Catê
Marco Antônio Lemos Tozzi, mais conhecido como Catê (Cruz Alta, 7 de novembro de 1973 — Ipê, 27 de dezembro de 2011) foi um futebolista brasileiro que atuou como atacante. Foi campeão mundial em 1992 pelo São Paulo.[1]
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Marco Antônio Lemos Tozzi | |
| Data de nasc. | 7 de novembro de 1973 | |
| Local de nasc. | Cruz Alta, Rio Grande do Sul, Brasil | |
| Nacionalidade | brasileiro | |
| Data da morte | 27 de dezembro de 2011 (38 anos) | |
| Local da morte | Ipê, Rio Grande do Sul, Brasil | |
| Altura | 1,70 m | |
| Apelido | Catê | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1989–1991 1992–1993 1994 1994–1995 1996–1997 1997 1998–1999 2000 2001 2003 2004 2004–2005 2005 2005 2006 2008 |
Guarany São Paulo Cruzeiro São Paulo Universidad Católica São Paulo Sampdoria Flamengo New England Revolution 15 de Novembro Glória Maracaibo Palestino Remo Esportivo Brusque |
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Carreira
Catê surgiu como uma das grandes promessas do futebol brasileiro no início dos anos 1990. Seu apelido advinha dos gritos de "Que categoria!" que seus amigos exclamavam quando ele dava um drible, quando criança.[2]
Revelado pelo Guarany, de Cruz Alta, foi comprado pelo São Paulo em 1991, por trinta mil dólares.[2] Suas duas primeiras partidas pelo time foram quando o técnico Telê Santana escalou uma equipe mista no primeiro semestre de 1992: na estreia da Libertadores, contra o Criciúma, e, três meses depois, contra o Flamengo, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, disputada entre os dois jogos das finais do torneio continental (daí a escalação de uma equipe mista[3]).[2]
Catê nunca conseguiu se firmar entre os titulares do São Paulo, era considerado um "reserva de luxo"[4] e foi emprestado para o Cruzeiro no início de 1994, conquistando o Campeonato Mineiro daquele ano. De volta ao Tricolor para o segundo semestre, teve um dos melhores momentos de sua carreira nas finais da Copa Conmebol de 1994, disputada pela equipe reserva do São Paulo, conhecida como "Expressinho". No jogo de ida, no Morumbi, a equipe goleou o Peñarol, do Uruguai, por 6 a 1, com três gols de Catê.[4]
Em 1996 foi para a Universidad Católica, do Chile, onde ficou até o ano seguinte, tendo conquistado o título do Torneio "Apertura" de 1997 pelo clube. Após um breve retorno ao São Paulo, passou por clubes de diversos países: Sampdoria, da Itália, Flamengo, New England Revolution, dos Estados Unidos, 15 de Novembro, Glória de Vacaria, Maracaibo, da Venezuela, Palestino, do Chile, Remo, Esportivo de Bento Gonçalves e Brusque.
O atacante passou pelas seleções de base do Brasil e foi campeão pelas categorias Sub-17 e Sub-20. Após abandonar os gramados, tornou-se treinador do Itinga, que disputaria a primeira divisão maranhense pela primeira vez em 2008.
Morte
Na manhã de 27 de dezembro de 2011, bateu seu carro de frente com um caminhão, no quilômetro 131 da Rodovia Sinval Guazzelli, na altura de Ipê. Não resistindo aos ferimentos, morreu no local.
Títulos
- São Paulo
- Campeonato Paulista: 1992
- Taça Libertadores da América: 1992 e 1993
- Copa Intercontinental: 1992
- Supercopa Libertadores: 1993
- Copa Conmebol: 1994
- Copa dos Campeões Mundiais: 1995
- Copa São Paulo de Futebol Júnior: 1993
- Seleção Brasileira
- Cruzeiro
- Campeonato Mineiro: 1994
- Universidad Católica
- Campeonato Chileno: 1997 ("Apertura")
- Flamengo
Referências
- «Catê, campeão mundial pelo São Paulo, morre em acidente de trânsit». Globo Esporte. 27 de dezembro de 2011. Consultado em 29 de novembro de 2022
- «Catê realiza sonho de jogar no Maracanã». São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. O Estado de S. Paulo (36 034): Esportes, p. 1. 15 de junho de 1992. ISSN 1516-2931
- «São Paulo esnoba o Flamengo e vai jogar com time reserva». São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. O Estado de S. Paulo (36 032): Esportes, p. 2. 13 de junho de 1992. ISSN 1516-2931
- Alexandre da Costa (2005). Almanaque do São Paulo Placar. [S.l.]: Abril. pp. 283 e 378