Botuporã
Botuporã é um município brasileiro do estado da Bahia. De acordo com o censo do IBGE de 2010, a população da cidade era de 11.154 habitantes.[4] Faz divisa com os municípios de Tanque Novo, Macaúbas, Caturama e Paramirim.
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| Município do Brasil | |||
![]() Vista da Av. Deputado Luís Eduardo Magalhães, janeiro de 2018. | |||
| Símbolos | |||
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| Hino | |||
| Gentílico | botuporãense | ||
| Localização | |||
![]() Localização de Botuporã na Bahia | |||
![]() Botuporã |
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| Mapa de Botuporã | |||
| Coordenadas | |||
| País | Brasil | ||
| Unidade federativa | Bahia | ||
| Municípios limítrofes | Tanque Novo, Caturama, Macaúbas, Paramirim | ||
| Distância até a capital | 667 km | ||
| História | |||
| Fundação | 1936 (86–87 anos) | ||
| Emancipação | 22 de março de 1962 (60 anos) | ||
| Administração | |||
| Prefeito(a) | Edimilson Antônio Saraiva[1] (PP, 2021 – 2024) | ||
| Características geográficas | |||
| Área total [2] | 627,612 km² | ||
| População total (IBGE/2018) | 10 300 hab. | ||
| Densidade | 16,4 hab./km² | ||
| Clima | Semiárido | ||
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) | ||
| CEP | 46570-000 | ||
| Indicadores | |||
| IDH (PNUD/2010[3]) | 0,575 — baixo | ||
| PIB (IBGE/2016) | R$ 85 715,83 mil | ||
| PIB per capita (IBGE/2016) | R$ 7 822,93 | ||
| Sítio | www.botupora.ba.gov.br (Prefeitura) www.cmbotupora.ba.gov.br (Câmara) | ||
Topônimo
O topônimo Botuporã deriva do tupi-guarani e significa "monte belo".
História
Região primitivamente habitada pelos índios tuxás, foi colonizada na metade do século XVIII pelos portugueses, que se estabeleceram, constituindo famílias. O município nasceu com o primeiro nome de Fazenda Caititu, fundada pelos primeiros colonizadores portugueses, das famílias Marques e Castro. Casaram-se na comunidade indígena, onde o mesmo ocorreu com os espanhóis das famílias Pamplona e Maia.
Com o decorrer do tempo, a Fazenda Caititu foi prosperando e outras propriedades foram surgindo ao seu redor, formando um pequeno núcleo urbano. Em 1910, Acúrcio José de Oliveira edificou uma capela na praça onde hoje tem o seu nome. Construiu uma residência e fixou-se no comércio de tecido. Na época adquiriu uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e passou a festejá-la, sendo padroeiro do município.
Nascido assim sob a proteção da cruz, na fé em Deus, o pequeno povoado foi crescendo e por volta de 1922, passando por essa localidade, o bispo D. Juvêncio de Brito, e em sua companhia frei Francisco, realizaram as primeiras Santas Missões na Fazenda Caititu. Na mesma época, os religiosos constataram a existência de um monte de imediações da localidade e mandaram abrir uma estrada, ergueram uma grande cruz de madeira neste local, benzeram e deram o nome de Monte Belo, o qual se progrediu e em 1926, foi realizada a primeira feira-livre. Do antigo Caititu, pouco restava, o núcleo urbano se expandia cada vez mais, em função da agropecuária. Em 1936, Monte Belo foi elevado à categoria de Distrito de Paz, subordinado ao município de Macaúbas.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Monte Belo passou a denominar-se Botuporã, nome derivado do tupi-guarani e significa "monte belo", em razão da existência de um município em Minas Gerais com o nome Monte Belo.
Com o passar do tempo, a localidade crescia, chegando até mesmo a ter representantes no poder Legislativo. Pequenas povoações davam-lhe “status” de cidade. Do povoado de Pajeú, veio o Sr. Alípio Queiroz Marques, que se estabeleceu no lugar e se elegeu vereador para a Câmara Municipal de Macaúbas. Botuporã se desenvolvia, então o Sr. Alípio Queiroz Marques e um grupo de homens de bem, entre eles Joaquim Mendonça, João Nunes, Brasilino Marques França e Joaquim de Oliveira, esboçaram um movimento emancipacionista que teve sucesso, apesar da forte restrição de Macaúbas, que não concordava em perder seu distrito mais importante depois da sede. Com a comunidade conscientizada, finalmente teve o plebiscito marcado.
As bandeiras tremulavam, a alegria contagiava, tudo era festa na manhã de 22 de março de 1962. O então governador Juracy Magalhães sancionava a Lei que criava o município de Botuporã. As eleições foram marcadas para o dia 15 de novembro. Candidatava-se para a Prefeitura de Botuporã pela UDN o Sr. Alípio Queiroz Marques e pelo PSD o Sr. Osvaldo Marques. Após a apuração, o povo de Botuporã elegeu o seu primeiro prefeito, aquele que empunhou a bandeira emancipacionista, Alípio Queiroz Marques, sendo assim consolidada a emancipação. A posse ocorreu no dia 7 de abril de 1963.
Em 25 de fevereiro de 1985, o distrito de Tanque Novo é elevado à categoria de município.
Em 13 de junho de 1989, o distrito de Caturama é elevado à categoria de município.[5][6]
Tradições
Botuporã é uma cidade fiel às tradições, assim comemorando todos os anos o padroeiro Sagrado Coração de Jesus. Não só essa cidade, mas toda a região do Sudoeste da Bahia comemora também o São João, que ocorre anualmente nas praça de shows das cidades. As comunidades pertencentes a Botuporã também comemoram muitas datas festivas, como Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa, Natal entre outras.[6]
Personalidades
Entre os botuporãenses ilustres estão:
- Franklin David, repórter e apresentador de televisão.
Referências
- IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 22 de setembro de 2021
- «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 16 de agosto de 2013
- «Botuporã». IBGE. Consultado em 1 de novembro de 2020
- «Botuporã - Histórico». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 5 de julho de 2019
- «História de Botuporã – Câmara de Vereadores de Botuporã». Consultado em 5 de julho de 2019




