Celso Sabino

Celso Sabino de Oliveira (Belém, 29 de agosto de 1978) é um administrador, advogado e político brasileiro, filiado ao União Brasil (UNIÃO).[1][2]

Celso Sabino
Deputado Federal pelo Pará
Período 1º de fevereiro de 2019
em exercício
Dados pessoais
Nome completo Celso Sabino de Oliveira
Nascimento 29 de agosto de 1978 (44 anos)
Belém, PA
Nacionalidade Brasileiro
Partido PP (2001-2009)
PR (2009-2013)
PSDB (2013-2021)
PSL (2021–2022)
UNIÃO (2022–presente)
Ocupação Auditor, advogado e político

Biografia

Nascido na capital paraense, filho de Cipriano Sabino de Oliveira e Fátima Sabino de Oliveira, Celso Sabino trabalhou, desde os 14 anos de idade, na empresa Sabino Oliveira Comércio e Navegação (Sanave), fundada e presidida por Cipriano, que foi gerente de navegação e operações durante os anos de 1996 e 2002.[3] Passou em diferentes cargos pela empresa, como office boy, almoxarifado, atendente de compras, na própria navegação e no serviço de embarque e desembarque.[4]

Pai de quatro filhos, o deputado casou-se pela segunda vez com Érica Sabino de Oliveira[carece de fontes?], declarando-se como cristão e evangélico praticante.[4][3]

Concluiu o ensino médio no Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, elegendo-se presidente do Grêmio Estudantil com aproximadamente 1 300 votos. Nesta mesma época, também chegou a presidente da Juventude do Partido Progressista.[4]

Celso é graduado em Administração pela Universidade da Amazônia (UNAMA), e em Direito pelo Centro Universitário do Pará (CESUPA). Além disso, possui pós-graduação em Controladoria, Auditoria e Gestão Financeira, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e concluiu o curso de aperfeiçoamento em Gestão Pública Tributária, pela Escola de Administração Fazendária (ESAF).  Foi aprovado no exame da Ordem dos Advogados (OAB) e finalizou, em 2017, o doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais, na Universidad del Museo Social Argentino (UMSA), na Argentina.[3]

Aos 22 anos foi aprovado no concurso para Auditor Fiscal na Secretaria da Fazenda (SEFA) e recebeu licença para exercer o cargo de deputado federal em 2018.[3]

Trajetória política

Em 2010, elegeu-se como deputado estadual suplente em Belém e obteve 19.140 votos nas eleições daquele ano, assumindo sua posição em 2011 pelo Partido da República (PR). Em 2012, ocupou o cargo de Secretário Estadual na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda (Seter),[3] obtendo o reconhecimento de sua gestão pela conquista do recorde de cursos ofertados; pela proposição de encaminhamento à novos empregos; e pela melhora na agilidade do atendimento, com a redução do tempo de espera nas filas para protocolar o seguro-desemprego; além disso, também participou da criação da Feira do Artesanato Mundial (FAM) e da implantação do projeto “Seter nos bairros”, que levou todos os serviços da secretaria para mais perto do cotidiano civil.[4][5]

Em 2013, filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e concorreu a Deputado Estadual pelo partido, exercendo novo mandato entre 2014 e 2018. No mesmo período, também assume a presidência do Instituto de Metrologia do Pará (IMETROPARA).[6]

Em 2018, Celso Sabino foi eleito deputado na Câmara Federal, em Brasília, com 146 288 votos pelo PSDB[7] e atuava, de março de 2019 até janeiro de 2021, como vice-líder do partido no Pará.[6]

Em 2021, anuncia sua saída do PSDB após desavenças entre algumas alas do partido, principalmente por ser o relator da chamada "PEC da Impunidade".[8] Até então, o parlamentar já havia se envolvido em polêmicas dentro do próprio partido, sobretudo em se alinhar as políticas do Governo Jair Bolsonaro, levando a abertura do processo de expulsão do partido.[9]

Posicionamentos

Em 2011, Celso Sabino foi um dos principais atuantes no processo de discussão sobre a separação do estado do Pará. O deputado, que se posicionou contra a divisão paraense entre os estados do Novo Pará, Tapajós e Carajás, presidiu a frente contra os Tapajós.[10][11][12]

Aqueles que lutam pela separação alegam um abandono social por parte do governo, proveniente da distância física e política de regiões distantes de Belém. Em contrapartida, políticos contrários a divisão reiteram que a falta de qualidade nos índices da sociedade também são um problema em localidades próximas a capital, não sendo esse um argumento plausível e suficiente para separação. Além disso, os favoráveis também alertam para o sucesso da separação de outros estados, como o Tocantins, que apresenta bons índices sociais, como por exemplo, na educação. Celso Sabino rebate tal argumentação apontando as diferentes realidades entre os estados e dando exemplos de regiões como o Amapá, que apesar da separação, progrediu pouco em relação a qualidade de vida da sociedade.[10][11][12]

Os políticos que se posicionaram contra a separação do Pará colocam, ainda, o aumento dos custos e salários que seriam gerados pela estruturação de novos governos; a parcialidade do mapa proposto em plebiscito, que não cumpre critérios técnicos ou culturais, estando sobre influência direta de interesses econômicos das grandes empresas de mineração, madeireiras e pecuaristas; e, a mudança que se estabeleceria no equilíbrio de poder entre as regiões do Brasil, já que os representantes de tais estados passariam a exercer maior influência no Congresso, mesmo que correspondessem a um número menor da população.[10][11][12]

Diante de tais embates, o plebiscito sobre a divisão do estado do Pará, aprovado pelo Congresso em maio de 2011, levou a população paraense às urnas, com resultado positivo contrário à divisão. O resultado foi comemorado abertamente por Sabino e sua atuação em tais disputas resultou em uma movimentação negativa nas redes sociais durante a campanha eleitoral de 2018.[10][11][12]

Controvérsias

Filiado ao PSDB, o nome de Celso Sabino apareceu na lista de receptores de verba da organização Odebrecht, investigada na operação Lava-Jato, referente às campanhas eleitorais de 2012 e 2014. Neste sentido, questionou-se a transparência das contas do partido, as quais não corroboraram para a identificação da proveniência do dinheiro, se concedido de forma legal ou como parte de propina.[13][14][15]

Além disso, Celso Sabino foi processado pela ex-mulher Fabiana Pereira Sabino de Oliveira, com base na Lei Maria da Penha, por suposta agressão no ano de 2014. A repercussão sobre o ocorrido fora abafada devido a campanha eleitoral que aconteceu no mesmo ano.[16][17]

Em 2021, foi um dos relatores da polêmica "PEC da Impunidade", que dificulta a prisão de políticos em crimes pegos em flagrante.[18]

Referências

  1. «Deputado Federal Celso Sabino». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 21 de junho de 2021
  2. Soares, Benigna (6 de junho de 2022). «Celso Sabino lança sua pré-candidatura a reeleição para Deputado Federal». Rede Pará. Consultado em 5 de julho de 2022
  3. SINUSCONPA 2012.
  4. Sabino 2019.
  5. Diego 2018.
  6. Câmara dos Deputados 2019.
  7. Gazeta do Povo 2018.
  8. «Após atritos com a direção, deputado Celso Sabino deixa o PSDB». Poder360. 15 de março de 2021. Consultado em 19 de março de 2021
  9. «PSDB abre processo de expulsão de Celso Sabino; Aécio fala em "caças às bruxas"». Congresso em Foco. 20 de agosto de 2020. Consultado em 19 de março de 2021
  10. Calixto, Turco & Tanigawa 2011.
  11. Piran 2018.
  12. Gasparin 2018.
  13. Pinheiro 2016.
  14. Pinheiro 2018.
  15. Mendes 2016.
  16. Barata 2015.
  17. Barata 2016.
  18. «'Não aumenta em nada a impunidade', diz relator sobre PEC da imunidade parlamentar». Jovem Pan. 25 de fevereiro de 2021. Consultado em 19 de março de 2021

Bibliografia

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