaro Aguiar da Cunha
Benfica
101941 Francisco Inácio
Sporting CP
José Martins
Benfica
Aniceto Bruno
FC Porto
De 1942 a 1945 não houve Volta devido à Segunda Guerra Mundial
111946 José Martins
Iluminante
Fernando Moreira
FC Porto
João Rebelo
Benfica
121947 José Martins
SL Benfica
João Rebelo
Benfica
Império dos Santos
Benfica
131948 Fernando Moreira
FC Porto
Emilio Rodríguez
Sangalhos
João Rebelo
Benfica
141949 Dias dos Santos
FC Porto
Attilio Lambertini
FC Porto
Joaquim Sá
FC Porto
151950 Dias dos Santos
FC Porto
Mario Fazzio
Sporting
Moreira de Sá
FC Porto
161951 Alves Barbosa
Sangalhos
Manolo Rodríguez
Sangalhos
Emilio Rodríguez
Sangalhos
171952 Moreira de Sá
FC Porto
Emilio Rodríguez
Sangalhos
Manolo Rodríguez
Sangalhos
Em 1953 e 1954 não houve Volta
181955 Ribeiro da Silva
Académico do Porto
Sousa Santos
FC Porto
Alves Barbosa
Sangalhos
191956 Alves Barbosa
Sangalhos
José Manuel Ribeiro da Silva
Académico do Porto
João Marcelino
Benfica
201957 Ribeiro da Silva
Académico do Porto
Sousa Santos
FC Porto
Agostinho Ferreira
Académico do Porto
211958 Alves Barbosa
Sangalhos
José Carlos Sousa Cardoso
FC Porto
Aquiles Dos Santos
Sangalhos
221959 Carlos Carvalho
FC Porto
Jorge Corvo
Tavira
Sousa Santos
Sangalhos
231960 Sousa Cardoso
FC Porto
Antonino Baptista
Sangalhos
António Gómez del Moral
Licor 43
241961 Mário Silva
FC Porto
Augusto Marcoletti
Ignis
Alberto Carvalho
Académico do Porto
251962 José Pacheco
FC Porto
Peixoto Alves
Benfica
Jorge Corvo
Tavira
261963 João Roque
Sporting CP
Jorge Corvo
Tavira
Peixoto Alves
Benfica
271964 Joaquim Leão
FC Porto
Jorge Corvo
Tavira
João Roque
Sporting
281965 Peixoto Alves
SL Benfica
João Roque
Sporting
Mário Silva
FC Porto
291966 Francisco Valada
SL Benfica
Peixoto Alves
Benfica
Sérgio Páscoa
Tavira
301967 Antoine Houbrechts
Flandria
João Roque
Sporting
Manuel Correia
Sporting
311968 Américo Silva
SL Benfica
Joaquim Agostinho
Sporting
Leonel Miranda
Sporting
321969 Joaquim Andrade
Sangalhos
Fernando Mendes
Benfica
Mario Silva
FC Porto
331970 Joaquim Agostinho
Sporting CP
Firmino Bernardino
Sporting
José Florêncio
Coelima
341971 Joaquim Agostinho
Sporting CP
Alain Santy
Bic
Firmino Bernardino
Sporting
351972 Joaquim Agostinho
Sporting CP
José Martins
Coelima
José-Luis Galdamez
Coelima
361973 Jesus Manzaneque
Messias
Fernando Mendes
Benfica
José Martins
Coelima
371974 Fernando Mendes
SL Benfica
Dinis Alves
Benfica
António Martins
Benfica
Em 1975 não houve Volta devido ao PREC
381976 Firmino Bernardino
SL Benfica
António Fernandes
Sangalhos
Floriano Mendes
Sangalhos
391977 Adelino Teixeira
Lousa
Joaquim Sousa Santos
Bombarralense
Joaquim Andrade
Coimbrões
401978 Belmiro Silva
SC Coimbrões
Armindo Lucio
Lousa
Adelino Teixeira
Coelima
411979 Joaquim Sousa Santos
FC Porto
Belmiro Silva
Coimbrões
Fernando Fernandes
Bombarral
421980 Francisco Alves Miranda
Lousa
Luis Vargues
Campinense
Belmiro Silva
FC Porto
431981 Manuel Zeferino
FC Porto
Venceslau Fernandes
Rodovil
Fernando Fernandes
FC Porto
441982 Marco Chagas
FC Porto
Adelino Teixeira
Bombarralense
Manuel Zeferino
FC Porto
451983 Marco Chagas
Mako Jeans
António Pinto
Rodovil
Belmiro Silva
FC Porto
461984 Venceslau Fernandes
Ajacto
Manuel Zeferino
Sporting
Manuel Cunha
Ovarense
471985 Marco Chagas
Sporting CP
Eduardo Correia Resende
Sporting
Venceslau Fernandes
Ajacto
481986 Marco Chagas
Sporting CP
Benedicto Ferreira
Torreense-Sicasal
António Pinto
Lousa/Trinaranjus
491987 Manuel Cunha
Sicasal-Torreense
Manuel Neves
Boavista
Fernando Fernandes
Sicasal-Torreense
501988 Cayn Theakston
Louletano/Vale do Lobo
Jorge Silva
Sicasal-Torreense
Joaquim Gomes
Louletano/Vale do Lobo
511989 Joaquim Gomes
Sicasal-Torreense
Cássio Freitas
Louletano
António Alves
Boavista
521990 Fernando Carvalho
Ruquita/Feirense
Joaquim Gomes
Sicasal-Acral
Jorge Silva
Sicasal-Acral
531991 Jorge Silva
Sicasal-Acral
Orlando Rodrigues
Ruquita
Vicente Ridaura
Royal
541992 Cássio Freitas
Recer-Boavista
Quintino Rodrigues
Feirense
Manuel Abreu
Tensai
551993 Joaquim Gomes
Recer-Boavista
Vítor Gamito
Sicasal-Acral
Luis Espinosa
Artiach
561994 Orlando Rodrigues
Artiach
Vítor Gamito
Sicasal-Acral
Joaquim Gomes
Boavista
571995 Orlando Rodrigues
Artiach
Quintino Rodrigues
Sicasal-Acral
Delmino Pereira
Boavista
581996 Massimiliano Lelli
Saeco
Vítor Gamito
MX Onda
Manuel Abreu
Maia
591997 Zenon Jaskula
Mapei
Wladimir Belli
Brescialat
Joaquim Gomes
LA Aluminios-Pecol-AC Malveira
601998 Marco Serpellini
Brescialat
Orlando Rodrigues
Banesto
Wladimir Belli
Festina
611999 David Plaza
SL Benfica
Vítor Gamito
Porta da Ravessa
Melcior Mauri
Benfica
622000 Vítor Gamito
Porta da Ravessa
Claus Moller
Uniao Ciclista da Maia-MSS
Andrei Zintchenko
LA Aluminios-Pecol-Calbrita
632001 Fabian Jeker
Milaneza-MSS
Andrei Zintchenko
LA Aluminios-Pecol-Calbrita
Juan Miguel Mercado
iBanesto.com
642002 Claus Moller
Milaneza-MSS
Joan Horrach
Milaneza-MSS
Rui Sousa
Milaneza-MSS
652003 Nuno Ribeiro
LA Aluminios-Pecol-Bombarral
Claus Moller
Milaneza-MSS
Rui Lavarinhas
Milaneza-MSS
662004 David Bernabéu
Milaneza-Maia
David Arroyo
LA Aluminios-Pecol-Bombarral
Nuno Ribeiro
LA Aluminios-Pecol-Bombarral
672005 Vladimir Efimkin
Team Barloworld
Cândido Barbosa
LA Aluminios-Liberty Seguros
Adolfo García Quesada
Comunidat Valenciana
682006 David Blanco
Comunitat Valenciana
Héctor Guerra
LA Aluminios-Liberty Seguros
Cândido Barbosa
LA Aluminios-Liberty Seguros
692007 Xavier Tondo
LA-MSS
Cândido Barbosa
Liberty Seguros
Héctor Guerra
Liberty Seguros
702008 David Blanco
Palmeiras Resort-Tavira
Héctor Guerra
Liberty Seguros
Rubén Plaza
Benfica
712009 David Blanco
Palmeiras Resort-Tavira
David Bernabeu
Barbot-Siper
Rubén Plaza
Liberty Seguros
722010 David Blanco
Palmeiras Resort-Prio
David Bernabeu
Barbot-Siper
Sergio Pardilla
CarmioOro/NGC
732011 Ricardo Mestre
Tavira-Prio
André Cardoso
Tavira-Prio
Rui Sousa
Barbot-Efapel
742012 David Blanco
Efapel-Glassdrive
Hugo Sabido
LA-Antarte
Rui Sousa
Efapel-Glassdrive
752013 Alejandro Marque
OFM-Quinta da Lixa-Golden Times
Gustavo Veloso
OFM-Quinta da Lixa-Golden Times
Rui Sousa
Efapel-Glassdrive
762014 Gustavo Veloso
OFM-Quinta da Lixa-Golden Times
Rui Sousa
Rádio Popular-Onda
Délio Fernandez
OFM-Quinta da Lixa-Golden Times
772015 Gustavo Veloso
W52-Quinta da Lixa
Joni Brandao
Efapel
Alejandro Marque
Efapel
782016 Rui Vinhas
W52–FC Porto–Porto Canal
Gustavo Veloso
W52–FC Porto–Porto Canal
Daniel Silva
Rádio Popular-Boavista
792017 Amaro Antunes
W52–FC Porto–Mestre da Cor
Vicente Garcia de Mateos
Louletano-Hospital de Loulé
Rinaldo Nocentini
Sporting / Tavira
802018 Joni Brandão
Sporting / Tavira
Vicente García de Mateos
Aviludo–Louletano–Uli
Edgar Pinto
Vito-Feirense-BlackJack
812019 João Rodrigues
W52–FC Porto
Joni Brandão
Efapel
Gustavo César Veloso
W52–FC Porto
Esp.2020 Amaro Antunes
W52–FC Porto
Gustavo César Veloso
W52–FC Porto
Frederico Figueiredo
Atum general / Tavira / Maria Nova Hotel
[20]
822021 Amaro Antunes
W52–FC Porto
Mauricio Moreira
Efapel
Alejandro Marque
Atum general / Tavira / Maria Nova Hotel
[21]
832022 Mauricio Moreira
Glassdrive-Q8-Anicolor
Frederico Figueiredo
Glassdrive-Q8-Anicolor
António Carvalho
Glassdrive-Q8-Anicolor
[22]

Títulos por ciclista

Títulos por equipa

Equipa Vitórias Individuais Classificação Geral Vitórias Equipas Classificação equipas
FC Porto 12 1948, 1949, 1950, 1952, 1959, 1960, 1961, 1962, 1964, 1979, 1981, 1982 12 1948, 1949, 1950, 1952, 1955, 1958, 1959, 1964, 1969, 1979, 1980, 1981
Sporting CP 9 1933, 1940, 1941, 1963, 1970, 1971, 1972, 1985, 1986 13 1933, 1940, 1941, 1961, 1962, 1967, 1968, 1970, 1971, 1972, 1973, 1984, 1985
SL Benfica 9 1931, 1934, 1947, 1965, 1966, 1968, 1974, 1976, 1999 9 1931, 1932, 1934, 1939, 1947, 1963, 1966, 1974, 1999
União Ciclista de Sobrado (OFM–Quinta da Lixa/W52–Quinta da Lixa/W52–FC Porto) 8 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2019, 2020, 2021 7 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020
Clube de Ciclismo de Tavira (Palmeiras Resort–Tavira/Palmeiras Resort–Prio/Tavira–Prio/Sporting–Tavira) 5 2008, 2009, 2010, 2011, 2018 2 2009, 2011
União Ciclista da Maia (Maia–CIN/Milaneza–MSS/Milaneza–Maia/LA–MSS) 4 2001, 2002, 2004, 2007 5 1996, 2002, 2003, 2004, 2007
Sangalhos 4 1951, 1956, 1958, 1969 2 1951, 1976
Sicasal 3 1987, 1989, 1991 5 1987, 1990, 1991, 1992, 1995
Barbot–Siper/Efapel–Glassdrive/Glassdrive-Q8-Anicolor 2 2012, 2022 5 2010, 2012, 2013, 2021, 2022
Académico do Porto 2 1955, 1957 2 1956, 1957
Lousa 2 1977, 1980 2 1978, 1986
Artiach 2 1994, 1995 2 1993, 1994
Recer–Boavista 2 1992, 1993 2 1989, 1997
Águias/LA–Pecol/LA–Liberty/Liberty Seguros 1 2003 5 1977, 2000, 2005, 2006, 2008
Carcavelos 1 1927 1 1927
Clube Atlético de Campo de Ourique 1 1938 1 1935
CUF 1 1939 1 1938
Iluminante 1 1946 1 1946
Flandria 1 1967 1 1965
Porta da Ravessa 1 2000 1 2001
Louletano–Vale do Lobo 1 1988 1 1988
Rio de Janeiro 1 1932 0
Velo Clube "Os Leões" 1 1935 0
Messias 1 1973 0
SC Coimbrões 1 1978 0
Mako Jeans 1 1983 0
Ajacto 1 1984 0
Ruquita–Feirense 1 1990 0
Saeco 1 1996 0
Mapei 1 1997 0
Brescialat 1 1998 0
Team Barloworld 1 2005 0
Comunidad Valenciana 1 2006 0
Licor 43 0 1 1960
Bombarralense 0 1 1982
Rodovil 0 1 1983
Festina 0 1 1998

Palmares por países

País Vitórias
 Portugal61
Espanha12
 Itália2
 Bélgica1
 Reino Unido1
 Brasil1
 Polónia1
Suíça1
 Dinamarca1
 Rússia1

Geral Colectiva

Prémio Montanha

Prémio Pontos

Prémio Metas Volantes

Prémio Combinados

Prémio Juventude

Prémio Sprints

Edição Ano Vencedor Equipa
121999Nelson VitorinoTavira
111998Peter PetrovTavira
101997Manuel LiberatoTroiamarisco

Prémio Pontos Quentes

Edição Ano Vencedor Equipa
21992Stancho StanchevTavira
11991Peter PetrovTavira

Prémio Amadores

Edição Ano Vencedor Equipa
11943Serafim PauloLisgás

Prémio Fracos

Edição Ano Vencedor Equipa
21931António MarquesCarcavelos
11927José Joaquim EstevesCarcavelos

Ver também

Referências

  1. Jornal Record. «A Volta e os seus heróis». Consultado em 4 de janeiro de 2013. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2013
  2. Santos 2011a, p. 88.
  3. Santos 2011a, p. 102.
  4. , Os Sports de Abril de 1927.
  5. , Diário de Lisboa de 20 de Agosto de 1925.
  6. , Diário de Lisboa de 10 de Outubro de 1925.
  7. Moreira 1980.
  8. , O Sport de Lisboa, 1 de Abril de 1927.
  9. Santos 2011a, p. 87-176.
  10. Santos 2011a, p. 132.
  11. Santos 2011a, p. 133.
  12. Santos 2011a.
  13. Santos 2011b.
  14. Júnior 2006.
  15. «82ª Volta a Portugal em 2021, mas teremos "Edição Especial"». ciclismomundialblog.com. Ciclismo Mundial Blog
  16. «Federação apresenta Volta Especial com oito etapas». abola.pt. A Bola. 12 de agosto de 2020. Consultado em 19 de agosto de 2020
  17. Citar TV, Portugal a Preto e Branco: A Paixão pela Volta, por Diana Mota, Emanuel Soares e outros, porduzido pela Academia RTP ,disponível em http://www.rtp.pt/play/p886/e83296/portugal-a-preto-e-branco, consultado a 4 de Janeiro de 2012
  18. Santos 2011a, p. 38.
  19. «Biografia de Cãndido Barbosa». Consultado em 4 de janeiro de 2013
  20. https://www.record.pt/modalidades/ciclismo/volta-a-portugal/detalhe/as-classificacoes-finais-da-volta-a-portugal
  21. https://www.ojogo.pt/modalidades/ciclismo/noticias/amaro-antunes-e-o-grande-vencedor-da-volta-a-portugal-2021-14035064.html
  22. https://www.ojogo.pt/modalidades/ciclismo/noticias/ponto-final-na-83-edicao-da-volta-a-portugal-confira-as-classificacoes-15093902.html

Bibliografia

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  • GAGO, Cândido Matos. O Ciclismo no Alentejo: Seu Aparecimento e Evolução Desde Finais do séc. XIX pelo XX adentro. Grândola: Câmara Municipal de Grândola, 2002
  • GUIMARÃES, Júlio. Recordação da IV Volta a Portugal em Bicicleta: Verso e Prosa. Lisboa: Livraria Barateira, 1933
  • GUIMARÃES, Júlio. Homenagem aos Corredores: Recordação da 11.ª Volta a Portugal em Bicicleta. Lisboa: Livraria Barateira, 1935
  • JÚNIOR, Guita. História da Volta. Lisboa: EDP; Talento, 2006 ISBN 972-8868-19-7: Colaboração de Eduardo Marçal Grilo e de Alves Barbosa
  • LOPES, Eduardo Cunha. Em Memória de Eduardo Lopes - Glória e Drama de um Campeão de Ciclismo. Bubok, 2014 ISBN 978-84-686-6046-2
  • LOPES, Eduardo Cunha. Américo Raposo - Biografia. CreateSpace, 2018 ISBN 978-1718717671
  • MOREIRA, Abílio Gil. A História do Ciclismo Português: no seu já Século de Existência e o que tem sido a sua Ligação com a Velocipedia Internacional. Alcobaça: ed. aut., 1997
  • REDONDO, Belo. Guia da Volta a Portugal em Bicicleta: História da Volta. Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, 1935
  • SANTOS, Ana. Volta a Portugal em Bicicleta: Territórios, Narrativas e Identidades. Lisboa: Mundos Sociais, 2011a. ISBN 978-989-96783-9-2
  • SANTOS, Ana. «A História da Volta a Portugal em bicicleta», in NEVES, J.; DOMINGOS, N. (ed)Uma História do Desporto em Portugal. Lisboa: Quinodi, Vol II, 2011b, pp. 7–49 ISBN 978-989-554-888-0
  • SANTOS, Ana. «História do ciclismo », in NEVES, J.; DOMINGOS, N. (ed)Uma História do Desporto em Portugal. Lisboa: Quinodi, Vol III, 2011c ISBN 978-989-554-889-7

Ligações externas

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